A campanha eleitoral deste ano inicia oficialmente nesta quinta-feira (16), quando os candidatos podem começar a pedir votos. E a eleição deste ano para os postulantes a cargos eletivos marcará em especial duas mudanças: uma é o tempo mais curto da campanha em si e a outra é o fim do financiamento de pessoas jurídicas. São dois desafios a mais para enfrentar nas próximas semanas.
Em entrevista ao Jornal O Presente, o candidato à reeleição, deputado estadual Elio Rusch (DEM) – que almeja o 8º mandato – avalia essas alterações na legislação, fala sobre a composição da chapa proporcional e a escolha dos candidatos a vice-governador.
Rusch está ao lado da governadora Cida Borghetti (PP), que tenha mais um mandato. Confira.
O Presente (OP): Essa eleição será marcada por algumas mudanças, como o período para realização da campanha e o financiamento das candidaturas. Como o senhor avalia isso? Acredita que essas alterações farão com que a campanha seja de fato diferente das outras?
Elio Rusch (ER): Claro, será uma eleição totalmente diferente. Em primeiro lugar, pelo tempo de campanha. As convenções já aconteceram e essa semana ocorre o registro das candidaturas. Em seguida sai o CNPJ e só então poderemos abrir uma conta no banco. Somente a partir daí a gráfica pode fazer o material de campanha. O material deve ficar pronto somente no fim do mês, então teremos em torno de 30 dias apenas de campanha. É uma eleição diferente neste sentido. A segunda grande alteração é que não há financiamento de pessoa jurídica, sendo que apenas poderemos receber contribuição de pessoa física. Esses recursos que existem do fundo partidário ou eleitoral, que foi criado recentemente, chegarão somente para os candidatos a deputado federal, ou seja, não virão recursos para candidatos a deputado estadual. O meu partido vai receber algo em torno de R$ 90 milhões, mas contamos com sete candidatos a governador, diversos candidatos a senador e centenas de candidatos a deputado federal. Portanto, o dinheiro não chega para deputado estadual. O dinheiro que temos para a campanha é apenas recurso próprio ou recurso de pessoa física.
OP: Existe uma onda que prega muito a questão da renovação, mas ao mesmo tempo uma campanha mais curta, de certa forma, é favorável para quem já é conhecido. Como driblar esse desejo pela renovação, que tem sido tão propagado por várias correntes?
ER: São duas coisas. Muitas pessoas não vão votar, vão anular o voto ou votar em branco. Ora, votar em branco, anular o voto ou deixar de votar não resolve, porque 54 deputados estaduais serão eleitos, com o meu voto ou sem o meu voto; 30 deputados federais do Paraná vão se eleger; dois senadores vão se eleger; um governador vai ser eleito, assim como um presidente da República. Isso com ou sem o meu voto. Se as pessoas de bem não votarem ou anularem o voto, automaticamente beneficia o malandro e o pilantra. Se considerarmos a última eleição para presidente da República, a diferença de votos da Dilma (Rousseff, PT) para o Aécio (Neves, PSDB) foi de aproximadamente três milhões, sendo que 30 milhões de brasileiros não foram votar. A segunda questão sobre renovar: por que trocar quem você conhece e sua linha de atuação pelo novo e duvidoso? Será que o novo fará o mesmo trabalho que o Elio Rusch está fazendo?
OP: Em relação à formação da coligação na proporcional, cuja chapa para deputados estaduais ficou com DEM-PP-PSDB-PSB-PTB, se tornou favorável para seu projeto de reeleição?
ER: Nenhum dos cinco partidos tinha chapa completa. A coligação se fez necessária para que pudéssemos formar uma chapa competitiva. Se fosse cada partido com chapa própria elegeríamos poucos deputados. Com essa composição devemos fazer de 18 a 20 deputados. E o número de votos necessários para se eleger é superior a 50 mil.
OP: Ter sido um deputado de situação nesta legislatura pode favorecer a conquista de votos?
ER: Cada pessoa tem a forma de fazer sua campanha e já demonstrou o trabalho que fez e faz. Quando você é oposição, deve fazer uma oposição responsável e fiscalizadora, e não do quanto pior melhor. Ao longo da minha vida, desde o tempo de vereador e agora como deputado, nunca mudei de partido. Sempre mantive minha linha e posição. As pessoas sabem, principalmente os prefeitos que aceitam o meu trabalho junto ao Governo do Estado, assim como vereadores e lideranças, da atuação que estamos realizando. Se pegarmos Marechal Cândido Rondon, veja a quantidade de obras e recursos que liberamos para o município. Tudo isso é reflexo do trabalho que desempenhamos pelo fato de estarmos na base do governo. E esperamos, neste momento, que haja reconhecimento para que possamos dar continuidade neste trabalho.
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