O Jornal O Presente recebeu, nesta semana, a visita do prefeito de Marechal Cândido Rondon, Marcio Rauber (DEM). Na oportunidade, ele concedeu entrevista para fazer uma avaliação de 2021, ano marcado por um início turbulento devido à onda do coronavírus.
Embora a pandemia tenha assustado a muitos, causando uma elevação no número de casos da doença, óbitos e restrições impostas para conter o avanço da Covid-19, o prefeito entende que em termos de administração pública 2021 foi um excelente período.
Rauber enalteceu os investimentos que têm sido feitos pelo município e destacou que ainda tem muito mais por vir. Só em pavimentação, ele adiantou que há mais R$ 12 milhões reservados em emendas parlamentares e recursos do município visando investir nesta área, fora o que já está contratado.
O gestor público também frisou que mantém sua pré-candidatura a deputado estadual em 2022 e que, pelas conversas que já teve com o deputado estadual Elio Rusch (DEM), dificilmente ele tentará a reeleição à Assembleia Legislativa.
Ele declarou ainda que conseguirá eleger seu sucessor. A fórmula envolve fazer uma boa gestão, agora, e escolher um bom nome, depois. “Vamos eleger o nosso sucessor e pela primeira vez vamos fazer o terceiro mandato em Marechal Rondon”, afirmou.
Questionado se é possível manter o grupo unido na escolha do próximo candidato a prefeito e a vice-prefeito, Rauber respondeu que quem não tem maturidade para entender que apenas dois nomes serão escolhidos para compor a majoritária precisa fazer “carreira solo”. Conforme o prefeito, pesquisa de opinião popular deve nortear a escolha, levando em consideração itens como melhor aprovação e menor rejeição.
Confira trechos da entrevista.
Avaliação de 2021
Para o prefeito, ao fazer uma comparação ano a ano, 2021 foi melhor do que o começo de sua gestão em 2017. “Me propus e disse que faríamos um segundo mandato melhor do que o primeiro. O ano de 2021 foi muito melhor e muito mais produtivo, muito mais executivo do que foi 2017, em todas as áreas da administração pública. Foi um ano excepcional e produziu-se muito, mesmo com a pandemia”, declarou.
Ele recordou que 2020 foi um período muito “pesado”, que envolveu crise hídrica, epidemia de dengue, pandemia e eleições gerais. “Então 2021 foi um pouco mais tranquilo, mas também um ano que consumiu muita energia, porque a pandemia deixou e deixa algumas incertezas”, afirma.
Reforma administrativa
A prefeitura está iniciando o processo de reforma administrativa, que visa reestruturar os órgãos administrativos e, com isso, algumas secretarias mudarão de nomenclaturas.
Questionado se a ação envolverá a troca de alguns secretários, Rauber explicou que hoje existe a Secretaria de Governo e a de Gabinete, que serão incorporadas para criação da Secretaria de Gestão de Governo. “Vamos encontrar uma pessoa para ocupar essa secretaria e auxiliar a gente neste trabalho”, pontuou.
A secretária de Cultura, Marcia Veit, conforme no anúncio de sua posse e por um pedido apresentado por ela, ficaria apenas um ano. “Ela vai deixar a pasta e teremos um novo secretário de Cultura a partir de fevereiro. Eu e o Ila (vice-prefeito Ilario Hofstaetter) ainda não temos um nome”, disse, salientando que haverá algumas mudanças na estrutura organizacional e nos cargos, por conseguinte.
Novo Plano Diretor
Recentemente, a Câmara de Vereadores aprovou o projeto do novo Plano Diretor. Perguntado quando deve ocorrer a sanção, Rauber explicou que assim que todos os documentos chegarem à prefeitura – o Plano Diretor é composto por sete projetos. “Como a Secretaria de Planejamento acompanhou todo o trâmite deste projeto, a sanção deve ocorrer sem vetos”, adiantou.
