O Presente
Política

“Temos a meta de ultrapassar 120 mil votos”, revela Sérgio Souza

calendar_month 6 de outubro de 2018
5 min de leitura

O MDB vive uma crise nacional. No Paraná, o partido se viu encolhendo consideravelmente nos últimos anos. Tanto a bancada de deputados federais, como em especial a bancada de deputados estaduais, foi reduzida drasticamente. Diante disso, a sigla analisa que deve eleger apenas dois representantes do Estado à Câmara Federal. Um deles é o deputado federal Sérgio Souza, que tenta o seu segundo mandato.

Na quinta-feira (04) ele visitou o Jornal O Presente acompanhado do deputado estadual Ademir Bier (PSD). Na ocasião, o emedebista fez uma avaliação final da campanha, falou sobre a sua projeção de votos e opinou que o país não pode retroceder na eleição presidencial. Confira.

O Presente (OP): Ao chegar à reta final, como o senhor avalia a campanha?

Sérgio Souza (SS): A sociedade brasileira nunca se envolveu tanto em uma campanha como está se envolvendo agora para presidente da República, mas não está prestando atenção nos seus representantes. O povo paranaense ainda não sabe para quem vai votar para senador e faz confusão. Eu vejo que as pessoas às vezes têm um candidato, mas não conseguem achar um segundo. Para governador está bem encaminhado; para deputado estadual é algo mais local e regional; para federal há uma indignação. Percebemos que a sociedade não quer votar para deputado federal, pois tem o Congresso Nacional como algo que faz mal à sociedade, e faz mesmo, nós sabemos. Está cheio daqueles que não fazem nada no Congresso. Eu chamo de “Tiriricas”, que só apertam um botão e são robozinhos. E tem um monte de paranaense que só aperta o botão também. E tem muitos daqueles que roubam, e roubam muito, e chegam na época da eleição e compram o voto. As pessoas pensam que nunca ganham nada mesmo, só na época de eleição, então votam naquele que trouxe alguma coisa nesta época. Levam R$ 100 para colocar um adesivo no carro, ganham um botijão de gás, têm uma conta de luz paga, e depois esses candidatos vão embora e não voltam mais. Vivemos em um Estado um pouco diferenciado e estamos no Oeste do Paraná, que é uma ilha dentro do Brasil. É uma região mais politizada e mais organizada, mas se isso acontece aqui, imagina o que não acontece no resto do país. Tenho uma preocupação muito grande se o cidadão sabe o que significa o voto dele. Se ele pensa que quando está digitando o número para deputado federal está elegendo alguém que vai fazer a reforma da Previdência, que vai dizer quais serão as relações de trabalho dele, que vai dizer quais serão as leis envolvendo o que é crime e o que não é crime na cidade dele, como vai poder se movimentar no trânsito da cidade dele, como vai ser a educação e saúde da família dele. Enfim, será que ele entende tudo isso? Eu tenho para mim que precisamos colocar disciplinas neste sentido no currículo escolar.

OP: Neste momento em que a política está tão em descrédito, como convencer o eleitor a votar, especialmente para deputado federal, já que existe grande indignação?

SS: Nas minhas reuniões peço para que os eleitores curtam a minha página no Facebook, mas não é para olhar o que está acontecendo agora no período eleitoral, pois nesta época todo mundo faz tudo e do melhor, e só tem propostas boas. Mas é para voltar um, dois, três, quatro anos para ver o que fizemos quando acabamos com o voto secreto no Congresso Nacional, que fez com que um deputado que comandava o bando dele como presidente da Câmara dos Deputados (Eduardo Cunha) esteja preso hoje em Piraquara, pois o voto foi secreto, pois se fosse aberto ele estaria em Brasília ainda. Ter a coragem de proibir a renovação dos atuais modelos de pedágios no Paraná como relator da nova Lei de Concessões. Estamos assistindo todo um cenário que sempre falamos, mas se não é uma ação legal dentro da Lei de Concessões esse pessoal arrumaria um jeitinho de manipular o sistema para prorrogar por mais 25 anos o pedágio mais abusivo da história do mundo. Combater a corrupção como fizemos na relatoria da CPI das Pensões, a única que não acabou em pizza no Congresso Nacional. Peço para voltar e ver o trabalho. Se as pessoas prestarem atenção e ganharem cinco minutos para investigar a vida de um candidato, elas terão quatro anos bem mais tranquilos do que tivemos nos últimos tempos.

OP: Qual a projeção de votos que o senhor faz para domingo (07)?

SS: Fizemos 78 mil votos na última eleição e fui o 4º de quatro do MDB que foram eleitos. Isso não faz diferença em Brasília. O Tiririca fez dois milhões de votos. O Paraná tem deputado de 150 mil votos que nunca apareceu no plenário se não para marcar presença. Temos uma meta de ultrapassar 120 mil votos. Achamos que isso é possível. Provavelmente teremos a nossa maior votação, a maior quantidade de votos no Oeste do Paraná, que é a região que nós mais atuamos politicamente desde quando estávamos no Senado, mas especialmente na Câmara e agora ainda mais com a atuação junto à Itaipu.

 

O Presente

 
Compartilhe esta notícia:

Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.
Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.