Pela primeira vez em uma disputa à Assembleia Legislativa, o 2º sargento Jairo Kaiser (PPS), do Corpo de Bombeiros, chega à reta final da campanha com uma avaliação positiva do período eleitoral. A afirmação foi feita durante visita ao Jornal O Presente, ocasião em que ele destacou a recepção acalorada que vem recebendo por parte das pessoas.
“Percebo essa boa aceitação pelo fato de ser um nome novo na política, por ser ficha limpa, por ter dedicado a vida para ajudar aos outros. No geral, a população está desacreditada com os políticos em sua maioria. Chegou em um momento na nossa história que pelo fato de não haver renovação e de termos 30 anos de democracia, nestas três décadas a maioria dos políticos estão se perpetuando no poder, ou passando de pai para filho ou para netos, e a população já está descrente e quer mudança, como eu desejo essa mudança também”, destacou.
O candidato a deputado estadual avalia que quando uma pessoa fica muito tempo no poder isso já não configura democracia, mas sim começa a tender para o lado da ditadura. “Porque se formam grupos e esses grupos não querem perder o poder. Nós devemos sempre lembrar que a democracia, quando foi criada, visava justamente ter essa alternância para não ficar em regime ditatorial. Sempre precisa haver essa renovação. É o que oxigena o nosso processo democrático e facilita para que as pessoas possam acreditar e ter esperança de novo nos nossos representantes. Caso contrário, o que a gente vê é uma região carente de recursos, de atenção, de saúde, de segurança, de educação. Para isso é preciso ter pessoas novas e ideias novas para mudar um pouco a nossa realidade”, afirma.
Resgate da política
Questionado qual mensagem tem levado aos eleitores como forma de convencê-los a votar em um nome novo, o sargento diz que tem falado sobre a importância do resgate da política e sobre resgatar o melhor que o cidadão tem, que é o direito de se manifestar, o direito democrático, o direito de poder acreditar que as coisas vão melhorar. “Estamos em uma região rica e pujante, mas muitas vezes faltam representantes locais que se preocupem somente com a nossa população. Estou caminhando muito. Minha campanha está sendo franciscana e com contato direto com a população. Caso eleito, não vou mudar esse perfil. Quero estar no meio do povo para sentir as necessidades da população, porque os nossos representantes hoje têm uma visão de cima para baixo e não se preocupam com a visão de baixo para cima, que é entender os desejos do cidadão comum, como na saúde. A gente nunca sabe a hora que uma doença pode surgir, e quando surge o paciente precisa de cuidados e de atenção. O que vemos hoje é falta de acesso à saúde ou uma longa espera para conseguir um exame ou consulta. Muitas vezes quando chega o período para fazer o exame o paciente já está em óbito. Os nossos representantes esqueceram de cuidar do nosso povo. O que trago de mensagem é: resgatar o que tem de melhor na política e no cidadão. Resgatar a confiança e a esperança de ser cuidado, de dar atenção à população, cuidar do nosso povo. Os políticos esqueceram disso e se preocupam em cuidar dos grupos para se manter no poder”, responde.
PPS
Já quando perguntado por que da escolha do PPS para a disputa a uma vaga à Assembleia Legislativa, o candidato a deputado estadual explica que a maioria dos políticos vão atrás da política, mas no seu caso foi o inverso. “A política é que veio atrás de mim. Recebi convite de maneira intempestiva do deputado federal Rubens Bueno (PPS), que é uma pessoa que não está envolvida em escândalos de corrupção, idônea, que contribuiu muito com o processo democrático do nosso país, que procura criar leis para atender as necessidades gerais do nosso povo. Ele me convenceu de última hora a aceitar esse desafio, justamente porque me disse que a população quer o novo e eu representaria a renovação. Atendendo a este pedido para dar oportunidade às pessoas a ter alguém diferente para votar e para fortalecer o partido, juntamente com o pedido do Ratinho (Junior, candidato a governador do PSD), resolvi aceitar o desafio”, informa.
Votação
Na chapa proporcional à Assembleia Legislativa, o PPS não está coligado e, segundo os matemáticos do grupo, revela o sargento Kaiser, avalia-se que na sua situação sejam necessários entre 20 e 25 mil votos para que haja real chance de ser eleito.
Da região Oeste, com exceção de Foz do Iguaçu, o rondonense é o único candidato a deputado estadual do PPS, tendo uma área de base eleitoral que soma 42 municípios.
Quem é
O 2º sargento Jairo Kaiser possui cerca de 23 anos de serviços prestados ao Corpo de Bombeiros. Seus pais residem há mais de 40 anos em Marechal Cândido Rondon. “Vim para cá com três anos de idade e hoje atuo em Toledo, mas meu domicílio eleitoral sempre foi Marechal Rondon”, afirma.
A formação como bombeiro ocorreu em Cascavel, onde atuou durante nove anos. Neste período realizou vários cursos, sendo o principal de socorrista. Com esta experiência auxiliou a equipar ambulâncias e a melhorar o sistema de atendimento em Toledo, onde trabalhou por três anos até ser transferido para Marechal Rondon.
No município rondonense, o sargento foi comandante do Bombeiro Comunitário e contribuiu desde a sua estruturação, a partir de uma parceria entre os governos estadual e municipal. Anos mais tarde, ocorreu a militarização da unidade com a transformação em Corpo de Bombeiros.
Kaiser auxiliou em um trabalho semelhante em Palotina e posteriormente em Guaíra, onde igualmente ocorreu a militarização do Bombeiro Comunitário com a elevação de categoria para Corpo de Bombeiros.