Marechal Cândido Rondon é mais um município do país que passa a contar com um núcleo do Movimento Brasil Livre (MBL). Nesta semana foi oficializada a criação do grupo local, sendo que a coordenação está sob responsabilidade do rondonense Elias Glassmann.
Criado no final de 2014 a partir da realização de manifestações no país e em apoio às investigações da Operação Lava Jato, não demorou para o MBL ganhar projeção. Hoje, a página no Facebook já soma mais de três milhões de seguidores.
O MBL é um grupo que defende, dentre algumas bandeiras, o liberalismo econômico e é de direita. Com sede nacional em São Paulo, o movimento realizou frequentes protestos em favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e ações políticas em todo país.
Em visita ao Jornal O Presente, o coordenador do núcleo de Marechal Rondon explicou a razão pela implantação de um braço do MBL no município, como aderir ao movimento e enalteceu que a iniciativa visa aproximar o cidadão da política local. Confira.
O Presente (OP): Como surgiu a ideia de trazer um núcleo do Movimento Brasil Livre (MBL) para Marechal Rondon?
Elias Glassmann (EG): O núcleo do MBL já está sendo formado e está completo com uma equipe diretiva. E o motivo de implantar um núcleo no município surgiu porque o movimento percebeu que teria diversas pautas para trabalhar. Como o movimento trabalha com questões ideológicas e também com questões de liberdade econômica, acredita-se que no município de Marechal Rondon é uma excelente forma de levar o movimento para conhecimento de mais pessoas. O MBL em nível nacional está expandindo suas bases para todos os municípios que por uma avaliação podem ser formados os núcleos e que tenham pautas para que sejam colocadas em prática.
OP: O processo para implantar um núcleo do MBL em Marechal Rondon surgiu de forma recente?
EG: Não, já estávamos em conversa com o MBL nacional desde o momento em que a Câmara de Vereadores debateu o projeto Escola sem Partido. Naquele momento despertou o interesse do MBL nacional em razão da votação e toda polêmica criada no município. Desde então eu estava em contato com o movimento. Houve o convite, mas o MBL esperou passar o período eleitoral para que formássemos o núcleo e agora fizemos a adesão.
OP: Como funciona o MBL para quem deseja participar? É preciso se cadastrar?
EG: Não há nenhum registro formalizado para fazer parte do MBL. É um movimento de iniciativa livre, que trabalha com diversas manifestações, protestos, lutas. As pessoas que desejam fazer parte do MBL podem seguir a nossa página no Facebook ou no Instagram. É só ficar atento as nossas publicações e fazer parte das atividades que o MBL promover em Marechal Cândido Rondon. É muito importante essa participação, pois o MBL surgiu para trazer a política para mais perto do cidadão e para que ele tenha voz ativa na política.
OP: Já há alguma atividade planejada?
EG: No momento ainda não, mas nossas páginas no Facebook e no Instagram já estão no ar. É só buscar ‘MBL Marechal Cândido Rondon’.
OP: O MBL de Marechal Rondon contempla apenas o município ou é um núcleo microrregional?
EG: Ele contempla somente o município. Existem outros MBL’s em Cascavel, Foz do Iguaçu, e o objetivo é concentrar o movimento para que as pautas sejam mais municipais, para que a população possa ficar mais em contato com seu município.
OP: O MBL de Marechal Rondon foi oficializado nesta semana. O movimento já está recebendo adesão?
EG: Sim. A partir do momento que anunciamos a criação do núcleo já recebemos diversos contatos. Várias pessoas da política local, empresários e população em geral já entraram em contato conosco interessados em participar e pedindo informações. A nossa página no Facebook já está com adesão muito grande. Temos tudo para sermos um núcleo de sucesso do MBL e talvez um dos maiores do Estado do Paraná.
OP: O MBL é um movimento político-partidário?
EG: Não é um movimento partidário, embora o MBL tenha um posicionamento no espectro direito da política, ou seja, é um movimento de direita, mas não engloba apenas um partido. Como ideologicamente está situado na direita, então as pautas são de direita, como livre mercado, diminuição do Estado, dentre outras.
OP: O MBL apoia o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL)?
EG: Sim. O MBL se posicionou ainda um pouco antes do primeiro turno em favor do Bolsonaro.
OP: Considerando que em janeiro inicia um governo de direita e o MBL é de direita, o cenário pode provocar um esvaziamento do movimento?
EG: Acredito que o MBL terá ainda mais espaço, porque como o governo federal será de direita devem surgir vários movimentos de esquerda. Eles devem promover muitos protestos e manifestações contrários ao governo do Bolsonaro. Desta forma é importante o MBL para contrapor e mostrar o outro lado. Acreditamos na pluralidade de ideias e de discursos para que a população não veja apenas um lado, mas tenha acesso a um conhecimento amplo e que cada cidadão possa formar seu posicionamento.
O Presente