Antigo Fórum
O presidente da Câmara, Pedro Rauber (DEM), declarou ao Jornal O Presente que espera que o município faça a reforma do antigo Fórum para, depois, repassar o imóvel ao Poder Legislativo. A estrutura vai abrigar a Casa de Leis.
Conforme o prefeito, é compromisso do Executivo fazer a obra, tendo em vista que a devolução do imóvel pelo Estado é para o município. “Assim que estiver escriturado em nome do município vamos rever o projeto de reforma, que é de dois anos atrás e, de lá para cá, o prédio se deteriorou. Vamos adequar ao orçamento, vamos licitar, reformar e entregar para a Câmara e para a população de Marechal Rondon”, garantiu.
No entanto, o mandatário ressaltou que é preciso que o projeto de lei, aprovado pela Assembleia Legislativa autorizando a devolução do imóvel, seja publicado ainda em 2021 no Diário Oficial do Estado, sob pena de não poder fazer isso em 2022 em razão do período eleitoral.
Pedido arrojado
Além dos investimentos já anunciados pelo município, o chefe do Executivo revelou que apresentou um pedido “bastante arrojado e com valores financeiros altos” para uma obra extremamente importante para Marechal Rondon. “A expectativa é que a gente consiga esse recurso no ano que vem. Se tiver esse recurso do Governo do Estado ano que vem não incomodo mais nenhum deputado”, resumiu.
Ele não quis adiantar qual é o investimento. “É infraestrutura completa. É algo esperado há bastante tempo pela comunidade”, frisa.

Prefeito Marcio Rauber (DEM): “A evolução de Marechal Rondon não tem mais volta. Até 2024 vamos continuar crescendo muito, em todas as áreas, independente se o Marcio continuar prefeito ou se renunciar para ser candidato a deputado”
Pré-candidato a deputado estadual
Mesmo com um cenário político diferente hoje, considerando o retorno de Elio Rusch para a Assembleia, o prefeito destacou que mantém sua pré-candidatura a deputado estadual. “Mantenho e muita coisa vai acontecer até 02 de abril para quem tem cargo no Executivo (no caso dele, envolve a renúncia ao mandato). Minha pré-candidatura está mantida e tenho trabalhado também”, expôs.
Ele confirmou que está disposto a renunciar ao mandato, mesmo diante de tantos investimentos que o governo municipal ainda planeja fazer. “Deixamos tudo engatilhado, independente se for o Marcio ou se for o Ila o prefeito, vai acontecer. Essa conversa é madura. Está tudo muito alinhado. Estamos com os projetos prontos, está programado o que vamos investir em 2022 e em 2023. Isso não tem mais volta. A evolução de Marechal Rondon não tem mais volta. Até 2024 vamos continuar crescendo muito, em todas as áreas, independente se o Marcio continuar prefeito ou se renunciar para ser candidato a deputado”, mencionou.
Situação de Elio Rusch
De acordo com o gestor público, já houve inúmeras conversas com Elio Rusch sobre a eleição de 2022. “A decisão tem que ser dele. Se ele for, lógico que terá apoio, mas ele tem dito que não será candidato. E talvez por essa convicção que me apresentou a outros deputados. Para mim, o Elio tem dito que dificilmente será candidato a deputado, especialmente a deputado estadual”, destacou.
Entendimento com Hussein Bakri
Perguntado se também houve conversas com o deputado Hussein Bakri (PSD), que hoje é o parlamentar que representa o município junto ao Governo do Estado, o prefeito disse que sim. “Ele entende minha opinião. O Hussein sabe que existe essa possibilidade. Ele continua investindo em Marechal Rondon porque o trabalho vai render êxito eleitoral. O quanto, não sabemos, mas será reconhecido pela população. E ele tem trabalhado bastante por Marechal Rondon”, reconhece.
