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Política Marechal Rondon

PSD libera filiados e pré-candidatos na eleição à majoritária e almeja eleger dois vereadores

Presidente do PSD de Marechal Rondon, Luiz Carlos Cardozo: “O PSD trabalhou intensamente para unir o grupo e apresentar candidatura única de oposição ao atual prefeito Marcio Rauber. Como não houve consenso entre os pré-candidatos de oposição a decisão do PSD foi unânime pela independência” (Foto: Joni Lang/OP)

O PSD de Marechal Cândido Rondon decidiu por unanimidade liberar seus filiados para apoiar o pré-candidato a prefeito e vice que desejarem nas eleições de 15 de novembro.

Em entrevista ao O Presente, o presidente da agremiação, Luiz Carlos Cardozo, e lideranças mencionaram que a decisão tomada na última terça-feira (08) aconteceu em virtude da falta de consenso entre os pré-candidatos a prefeito pela oposição, Josoé Pedralli (MDB) e Lair Bersch (PDT). Por outro lado, Cardozo enaltece que se Pedralli e Bersch entrarem em um entendimento o PSD pode reconsiderar e abrir diálogo para apoiar o nome oposicionista.

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No próximo dia 15 será realizada a convenção do PSD, quando serão confirmados os nomes dos candidatos a vereador da agremiação. O objetivo, segundo os dirigentes, é formar chapa forte objetivando eleger dois vereadores.

No município, o partido tem em suas fileiras o ex-prefeito, ex-deputado estadual e diretor de Obras da Cohapar, Ademir Bier – maior liderança da sigla em Marechal Rondon; ex-vereador e ex-secretário municipal Cardozo; e o vereador Ronaldo Pohl. Participaram da visita ao O Presente Valdir Dornelles, João Lorenzi, Alex França, vereador Ronaldo Pohl, Adelar Manenti, presidente Luiz Carlos Cardozo, Jairo Kaiser, Julio Fontana. Confira a entrevista.

 

O Presente (OP): Na terça-feira o PSD decidiu o rumo nas eleições à majoritária em Marechal Rondon. Por que da opção por liberar os filiados a apoiar quem desejarem nas eleições à majoritária? O não entendimento entre Josoé Pedralli (MDB) e Lair Bersch (PDT) foi determinante neste aspecto?

Luiz Carlos Cardozo: Nós, do PSD, gostaríamos de esclarecer à comunidade rondonense que a principal essência do PSD é a democracia. Este é o norte que delimita todos os seus encaminhamentos. Não tomamos nenhuma atitude sem o conhecimento de toda nossa base, especialmente da diretoria executiva e dos pré-candidatos a vereadores. Nos últimos meses o PSD trabalhou intensamente com a proposta de unir a oposição para fortalecer o grupo e apresentar candidatura única de oposição ao atual prefeito Marcio Rauber (DEM). Mas não conseguimos chegar a um denominador comum e nem manter um consenso entre as pré-candidaturas a prefeito pela oposição. Na noite de terça-feira foi realizado encontro entre diretório, a mesa diretiva e todos os pré-candidatos do PSD, quando ficou definido pela independência do partido. Foi unânime a decisão de liberar filiados e pré-candidatos para apoiarem o candidato que tenham mais afinidade.

 

OP: Isso mostra que nesses quatro anos o partido recebeu lideranças com opiniões divergentes em relação a grupos? Demonstra também não se posicionar a favor ou contra projetos por ser de um ou outro grupo?

Ronaldo Pohl: O PSD de Marechal Rondon está inovando em relação ao que se está acostumado a ver em política; todos têm voz e vez. Somos um grupo de opiniões heterogêneas em relação a grupos políticos, mas a opinião do partido em relação ao município é extremamente homogênea. O PSD quer o bem, o avanço do município, então todos querem Marechal Rondon melhor, mas não temos um consenso dentro do PSD sobre grupos políticos. Na nossa reunião houve posição pró-Marcio, o favor do Lair e do Pedralli. Para manter a união do nosso PSD, do nosso grupo, deixamos a liberdade de escolha. Temos dito e repetimos: o PSD não é nem oposição e nem situação, nós somos população, estaremos ao lado dela e aqueles que forem eleitos vão dar sequência nisso.

Alex França: O que foi discutido também representa o anseio popular de não se posicionar necessariamente a favor ou contra projetos só porque faz parte de um grupo. É um anseio popular de longa data que as decisões sejam puramente técnicas e baseadas no interesse popular. Se isso for uma amarração política, sem uma independência isso fica inviabilizado.

 

OP: Como o PSD rondonense se organiza para a eleição na proporcional? Quantos nomes deve lançar e qual objetivo em termos de vereadores eleitos?

