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Política

“Seguirei envolvido na política, mas não diretamente”, diz Adriano Cottica

calendar_month 27 de dezembro de 2020
6 min de leitura

Ele vem de uma família com trajetória de envolvimento com a comunidade de Marechal Cândido Rondon, cuja história foi iniciada no distrito de Margarida e se expandiu para todo o município. Adriano Cottica (PP) finda na quinta-feira (31) o terceiro mandato de vereador, tendo sido eleito às legislaturas 2009/2012, 2013/2016 e 2017/2020. Ele se despede da vida pública por opção própria, sendo que escolheu não concorrer na eleição deste ano, a fim de, a partir de agora, se dedicar aos negócios da família.

O precursor da família Cottica no meio político foi o tio de Adriano, Itelvino, que foi vereador de 1993 a 1996. Anos depois, Silvestre, irmão de Itelvino e pai de Adriano, foi vereador suplente de 2001 a 2004, tendo sido eleito à legislatura 2005/2008. Depois disso, Silvestre foi duas vezes vice-prefeito. A partir daí Adriano entrou na política, sendo que em um dos três mandatos de vereador ocupou a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos do ano de 2013 a meados de abril de 2015, retornando ao Legislativo.

Antes de ingressar na política, Adriano integrou o grêmio estudantil em Margarida, ocupou cargos nos comitês de jovens cooperativistas (CJC) da Copagril, chegando à presidência da Associação dos Comitês de Jovens Cooperativistas (ACJC). Também presidiu a Associação de Moradores de Margarida e coordenou a Festa do Leitão à Pururuca.

Ao findar 12 anos de sua história na política rondonense, Adriano agradece todas as pessoas que o ajudaram no decorrer desse tempo. “Agradeço a todos que acreditam no Adriano e na família Cottica. Agradeço a minha família, que entendeu os momentos que eu não estive em casa em virtude dos afazeres políticos, e a minha equipe, que sempre esteve comigo. Durante esses 12 anos perdi só uma pessoa, por isso fomos felizes nessas três eleições, porque sozinho ninguém faz nada. É uma alegria ter uma equipe grande, forte e que está junto até hoje. A política é passageira, mas as grandes amizades ficam”, resume. Confira a entrevista a seguir.

 

O Presente (OP): A família Cottica tem um envolvimento de décadas na política de Marechal Rondon. Inicialmente seu tio Itelvino foi vereador, depois seu pai Silvestre foi vereador e vice-prefeito por oito anos e você se elegeu por três mandatos como vereador, chegando a ter uma passagem como secretário municipal, e agora deixa a vida pública. É o fim do ciclo da família Cottica na política rondonense?

Adriano Cottica (AC): Penso eu que deixei minha contribuição à sociedade rondonense. Em relação à vida pública dei um tempo, mas quero continuar ajudando nossa comunidade e seguir cobrando nossos deputados, então não vou deixar de acompanhar a política. Precisamos ter a responsabilidade de reeleger nosso deputado federal (José Carlos) Schiavinato, o qual vamos ajudar. Dentro do nosso partido temos a pretensão de que o Arion (Nasihgil) seja candidato a deputado estadual, a fim de preencher uma lacuna que Marechal Rondon perdeu devido às saídas dos ex-deputados Ademir Bier e Elio Rusch. Vamos, sim, estar envolvidos na política, mas não diretamente.

 

OP: Você é jovem, tem uma família com tradição na política, poderia tentar voos mais altos. Houve alguma frustração? Por que decidiu abrir mão da política?

AC: Foco nos meus negócios neste período. Estamos com projetos em fase inicial, por isso preciso me dedicar exclusivamente nesses afazeres. Temos a granja em Marechal Rondon, granja no Mato Grosso do Sul, lavoura no Mato Grosso do Sul, fazenda que estamos abrindo no Maranhão, então temos bastantes atividades. Isso tudo toma muito tempo, por isso preciso focar 100% nesses projetos.

 

OP: Depois de tantos anos na vida pública, como estão sendo os últimos dias como vereador? Qual é o sentimento, a sensação?

AC: Foram 12 anos como vereador, um crescimento pessoal que não tem preço. Muitas conquistas, algumas frustrações, mas são coisas da vida. O sentimento e a sensação são de muita alegria por ter conseguido desenvolver um bom trabalho, por ter conquistado muitos amigos neste período. A política é passageira, mas as amizades ficam. Fica a alegria de ter conquistado prestígio na sociedade, além de reconhecimento, porque nós fomos eleitos três vezes vereador com mais de mil votos.

 

OP: Qual é a experiência, o legado, o aprendizado que fica desses 12 anos como vereador e secretário municipal?

AC: Experiência e aprendizado nesses 12 anos de que a política é cíclica, bem como de que o setor está perdendo prestígio porque os políticos estão olhando muito só para a questão individual e não para o coletivo. Fui filiado em um único partido até hoje, não fico olhando qual a melhor legenda, qual lugar onde posso levar vantagem. Enfim, aprendizado de seriedade e lealdade como tive no meu slogan, de dedicação e comprometimento. A gente precisa disso e foi isso o que eu tive nesse período.

 

OP: Há comentários de que o senhor vai embora de Marechal Rondon para cuidar de negócios pessoais e da família. É verdade?

AC: Não, de forma alguma. Temos negócios em Marechal Rondon, como a granja, minha esposa tem loja, ou seja, vou continuar morando em Marechal Rondon, gestionando os negócios que tenho fora da forma que considerar melhor. Vou continuar, sim, sendo rondonense.

 

OP: Na sua opinião, quais são os pontos positivos de se envolver na política e quais são os pontos negativos?

AC: Entre os pontos positivos é que aquilo que você aprende na vida privada pode ser aplicado na vida pública. Isso ajuda a desenvolver, dá satisfação e possibilita que nossa comunidade esteja melhor. Conhecemos bastante o Brasil e não podemos comparar o Oeste do Paraná com outras regiões do país. Um ponto negativo seria a politicagem barata que acontece em Marechal Rondon muitas vezes, com artimanhas para chegar ao poder, trampolins que não são corretos, até denegrindo outros. Não existem muitas pessoas com uma linha definida. Eu tive um partido só nesses três mandatos, isso é uma alegria que tenho e vou carregar sempre comigo.

 

OP: O senhor está se despedindo da vida pública, contudo ainda continua com um pé na política, sendo o presidente do Progressistas. Quando deixar o cargo, no ano que vem, vai deixar de lado também a vida partidária?

AC: Sou o presidente do Progressistas e temos o desafio de ajudar o deputado Schiavinato e o vereador Arion, esse com o seu projeto futuro de tentar fechar esta lacuna da perda dos deputados rondonenses e ainda temos o desafio de fortalecer o nosso partido. Tivemos sete candidatos com qualidade muito boa neste pleito, tendo eleito dois vereadores, o que é um coeficiente ótimo, na minha opinião. Precisamos fortalecer um pouco mais, porque há espaço para deixar o Progressistas ainda maior.

 

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