Política Eleições

Oposição racha em Entre Rios do Oeste e MDB lança chapa pura

Lideranças do partido afirmam que houve mudança no rumo das conversas com o PL para formação da majoritária e, por isso, decidiu-se em lançar candidatura própria (Foto: Joni Lang/OP)

O quadro político atual em Entre Rios do Oeste dá sinais de que a oposição rachou. MDB e PL vinham desenhando, nos últimos meses, a formação de uma coligação. No entanto, o conflito surgiu na indicação do nome do pré-candidato a vice-prefeito: o PL desejava fazer a indicação sem interferência, enquanto o MDB defendia o nome do vereador Alcindo Schneiders (PL).

Hoje, ambos os partidos aparentam seguir caminhos diferentes e, diante disso, o município pode ter três candidatos na disputa à prefeitura.

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Em visita ao Jornal O Presente, os pré-candidatos a prefeito e a vice do MDB, Vilson Wagner e Roque Anderle, respectivamente, juntamente com o presidente do diretório municipal da agremiação, Vilson Lerner, falaram sobre os novos rumos da política entrerriense. Confira.

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Nied maio 2022 w

 

O Presente (OP): O que aconteceu que o MDB e o PL não conseguiram chegar a um entendimento para formar a coligação?

Vilson Wagner: Reunimos a diretoria do MDB, juntamente com os pré-candidatos a vereadores e à majoritária, e optamos por lançar chapa pura, pois neste momento o PL também indicou que teria outro caminho para desenvolver o seu projeto. Houve várias conversações nos últimos meses, até no último ano, inclusive participamos da co-fundação do PL imaginando que houvesse convergência nos projetos para a próxima eleição. Mas no decorrer do caminho houve alguns desentendimentos e formas diferentes de abordagem dos projetos. Hoje as duas siglas optaram por cada uma seguir o seu caminho. Em um primeiro momento, hoje, o PL seguiu a orientação da sua diretoria e houve algumas divergências internas no próprio partido, mas este optou por seguir um projeto da maioria do grupo deles. Como no MDB havia uma conversação, já havia algumas situações pré-definidas e não houve acerto, sempre nos colocamos como pré-candidatos à majoritária e fomos oposição verdadeira em Entre Rios do Oeste, desde as últimas eleições. Resolvemos seguir nosso caminho para podermos implantar nossos projetos também.

 

Pré-candidato a prefeito pelo MDB de Entre Rios do Oeste, Vilson Wagner: “Acredito que quem mais tem a perder neste momento é o PL” (Foto: Joni Lang/OP)

 

OP: Algumas lideranças do PL afirmam que o MDB tentou interferir na escolha do pré-candidato a vice, que seria uma indicação do PL. Isso confere?

Roque Anderle: Sempre trabalhamos junto com o PL com o nome do Alcindo. Até o Alcindo foi para o PL devido a essa conversação. Esse era o nosso objetivo. Teríamos a coligação, mas junto com essa pessoa. Aí veio uma interferência do partido, talvez de cima para baixo ou algo parecido, ou eles mesmos decidiram colocar outro nome. Esse outro nome não foi contemplado conosco nas conversações iniciais, mas foi contemplado como coligação. Como estava decidido pelo Alcindo trabalhávamos com ele, mas daí mudou a configuração. Ao mudar a configuração não tínhamos essa deliberação em aceitar. Foi aí que o MDB optou em seguir com sua candidatura própria para eleição.

 

OP: Existe ainda alguma possibilidade de os dois partidos estarem coligados?

Vilson Wagner: Possibilidade sempre existe, porque acredito que nenhuma porta seja fechada em um momento que estamos cunhando nosso plano político, cunhando nosso plano de governo. Já houve essa proximidade com o PL, já houve várias conversações, mas hoje, no momento, cada sigla optou em tentar tocar o seu projeto de maneira individual. Nada impede que no futuro próximo ocorra uma coligação, mesmo porque cada sigla vai ter seus candidatos próprios a vereadores. Neste sentido, acredito que pode haver uma conversação futura ainda. Nada está definido.

 

Roque Anderle: E estamos conversando com outros partidos também, como o Democratas e o PT. Não fechamos as portas para nenhum partido.

 

OP: O fato do MDB e do PL estarem divididos não favorece o grupo de situação?

Vilson Wagner: Não vejo desta maneira, porque, como citei anteriormente, a verdadeira oposição sempre foi o MDB. O PL surgiu em uma dissidência do atual governo. Grande parte dos filiados do PL são dissidentes da atual composição do governo municipal. Vejo que o MDB mantém sua base e, dentro desta base, incorporamos outras dissidências, nos fortalecemos e, inclusive, algumas pessoas que estão participando do PL têm uma afinidade com o nosso grupo, com o nosso projeto. Então contamos com apoio de outras pessoas.

 

Roque Anderle: E também somos dissidentes de outros partidos, por exemplo eu, o próprio Vilson. Eu sou dissidente do PP e você (Vilson) do PDT.

 

Pré-candidato a vice-prefeito do MDB, Roque Anderle: “Estamos conversando com outros partidos também, com o Democratas e o PT” (Foto: Joni Lang/OP)

 

OP: Quem mais perde com essa divisão: MDB ou PL?

Vilson Wagner: Eu imagino que o PL, sendo um partido novo e com fundação recente. Vejo que vão sentir um pouco mais devido à dificuldade de formação completa de chapa para vereadores. Hoje o MDB já dispõe de 11 pré-candidatos que devem disputar a vereança e podemos, provavelmente, incorporar outros nomes. Avalio uma dificuldade maior do PL como sendo um partido que recém está se estruturando. A perda é maior do lado deles. Tínhamos um projeto para somar, mas como o MDB tinha uma estrutura mais antiga, com mais membros filiados, de mais história de candidaturas, acho que seguimos nosso projeto de maneira firme e coesa. Acredito que quem mais tem a perder neste momento é o PL.

 

OP: O MDB avalia a possibilidade de se aliar à situação?

Vilson Wagner: Essa possibilidade é muito remota, mesmo porque, como já comentamos, somos oposição. Vejo uma dificuldade muito grande em afinar os dois projetos. Agora tudo é questão de discussão em grupo. Nada é decidido individualmente. Tudo o que fizemos até hoje está sendo conversado em grupo, que sempre foi soberano em suas decisões. Cabe ao grupo decidir, mas acredito que nem tenha a formalização de nenhum pedido de parte a parte neste sentido de haver essa coalização.

 

OP: Como está sendo conduzido o processo no partido para a eleição?

Vilson Lerner: Estamos com 11 nomes confirmados de pré-candidatos a vereador, mas podem surgir mais um ou dois. Estamos dialogando bastante com a população e a aceitação está sendo muito boa. Vejo que dentro do MDB temos tranquilamente chances de eleger quatro vereadores, no mínimo. O nosso grupo está muito forte e com nomes bem-aceitos no município.

 

Presidente do MDB entrerriense, Vilson Lerner: “Vejo que dentro do MDB temos tranquilamente chances de eleger quatro vereadores, no mínimo” (Foto: Joni Lang/OP)

 

O Presente

 

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