Copagril – Sou agro com orgulho
Política Entrevista ao O Presente

“Queremos atender cada vez melhor a nossa população”, diz Norberto Pinz

Prefeito Norberto Pinz: “É uma alegria muito grande verificar que além dos nossos investimentos também há muitas pessoas investindo no nosso município. Assim, todos vão se fortalecendo cada vez mais e essa frente de progresso indiretamente se reverte em maior qualidade de vida para todos” (Foto: Joni Lang/OP)

Nova Santa Rosa completa 45 anos de história nesta quinta-feira (29). Ao enaltecer a data, o prefeito Norberto Pinz (MDB) diz que o município é sinônimo de desenvolvimento e tem potencial para evoluir ainda mais. “Trabalhamos para que ele cresça cada vez mais e seja cada vez mais motivo de orgulho para todos que aqui vivem. Vontade não nos falta para fazer o melhor para o nosso povo”, destaca.

Em entrevista ao O Presente, Pinz fala das obras em andamento, dos investimentos previstos e de projetos encaminhados, prestes a sair do papel. Ele também faz uma análise sobre a perda de representatividade do Oeste nos últimos anos e comenta sobre temas políticos. Confira.

 

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O Presente (OP): O senhor terminou o seu terceiro mandato como prefeito em 2020 e iniciou o quarto, em 2021, em plena pandemia. Qual avaliação faz dos primeiros quatro meses desta nova gestão?

Norberto Pinz (NP): Já estamos chegando ao final de abril e seguimos com muito trabalho e muita dedicação, sempre buscando o melhor para a comunidade. Sinto-me muito feliz com a nossa população, que sempre acredita no nosso trabalho, na nossa honestidade e no nosso comprometimento com o desenvolvimento do município. Neste momento de pandemia, em que os cuidados são necessários para preservar vidas, contamos com a colaboração do nosso povo e somos abençoados. Hoje temos uma situação tranquila. Infelizmente quatro óbitos (por complicações da doença) ocorreram, mas percebemos que as pessoas seguem se cuidando. Ninguém quer perder um ente querido.

 

OP: Quais são as prioridades desta nova gestão?

NP: Temos várias frentes de trabalho. Estamos agora em uma obra no Parque de Exposições com quase dois mil metros quadrados, um barracão. Estamos dando sequência à terceira etapa. Uma empresa de Santa Helena ganhou (a licitação) e vamos investir em torno de R$ 600 mil. Depois vem a quarta etapa, que é a etapa final. Também estamos fazendo mais de cinco quilômetros de pedra para os nossos agricultores, asfalto em cima de pedra irregular. São quatro trechos importantes para o nosso produtor rural ter estrada de boa qualidade para poder produzir cada vez mais e principalmente ter qualidade de vida. Há, ainda, um projeto para fazer a ligação entre Planalto do Oeste e Santa Rita com asfalto em parceria com Terra Roxa. Temos prevista a construção da farmácia. Estamos prestes a assinar um convênio no valor de cerca de R$ 3,4 milhões com a Itaipu para fins de asfalto e pedra irregular. Junto à Cohapar estamos buscando viabilizar casas populares. Em breve também teremos novas indústrias se instalando em Nova Santa Rosa. Em todos os setores a nossa intenção é melhorar cada vez mais o atendimento a nossa população. É uma alegria muito grande verificar que além dos nossos investimentos, também há muitas pessoas investindo no nosso município, seja na agricultura, que é o carro-chefe de Nova Santa Rosa, no comércio e na indústria. Assim, todos vão se fortalecendo cada vez mais e essa frente de progresso indiretamente se reverte em maior qualidade de vida para todos.

 

OP: Nova Santa Rosa completa 45 anos nesta quinta-feira (29). Qual avaliação o senhor faz do município? O quanto ele ainda pode crescer, em qual aspecto pode evoluir?