Fusão do DEM e PSL
O Democratas e o PSL aprovaram a fusão partidária, culminando na criação do União Brasil. Embora já tenha recebido inúmeros convites para deixar sua sigla, Rauber ressalta que hoje não tem motivos para trocar de filiação. “Não tenho motivo ainda para deixar o União Brasil. Agora vou ver o comportamento dele (do novo partido)”, ressaltou, lembrando que hoje o DEM é uma agremiação de direita. “Eu sou Bolsonaro (PL). Precisamos ver qual será a postura do partido, especialmente dos seus dirigentes e, de forma mais especial ainda, dos deputados federais”, complementou.
Da mesma forma que não tem nada decidido sobre o União Brasil, o gestor rondonense também não avalia hoje se filiar ao PSD do governador Ratinho Junior.
Pai presidente x filho prefeito
O prefeito falou da relação com o seu pai, que é presidente da Câmara de Vereadores. “Prefeito é prefeitura. Presidente é na Câmara. Ele não interfere na prefeitura e nem tem como, não pode e não deve, e tem maturidade para saber tudo isso, e eu também não interfiro, nem posso e nem devo na Câmara. São poderes distintos”, afirmou.
Contudo, o gestor lembrou da experiência política de Pedro Rauber. “Então ouço ele. Aquilo que entendo que seja importante, eu guardo; aquilo que não seja importante, eu acabo descartando. Tudo muito tranquilo. Ele opina, cobra, critica”, comenta.
Marca do governo
Uma das marcas do governo municipal tem sido a pavimentação asfáltica. Segundo o chefe do Executivo, esta ação vai continuar. Porém, ele ressalta que o município também tem investido muito em outras áreas. Como exemplo, citou que neste momento há R$ 4 milhões em obras na área da saúde: são três novas unidades básicas de saúde (UBS) e a reforma do Centro Integrado de Saúde (CIS). Além disso, serão destinados mais R$ 2 milhões na ampliação do Hospital Municipal Dr. Cruzatti e o município vai implantar um centro de diagnóstico por imagem.
“A recuperação da malha viária é necessária. Estamos com R$ 12,7 milhões em obras contratadas de asfalto. Isso sem falar em pavimentação poliédrica. E precisa muito mais. Temos mais R$ 12 milhões reservados para isso de emendas parlamentares e de recursos do município”, afirma.
Sucessão em 2024
Para Rauber, o resultado do governo será importante para a eleição municipal de 2024, na qual ele tentará emplacar seu sucessor. Porém, admite que será preciso escolher um bom nome. “Para eu pedir voto para o meu candidato, o governo tem que ser bom. Para eu ser um cabo eleitoral, tenho que fazer o meu dever de prefeito. Um governo ruim dificilmente elege um prefeito. Passa, obrigatoriamente, por um bom governo. Vamos fazer um excelente governo, como está sendo. Obviamente que não é só isso. Aí precisa ter um nome adequado, um bom nome, alguém que não tenha rejeição, alguém que tenha perfil de trabalho. E é isso que vamos procurar. Quem quer ser candidato tem que se manifestar, como eu fiz em 2017”, respondeu.
União do grupo político
Segundo o mandatário, algumas pessoas já sinalizaram internamente que têm desejo na candidatura à majoritária. “Penso que aqueles que queiram têm que se manifestar”, ressaltou, lembrando que o empresário Elizeu Marcio dos Reis (Tadeu) já fez isso. “Vamos escolher o melhor nome. Não adianta querer que o candidato seja A, se quem vai escolher (eleitor) não quer. Só pode ter dois candidatos: o candidato a prefeito e o candidato a vice. Quem não tem maturidade para entender isso não pode fazer parte de grupo. Tem que fazer carreira solo”, aponta.

Prefeito Marcio Rauber: “A recuperação da malha viária é necessária. Estamos com R$ 12,7 milhões em obras contratadas de asfalto. Isso sem falar em pavimentação poliédrica. E precisa muito mais” (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)
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O Presente
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