“Ninguém sabe o que vai acontecer”. A constatação é do deputado estadual Elio Rusch, uma das principais lideranças do Democratas do Paraná, em relação às federações.
Nesta semana, os presidentes do União Brasil (partido que surgiu a partir da fusão do Democratas com o PSL), PSDB e MDB iniciaram conversas visando à formação da aliança nacional, que, se confirmada, recai sobre os Estados na eleição de 2022 e municípios em 2024.
Para o parlamentar, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em permitir as federações até 31 de maio, enquanto a filiação partidária encerra em 02 de abril, causa uma grande confusão. “Quem for candidato precisa estar preocupado. É uma situação delicada, porque a federação pode ser feita após o prazo de filiação. O cenário político está bem bagunçado”, avalia.
EXEMPLO DE CIMA
Rusch lembra que hoje existem conversas que podem culminar, inclusive, com a indicação do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (sem partido), para ser candidato a vice-presidente ao lado do ex-presidente Lula (PT). Ambos já foram adversários em eleições passadas. “Isso mostra o interesse pessoal. Aqui embaixo os políticos ficam desacreditados, mas olha o exemplo que as lideranças maiores estão dando. É uma situação complicada”, afirma.
O deputado estadual reforça que a preocupação com as federações envolve quem deseja se candidatar em 2022, enquanto os futuros candidatos a prefeito precisarão aguardar para ver como será este novo cenário político.
Por Maria Cristina Kunzler/O Presente