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Política

“Quero fazer uma votação que eu mereça”, diz Ademir Bier

calendar_month 5 de outubro de 2018
4 min de leitura

Em busca do 6º mandato de deputado estadual, mas com a novidade nesta campanha de estar em um partido novo, o PSD, Ademir Bier vem percorrendo os municípios atrás dos votos para garantir mais uma legislatura na Assembleia.

No domingo (07) chega ao fim a campanha do parlamentar e, em entrevista ao Jornal O Presente, ele fez uma avaliação desta reta final da eleição e pontuou o que considera que encontrou de maior dificuldade neste pleito. Para Bier, o tempo muito curto de campanha e o fato do fundo eleitoral não ter sido distribuído a todos os candidatos são fatores que transformaram essa eleição em um desafio a mais.

Com projeção de que serão necessários no mínimo 45 mil votos para ser eleito, o deputado diz que se sente feliz por ter conseguido ampliar de forma significativa a sua base eleitoral e contar com o trabalho voluntário que se estende por mais de 70 municípios. Confira.

 

 

O Presente (OP): Ao chegar à reta final, qual avaliação o senhor faz desta campanha?

Ademir Bier (AB): Está sendo uma campanha muito boa. Só lamentamos o tempo, pois é um período muito curto. Estamos chegando à reta final com uma expectativa de boa eleição à Assembleia Legislativa e também a eleição do Ratinho Junior (PSD) ao Governo do Estado, bem como observando a condição dos nossos representantes na Câmara Federal do Oeste do Paraná. Para nossa região acho que será bastante importante.

 

 

OP: Qual a principal dificuldade que o senhor tem encontrado nesta campanha?

AB: A maior dificuldade é realmente o tempo para conversar com as pessoas. Somos de fazer campanha olho no olho, no aperto de mão, no compromisso assumido e no compromisso cumprido. É a nossa forma de fazer política. Então o que ocorre é que o tempo não nos dá essa possibilidade de encontrar com todo mundo, mas procuramos por meio de diversas reuniões por noite e em toda a região buscar esse voto. Estamos tranquilos, porque todo mundo sabe o mandato que fizemos e das lutas que abraçamos. Isso é bastante importante. Outra grande diferença que sinto nesta eleição é que há aqueles que têm dinheiro público para a campanha e outros não. Estou fazendo a minha campanha sem qualquer recurso público, com recursos individuais e precários. É uma luta desigual com aqueles que recebem recursos públicos em detrimento de outros que não recebem. A luta não é justa, mas estamos percorrendo a base eleitoral e devemos esquecer essa desigualdade, que realmente é muito grande e às vezes desequilibra. Mas temos o nosso trabalho que realizamos no Paraná que busca esse equilíbrio diante desta diferença financeira. Estou em uma tranquilidade muito grande.

 

 

OP: Qual projeção o senhor faz de votação para domingo (07)?

AB: Quero fazer uma votação que eu mereça. A votação que a população acha que eu mereço. Estou extremamente feliz com a projeção que está nos dando e o sentimento que percebo no dia a dia da campanha, nas pessoas, nos apoios que recebemos gratuitamente. Ampliamos muito a nossa atuação e hoje estamos com pessoas nos apoiando em mais de 70 municípios, isso em função de todo trabalho que desenvolvemos. Estou feliz e acredito que nas urnas será retribuído o trabalho que desenvolvemos.

 

 

OP: Percebe-se que especialmente no cenário nacional a eleição ficou muito polarizada entre petismo e antipetismo. Esse sentimento o senhor também percebe na campanha de deputado?

AB: Na eleição federal realmente estamos sentindo isso. Se desenha que isso vai permanecer no segundo turno, que deve haver, o que deve acentuar ainda mais esse sentimento.

 

 

OP: Qual a mensagem final que o senhor deixa para os eleitores?

AB: Deixo uma mensagem de esperança e de fé. Sempre acreditamos que todos nós podemos ter uma sabedoria nas nossas escolhas, porque se soubermos efetivamente escolher os nossos representantes e governantes vamos fazer com que este país possa um dia, realmente, ser justo com a sua gente. Hoje o nosso país é muito injusto. Injusto com quem produz; com as pessoas que trabalham; nas questões básicas que a população precisa, como acesso à educação, saúde, segurança, que precisa ser discutida muito mais amplamente do que foi agora. Acredito efetivamente que nosso país pode ser referência, mas temos que ter a sabedoria na escolha.

 

Com O Presente

 
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