O deputado estadual Elio Rusch (DEM) pode conseguir no domingo (07) mais um feito importante em sua trajetória política. Isto porque ele pode conquistar seu 8º mandato consecutivo na Assembleia Legislativa. Para alcançar tal feito, sua projeção é obter mais de 50 mil votos.
Em entrevista ao Jornal O Presente, Rusch faz uma avaliação final da campanha e diz que a maior dificuldade encontrada tem sido o curto período para ir aos municípios e pedir voto. “A campanha aconteceu em praticamente 30 dias”, lembra.
Por outro lado, o deputado enaltece o fato da campanha ter sido abraçada por diversas lideranças e que foi possível ampliar a sua base eleitoral.
Como mensagem final aos eleitores, Rusch salienta a importância do eleitor não votar em branco ou anular o voto. Ele frisa que quem faz isso está outorgando aos outros eleitores a escolha dos seus representantes e gestores. Além disso, o deputado comenta que independente da quantidade de votos brancos e nulos o Paraná vai eleger 30 deputados federais e 54 deputados estaduais. Confira.
O Presente (OP): Ao chegar à reta final, qual avaliação o senhor faz desta campanha?
Elio Rusch (ER): Está sendo uma campanha diferente e mais silenciosa, mas em todos os lugares em que fui tive uma boa receptividade. Continuo atuando em todos os municípios onde tenho atuado. Não tive nenhuma baixa de nenhum município, pelo contrário, ampliei a minha base que me possibilita e faz com que minha candidatura se torne viável. Tenho todas condições de passar dos 50 mil votos, mas tudo isso depende do trabalho das próprias lideranças em cada município nessa reta final.
OP: Qual a principal dificuldade que o senhor tem encontrado nesta campanha?
ER: A maior dificuldade é o tempo. O tempo é muito curto. É o mesmo tempo que teve na campanha de prefeitos e vereadores, mas os candidatos em 2016 só atuaram no município deles. Na verdade são 30 dias de campanha, entre organizá-la e depois colocá-la na rua. Mas não posso me queixar diante das lideranças e companheiros que me apoiam, desde prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, ex-prefeitos e ex-vereadores, lideranças comunitárias e empresariais, que abraçaram a minha candidatura. Estou colhendo o que plantei. Nesse período de eleição não posso ser diferente. Eu tenho que ser aquilo que sempre fui na minha vida e o trabalho que estamos realizando nos municípios, pois me considero um deputado municipalista, procuramos corresponder mesmo nas cidades onde não temos a parceria com os prefeitos, canalizando recursos, obras e investimentos.
OP: Diante do trabalho que desenvolveu na legislatura o senhor acredita que consegue uma votação superior de quatro anos atrás?
ER: Na última eleição fiz exatos 54.993 votos. Levando em consideração que não perdi nenhum município e ainda tenho ampliado a minha base, isso me dá todas as condições de repetir essa votação. Porém, eu tenho que buscar o voto. É preferível sobrar dez mil votos do que faltar um. Então procuramos o último voto a todo instante, de manhã, tarde e noite, e percorrendo os municípios. Felizmente as lideranças têm reconhecido o trabalho que fizemos e, portanto, a expectativa é repetir a votação da vez passada. Mesmo porque todas as minhas eleições sempre venho em fase de crescimento da minha votação. Apenas uma vez houve baixa (na votação) em cerca de mil e poucos votos, em 2010, quando fui durante oito anos oposição ao governo Requião (MDB).
OP: Percebe-se que no cenário nacional a eleição ficou polarizada entre petismo e antipetismo. Esse sentimento atinge também a eleição de deputados?
ER: A eleição tem praticamente se polarizado entre as candidaturas à Presidência da República. Se fala muito mais hoje na eleição presidencial e se fala pouco na eleição de governador e senador. Na eleição de deputado se fala ainda porque temos uma convivência mais próxima. O que dá para sentir é que a população realmente está preocupada com a eleição em nível nacional. Como deputado, eu particularmente não posso me queixar, pois todas as minhas lideranças em todos os municípios abraçaram a minha candidatura.
OP: Qual a mensagem final que o senhor deixa para os eleitores?
ER: Diria para as pessoas que ainda pensam em votar em branco ou anular o voto que não façam isso. Se você não votar está outorgando para outras pessoas escolher os seus representantes e administradores. Com o meu voto ou sem o meu voto, no Paraná 30 deputados federais e 54 deputados estaduais vão se eleger. Ora, se essas vagas serão preenchidas então vamos votar em candidatos que se identificam com a nossa região e com o setor produtivo.
Com O Presente