Luiz Carlos Cardozo: Hoje temos 23 nomes propensos a serem candidatos, mas a avaliação que nós fizemos é de 13 a 15 candidatos a vereadores, incluindo as mulheres. Nossa meta é colocar o máximo possível de mulheres concorrendo e o nosso objetivo é eleger no mínimo dois vereadores.

Ronaldo Pohl: Em cima da projeção de votos dos que já foram, estatisticamente acreditamos em dois vereadores. Agora, podemos ter uma grata surpresa com Alex França, Julio Fontana, Valdir Dornelles, Uelber Moraes, que não foram candidatos e que vão ser medidos nessa eleição. Se construirmos uma votação significativa, nós conseguimos sim ganhar um terceiro. Dois é um número extremamente real, o terceiro já é um nome que iria nos deixar mais felizes, mas daria um pouco mais de trabalho.

 

Lideranças do PSD rondonense em visita ao O Presente: Valdir Dornelles, João Lorenzi, Alex França, vereador Ronaldo Pohl, Adelar Manenti, presidente da sigla, Luiz Carlos Cardozo, Jairo Kaiser e Julio Fontana (Foto: Joni Lang/OP)

 

OP: Qual será o posicionamento em relação ao próximo prefeito eleito? Qual postura do partido na Câmara?

Julio Fontana: Somos um partido de centro, então o PSD possui identidade consolidada. Temos o costume de pensar e agir de forma pontual em prol da população rondonense.

Luiz Carlos Cardozo: Indiferente de quem for o próximo prefeito, nós vamos ser população. O que vir de projeto do Executivo para o Legislativo que seja em prol da população, o prefeito pode contar com a gente.

 

OP: Na visão de vocês, esta divisão com dois candidatos de oposição deve favorecer o atual gestor municipal, visto que as eleições sempre foram polarizadas entre dois grupos?

Ronaldo Pohl: Na minha opinião, não. Eu acredito que a população de Marechal Rondon está entendendo mais do que nunca que essa divisão da cidade não é benéfica para o município. Acho que a população vai para a urna nessa eleição fazer o que fez na última eleição federal, de votar em pessoas. Penso que essa ideia de votar em grupo político está diminuindo, aqui ainda tem certa força, mas está extinguindo. Acho que esta já vai ser uma eleição diferente.

 

OP: A decisão pela independência nestas eleições, que deve ser confirmada na convenção, pode no futuro fazer o PSD criar uma terceira força política no município? Esse é um dos objetivos?

Luiz Carlos Cardozo: Esse foi um dos assuntos mais debatidos ontem (terça-feira). Nós estamos plantando uma semente que, tomara Deus, germine e consigamos eleger o máximo possível de vereadores para lá na frente o PSD poder disputar a majoritária. É um partido jovem e com pessoas jovens, essa é uma grande vantagem.

 

OP: Qual o perfil dos pré-candidatos que devem ter seus nomes levados à convenção na próxima semana?

Luiz Carlos Cardozo: Temos pessoas das mais variadas áreas profissionais, como empresários, servidor municipal, sindicalista, comunicador, professores, agricultores, cantora. Nós abrimos o leque.

 

OP: O sargento Jairo Kaiser é pré-candidato?

Jairo Kaiser: Pelo fato de ser militar, a legislação permite certa prerrogativa que dá o direito de escolha de ser cedido por um grupo político no ato das convenções. Quando o partido aceita nosso nome é homologado na ata e homologado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Devo ser confirmado candidato, já tive boas surpresas quando candidato a vice-prefeito e deputado estadual. O objetivo principal de estar no PSD e aceitar o convite do Cardozo e do Ronaldo é justamente para ajudar o grupo a fazer dois vereadores.

 

OP: O ex-prefeito e ex-deputado Ademir Bier é a liderança de maior expressão do PSD no município e na microrregião. Ele deu autonomia para filiados definirem o rumo da sigla no município?

Ronaldo Pohl: O Ademir tem dado uma liberdade ímpar para o grupo decidir. Ele manifesta o carinho por esse grupo ligado ao MDB, mas entende que está em um partido novo, que é do governador Ratinho Junior e ele (Ademir) tem dado liberdade muito grande para o PSD discutir e tomar as decisões.

Luiz Carlos Cardozo: Em todas as decisões tomadas dentro do PSD, mesmo o Ademir não estando aqui, nós o comunicamos. Então ele está por dentro de tudo o que está acontecendo.

 

OP: Caso os dois pré-candidatos da oposição cheguem a um entendimento e um deles abra mão, há possibilidade do PSD rever sua decisão?

Luiz Carlos Cardozo: Pode sim. O PSD pode rever o seu posicionamento. Reforçamos que o PSD é um grupo muito forte, com várias lideranças de expressão. Estamos partindo para um lado bastante democrático. Esta é uma das principais ferramentas de transformação e desenvolvimento da sociedade organizada.

 

O Presente

 

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