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Segurança pública piora 44,3% no governo Lula, aponta Paraná Pesquisas

Levantamento mostra que apenas 20% dos brasileiros percebem melhora no setor, enquanto situação dos mais pobres é a área mais bem avaliada.


calendar_month 1 de fevereiro de 2026
3 min de leitura

A segurança pública aparece como o principal ponto de fragilidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado no sábado (31). De acordo com o estudo, 44,3% dos brasileiros avaliam que a situação da segurança piorou no atual mandato, percentual superior ao observado em outras áreas analisadas pela pesquisa.

O levantamento mediu a percepção dos eleitores sobre quatro temas centrais da gestão federal: segurança pública, situação da população mais vulnerável, saúde financeira e saúde pública. Entre eles, a segurança se destaca como o aspecto com maior taxa de avaliação negativa.

Segurança lidera percepção de piora

Quando questionados especificamente sobre a segurança pública, apenas 20% dos entrevistados afirmaram que houve melhora. Outros 32,4% consideram que a situação permaneceu igual, enquanto 44,3% enxergam piora. Já 3,3% não souberam ou não quiseram opinar.

Na comparação com a rodada anterior da pesquisa, realizada em outubro, os números oscilaram dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Naquele levantamento, 45,8% dos eleitores também apontavam piora na área, indicando estabilidade na percepção negativa ao longo dos últimos meses.

A avaliação crítica é mais intensa na região Sudeste, onde 48,7% dos eleitores afirmam que a segurança pública piorou. No Nordeste, esse percentual é menor, mas ainda expressivo: 38,2%.

Situação dos mais pobres é melhor avaliada

Em contraste com a segurança pública, a área em que o governo Lula apresenta melhor desempenho na percepção popular é a situação da população mais vulnerável. Segundo a pesquisa, 37,6% dos entrevistados acreditam que houve melhora para os mais pobres.

Outros 27,6% avaliam que a situação permaneceu igual, enquanto 31,5% consideram que houve piora. Assim como nos demais quesitos, 3,3% não souberam ou não opinaram.

Os dados também mostram estabilidade em relação à pesquisa de outubro, quando 38,1% dos eleitores apontavam melhora nesse aspecto. Regionalmente, a avaliação positiva é mais forte no Nordeste, com 47,5% dos entrevistados percebendo avanços, enquanto no Sudeste esse índice cai para 32,3%.

Saúde financeira divide opiniões

A percepção sobre a situação financeira da população revela um cenário de equilíbrio. A maior parcela dos entrevistados, 37,2%, considera que a condição financeira permaneceu igual durante o governo Lula.

Ao mesmo tempo, 30,1% afirmam que houve melhora, e 31,1% dizem que a situação piorou. Apenas 1,6% não souberam ou preferiram não responder. Os números indicam ausência de uma leitura predominante sobre ganhos ou perdas econômicas no período avaliado.

Saúde pública em empate técnico

Na área da saúde pública, os resultados mostram um empate técnico entre as avaliações de estabilidade e piora. Para 34,3% dos entrevistados, a situação permaneceu igual, enquanto 33,8% acreditam que houve piora. Já 28,6% percebem melhora, e 3,4% não souberam ou não opinaram.

O quadro sugere uma avaliação fragmentada da política de saúde, sem predominância clara de aprovação ou reprovação entre os eleitores.

Metodologia da pesquisa

O levantamento faz parte de um recorte da pesquisa eleitoral divulgada pelo Paraná Pesquisas na quinta-feira (29), que mostrou o presidente Lula na liderança das intenções de voto, com 39,8%.

Foram entrevistados 2.080 eleitores em 160 municípios brasileiros entre os dias 25 e 28 de janeiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-08254/2026.

Os dados reforçam que, apesar de avaliações mais favoráveis em áreas sociais, a segurança pública segue sendo o principal desafio percebido pela população na atual gestão federal.

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