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Política 33 mandados

Polícia Federal prende ex-assessores de Bolsonaro; Filipe Martins foi preso em Ponta Grossa, no Paraná

Estão sendo cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas da prisão

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(Foto: Divulgação/PF)

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (8), dois ex-assessores especiais do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL). Segundo as informações da PF, Marcelo Câmara e Filipe Martins (PL-PR) foram detidos no âmbito da Operação Tempus Veritatis, que apura “organização criminosa que atuou na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, para obter vantagem de natureza política com a manutenção do então presidente da República no poder”.

Segundo as informações, Filipe Martins foi preso em Ponta Grossa. Ele estaria na casa da namorada e será levado pela PF a Brasília.

Conforme as informações da Globo News, a operação da PF mira Braga Netto, Augusto Heleno, Valdemar Costa Neto e outros aliados de Bolsonaro. A operação é fruto da delação de Mauro Cid e sequência de outras investigações, conforme esclarecimentos da PF.

Estão sendo cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas da prisão, que incluem a proibição de manter contato com os demais investigados, proibição de se ausentarem do país, com entrega dos passaportes no prazo de 24 horas e suspensão do exercício de funções públicas.

Policiais federais cumprem as medidas judiciais, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Nesta fase, as apurações apontam que o grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação para disseminar a ocorrência de fraude nas Eleições Presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito, de modo a viabilizar e legitimar uma intervenção militar, em dinâmica de milícia digital.

O primeiro eixo consistiu na construção e propagação da versão de fraude nas Eleições de 2022, por meio da disseminação falaciosa de vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação, discurso reiterado pelos investigados desde 2019 e que persistiu mesmo após os resultados do segundo turno do pleito em 2022.

O segundo eixo de atuação consistiu na prática de atos para subsidiar a abolição do Estado Democrático de Direito, através de um golpe de Estado, com apoio de militares com conhecimentos e táticas de forças especiais no ambiente politicamente sensível.

O Exército Brasileiro acompanha o cumprimento de alguns mandados, em apoio à Polícia Federal. Três militares, sendo dois da ativa, estão na mira da operação.

Os fatos investigados configuram, em tese, os crimes de organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Com Bem Paraná

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