Brincando na Praça 2019
Política Agricultura e abastecimento

“Suinocultura vai crescer de 70% a 80% nos próximos anos”, prevê Ortigara

Secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara: “Nós temos a agricultura mais diversificada do país. Tudo vem sendo trabalhado para que tenhamos ainda mais sucesso nesta vocação do Paraná, que é produzir alimentos para o mundo” (Foto: Joni Lang/OP)

 

Em visita a Entre Rios do Oeste na última quarta-feira (24), o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, concedeu entrevista ao O Presente. O chefe da pasta destacou o trabalho do Governo do Estado no primeiro semestre para consolidar o avanço sanitário. “Nós construímos um ambiente bastante favorável e estamos muito próximos de reposicionar nosso Estado no seu status sanitário, abrindo perspectivas para ampliação da produção. Temos potencial enorme de crescimento na suinocultura, que vai alavancar de 70% a 80% nos próximos anos, ou seja, é mais lançamento de dejetos que podem virar energia e biofertilizante”, expôs.

Conforme Ortigara, o mundo está ávido por comida. “Basta olhar a questão da China no curto prazo, os mercados japonês e coreano no médio prazo, além de tantos outros que precisam da nossa produção. Quando se reposiciona o Estado no seu status sanitário, você abre a perspectiva da competência comercial, da oferta regular, do bom produto e do preço competitivo de colocar a bandeira paranaense. Isto representa oportunidade ao homem do campo, do produtor de frangos, suínos, peixes e leite. A abertura comercial da China para importar os derivados do leite soma para que o campo, que já é grande e sustenta a economia, se fortaleça ainda mais, trazendo renda para as famílias, e obviamente que o Estado do Paraná e o Brasil ganham muito ao acelerar o processo de desenvolvimento dos municípios”, enaltece o secretário.

Casa do Eletricista ESCAVAÇÕES

 

OPORTUNIDADES MELHOR APROVEITADAS

Segundo ele, trata-se de uma visão moderna que está sendo implementada o ano todo para que as oportunidades sejam melhor aproveitadas. “Não existe espaço vazio ou vácuo no mundo. Alguém está vendendo a sua produção, de modo que nós devemos ser inteligentes e fazer de tudo para que aquilo que já é bom em Entre Rios do Oeste, no Oeste e no Paraná cresça e possamos ser mais felizes pelo nosso trabalho”, evidencia.

 

DIMENSÃO

Ortigara destaca que o Paraná é o segundo maior produtor de grãos do país, recuou no trigo devido à geada, mas ampliou consideravelmente no milho safrinha a partir da colheita recorde, o que ajuda na produção de proteína. “O Paraná lidera a produção de carnes no Brasil, é o segundo para terceiro lugar no leite e agora melhora seu desempenho. Também lidera na fécula de mandioca e na produção de madeira, é grande em etanol, tabaco e na horticultura, com batata, tomate e outras”, enumera, acrescentando: “Nós temos a agricultura mais diversificada do país e esta é a nossa vocação. Tudo está sendo trabalhado para fortalecer as 230 pequenas cooperativas que têm chance de ingressar no mercado institucional, da merenda escolar e da compra direta para vender na feira e no supermercado. Possuímos esta competência instalada e tudo é feito, mas não é fácil, uma vez que se trabalha para aproveitar ao máximo este grande potencial com respeito ao solo, sem erosão, sem compactação e com boa cobertura. Tudo vem sendo trabalhado para que tenhamos ainda mais sucesso nesta vocação do Paraná, que é produzir alimentos para o mundo”.

 

TERMELÉTRICA

Em relação à inauguração da primeira usina do Brasil a converter o gás de dejetos suínos em energia elétrica, o secretário diz que tal iniciativa será replicada. “Imagino que nós não estávamos sendo racionais sob o ponto de vista econômico, pois existe capacidade de gerar energia quase do tamanho da Copel só em biomassa, algo em forma de queima como a cana e o bagaço da cana, porém todos os dejetos, de suíno, frango, leite, podas de árvores e grama. Tudo é aproveitado de forma racional em várias partes do mundo, que está mudando a sua matriz energética, e nós também vamos investir nisso”, revela.

 

MODELO REPLICADO

De acordo com Ortigara, o que resta depois do processo de fermentação é o biofertilizante, que vai para a roça mais preparado, para economizar no gasto de nitrogênio, fósforo e potássio. “Com isso, melhoramos a vida do solo. Portanto, é um círculo virtuoso. “Não estou chutando, este modelo entrerriense será replicado com arranjo local em qualquer canto do Paraná, o que já é uma decisão do governo, e a Copel se volta como parceira ampliada deste esforço. Faltava isso, dar um empurrãozinho para que de fato iniciativas como esta sejam apropriadas por outros cantos. O Estado é sócio do biogás, parceiro desde o começo no desenvolvimento desta tecnologia e agora sobre várias formas de negócio que estão sendo colocadas à disposição dos agricultores”, finaliza.

 

O Presente

TOPO