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PL decide apoiar Moro ao governo do Paraná após fracasso de acordo com PSD de Ratinho Jr

Entendimento foi discutido em reunião entre Sergio Moro e Valdemar Costa Neto, enquanto Ratinho Júnior manteve projeto nacional e resistiu a negociações


calendar_month 18 de março de 2026
2 min de leitura

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, decidiu romper com o PSD do governador paranaense Ratinho Júnior e apoiar o senador Sergio Moro (União-PR) na eleição para o governo do Paraná. A definição ocorreu após impasse nas negociações com o PSD, que manteve a intenção de lançar candidatura própria ao Planalto.

Moro se reuniu nesta quarta-feira (18) com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em Brasília. Segundo relatos, o encontro, que durou cerca de 40 minutos, avançou para um entendimento político descrito como “pragmático”. O partido deverá apoiar a candidatura de Moro no Estado, enquanto o senador se comprometeu a garantir palanque para Flávio, considerado peça estratégica no Sul.

Pressão política

Antes da reunião, Moro fez gesto público ao dirigente do PL durante sessão da CPI do Crime Organizado no Senado. Ao comentar requerimento sobre quebra de sigilo de Valdemar, afirmou: “Outro caso aqui é Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal. O que ele tem a ver com o escândalo do Banco Master?”

No entorno de Ratinho Júnior, a leitura é de que o encontro não selou acordo definitivo, mantendo margem de pressão entre as partes. Moro não formalizou filiação ao PL, e a legenda não descartou rever o apoio. O movimento é interpretado como instrumento de negociação na disputa por alianças para a eleição presidencial.

Impasse com PSD e União Brasil

A decisão de Flávio ocorreu após o governador recusar abrir mão de eventual candidatura nacional em troca de apoio do PL no Paraná. Aliados do senador relatam que houve mais de uma rodada de conversas, incluindo contato direto na semana passada, sem garantia de acordo.

O cenário também envolve incertezas sobre a candidatura de Moro pelo União Brasil, em função da federação com o PP. O senador avalia deixar a sigla diante de resistências internas para sua candidatura ao governo estadual. Apesar disso, dirigentes do União ainda tentam convencê-lo a permanecer, enquanto novas conversas com a cúpula do partido devem ocorrer ainda nesta quarta-feira.

Com O Globo

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