NP: Temos muito orgulho em administrar um município pujante, composto de pessoas trabalhadoras. Vivenciamos aqui um constante progresso e a partir da nossa contribuição junto à gestão pública, já no quarto mandato, trabalhamos para que ele se desenvolva cada vez mais, cresça e seja cada vez mais motivo de orgulho para todos que aqui vivem. As pessoas de Nova Santa Rosa têm conforto, segurança em todas as áreas, saúde, educação e cultura de qualidade. Sempre há espaço para evoluir, e é para isso que estamos trabalhando. Temos muita força de vontade em fazer o melhor para o nosso povo. Nosso município é essencialmente agrícola. Temos, então, que seguir dedicando um olhar especial à agricultura e dando suporte para que obtenha sempre melhores resultados. Temos que valorizar cada vez mais aquele que produz, mas também aquele que se dedica à indústria e ao comércio. A valorização do nova-santa-rosense está sempre em primeiro lugar.

 

OP: A representatividade do Oeste do Paraná perdeu espaço nos últimos anos. Agora, abre-se uma nova lacuna com o falecimento do deputado federal José Carlos Schiavinato, que era um grande conhecedor dos municípios da região e dedicava a eles um atendimento diferenciado. Como preencher esse espaço político novamente?

NP: A nossa microrregião e a região que engloba os 54 municípios que fazem parte da Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná) perderam muito nos últimos anos. Perdemos sete deputados, sendo dois de Marechal Cândido Rondon (Ademir Bier e Elio Rusch). Schiavinato subiu para federal. Com isso, muitos deputados de fora vieram para cá, de olho nesse espaço, mas muitos vêm mais para pegar votos e depois desaparecem. Com a partida do Schiavinato, que foi um grande parceiro, ficou uma lacuna muito grande, por mais que tenhamos outros deputados nos atendendo, como o Sérgio Souza, a Leandre (Dal Ponte) e o Vermelho (Nelsi Conguetto Maria). O Marcel Micheletto (deputado estadual licenciado e secretário de Estado da Administração e da Previdência) é um bom nome da região. Vejo que ele tem chances de se eleger deputado federal (em 2022). Ele é parceiro de Nova Santa Rosa; nos ajudou muito na ausência do Ademir e do Elio. O pai dele (Moacir) foi um grande deputado federal, um grande defensor das causas do Oeste, então ele tem um capital político.

 

OP: O deputado Sérgio Souza assumiu recentemente a presidência do MDB no Paraná com o objetivo de reestruturar e fortalecer o partido no Estado. O senhor acredita que isso vai se concretizar e a legenda retomar a notoriedade que já teve uma vez?

NP: Acredito que sim. Sairemos fortalecidos, sim, e isso vai ser muito bom para toda a nossa região. Dos 54 municípios da Amop, em 11 os prefeitos são do MDB.

 

OP: Em relação à eleição de 2022, o senhor já tem ideia de quem pretende apoiar?

NP: É muito cedo ainda para tratativas neste sentido. Hoje nosso foco é trabalhar em prol do nosso município. Quem serão os nossos candidatos vamos definir lá na frente.

 

OP: Na eleição passada, em 2018, Nova Santa Rosa foi o município que teve a maior votação pró-Bolsonaro entre as 399 cidades do Paraná. O senhor acredita que este cenário vai se repetir em 2022, considerando que ele deve tentar a reeleição?

NP: É uma pergunta difícil de ser respondida porque depende tão somente da vontade da população. Podemos fazer a mesma votação ou até aumentar, mas a definição será da população.

 

OP: Qual análise o senhor faz do governo Bolsonaro?

NP: A pandemia dificultou muitas coisas não somente no governo federal, mas também no estadual. Houve muitos imprevistos, muito dinheiro que teve que ser direcionado para salvar vidas. Então, muitas ações que eram para ter acontecido acabaram não sendo feitas. Por causa das complicações do avanço da Covid, todos os governos, tanto o municipal, quanto o estadual e o federal, tiveram que rever metas, investimentos, mudar de rumo.

 

O Presente

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