O grupo de oposição em Pato Bragado realizou consulta popular e, com o resultado em mãos, bateu o martelo nesta semana: o farmacêutico Breno Maineri (Podemos) será o pré-candidato a prefeito. A afirmação foi feita pelo presidente do Podemos, industrial Reinaldo Scherer, em visita ao Jornal O Presente realizada ontem (20), acompanhado do profissional que deve encabeçar a chapa majoritária.
“Tínhamos cinco nomes e realizamos uma avaliação popular visando divulgá-lo e ver a aceitação da sociedade. Foi uma grata satisfação para o partido e para o grupo a aceitação do nome do Breno com destaque e com percentual de rejeição praticamente insignificante. É indiscutível que ele é oficializado hoje dentro do nosso grupo como pré-candidato a prefeito”, enalteceu Scherer.
Conforme o dirigente partidário, a definição ocorreu em um processo tranquilo e que demonstrou maturidade do grupo. “O nome do Breno se destacou e não houve nenhum tipo de discussão. Já sentíamos que ele era visto com bons olhos pela sociedade. O resultado da consulta nos deu o entendimento que a sociedade realmente está buscando não mais esse formato político de gestão, mas quer pessoas novas, que estavam fora da política e que hoje vêm para agregar um sistema diferente. Este é o grande propósito hoje do partido Podemos de Pato Bragado: trazer para a comunidade um formato de gestão inovador, bem mais administrativo do que político. Tem que coligar as duas coisas e acredito que hoje estamos muito bem conscientes. Nós contamos com um bom projeto para apresentar à sociedade, elaborado por uma equipe de trabalho, visando mostrar o que esse grupo quer e busca oferecer para o município se desenvolver e ser autossustentável”, enfatiza Scherer.
PRÉ-CANDIDATO A VICE
Dos cinco nomes iniciais, Breno foi oficializado pré-candidato a prefeito e sobrariam quatro na disputa pela dobradinha na majoritária. No entanto, o industrial abdicou da pré-candidatura e deve assumir o posto de coordenador da campanha. “Retirei meu nome”, confirmou. “Desde o início o objetivo era buscar uma avaliação popular de todos e, definindo o pré-candidato a prefeito, é uma questão de estratégia e trabalho em equipe decidirmos quem dos outros três nomes pode somar mais dentro de uma campanha. Acredito que até a semana que vem já teremos o nome do pré-candidato a vice, que está entre os vereadores Airton Schmitt e Flávio Prigol e o servidor Irineu Siqueira (Gaúcho)”, comenta, lembrando que todos são do Podemos.
CHAPA PROPORCIONAL
Segundo Scherer, hoje a sigla já tem dez pré-candidatos a vereadores e mais dois nomes estão para ser definidos. “Teremos de dez a 12 nomes. O trabalho de qualquer grupo é fazer a maioria na Câmara e trabalhamos para eleger no mínimo cinco. O diferencial é que a grande maioria são pessoas que vão disputar a eleição pela primeira vez, mas têm muita vontade e com formato diferenciado dentro do Poder Legislativo. Acho que vai somar muito. Temos nomes bem-conceituados”, opina.
O presidente da agremiação acrescenta que a data da convenção ainda não foi marcada, mas deve ser realizada nos primeiros dias de setembro. “Já trabalhei em três campanhas como coordenador e o diferencial agora é o formato. Estamos criando uma estrutura mais profissionalizada. Já contamos com uma empresa de marketing que nos dará todo suporte, assim como uma assessoria jurídica de alto padrão. Bons candidatos somam, mas a parte estratégica e jurídica é fundamental. Nos preocupamos em dar suporte aos pré-candidatos”, conclui.
ESTREIA NA VIDA PÚBLICA
Breno Maineri não havia se envolvido antes no meio político. Desta vez o que lhe motivou, segundo relatou ao O Presente, foi o grupo. “Encontrei um grupo que pensa como eu, que gestão pública necessita ser administrativa e não político-partidária. Coloquei meu nome à disposição do partido Podemos para avaliação da sociedade como pré-candidato à majoritária. Fiquei emocionado e gratificado pela excelente aceitação, em reconhecimento da minha pessoa, meu caráter e minha forma de ser”, declarou. “Não sou político. Sou um cidadão comum, simples e humilde, mas não dá mais para aceitar um sistema de gestão pública em que os interesses são só pessoais, políticos e partidos querem se manter no poder”, opina.
Na avaliação do farmacêutico, gestão pública deve ser voltada à sociedade, de forma igualitária, e que ofereça oportunidades para todos. “Sou pré-candidato a prefeito e nosso objetivo é implantar um sistema de gestão pública administrativa, inovadora, de forma enxuta, eficiente e com total transparência. Vamos cuidar do dinheiro público com muita responsabilidade. Temos um projeto que não é nosso, mas fizemos para toda nossa sociedade, em que nos baseamos nos dados reais e nos indicadores da situação que o município se encontra hoje. Este projeto nos mostra onde queremos chegar em curto, médio e longo prazos. Nosso objetivo é fazer nosso município se desenvolver em quatro anos, o que não estamos vendo acontecer nos últimos 12 anos. Vamos trabalhar nos quatro anos, e não só nos últimos meses que antecedem as eleições, pois é isso que estamos acostumados a observar”, avalia o pré-candidato.
De acordo com Maineri, o apoio popular lhe deu o impulso a convencer sua família a ajudar o município. “Estou preparado. Sei que haverá muitas dificuldades pela frente, mas vamos nos preparar e contamos com o suporte do grupo”, frisa, expondo que pretende participar da escolha do pré-candidato a vice-prefeito. “Precisamos analisar dos três nomes qual vai contribuir dentro do Poder Público. Preciso de alguém que me dê suporte”, argumenta.
MUDANÇA NECESSÁRIA
Para o pré-candidato a prefeito, a reeleição cria um círculo vicioso e, por isso, ele se diz contra essa medida. “O grupo anterior ficou 12 anos e foi normal que a Normilda (Koehler, MDB) fosse eleita na época (em 2004), porque precisava de mudança. Um grupo não pode ficar tanto tempo, porque se torna um círculo vicioso. A mudança é o melhor para o município. Já acordamos no nosso grupo que não haverá reeleição”, finaliza.

Farmacêutico Breno Maineri com sua família: “Não achei que eu, pré-candidato a prefeito, tivesse esse apoio. Isso me deu o impulso a convencer minha família para ajudarmos o município” (Foto: Divulgação)
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