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Política

“Vamos fazer do Paraná o melhor Estado do Brasil”, afirma Ratinho Junior

calendar_month 1 de janeiro de 2019
5 min de leitura

 

Prestes a assumir o mandato como governador do Paraná, cuja posse está marcada para hoje (1º) de manhã, Ratinho Junior (PSD) falou, em Curitiba, sobre a transição, as preocupações para o início da gestão e as prioridades nos primeiros meses de governo. De acordo com ele, uma das primeiras ações será fazer um pente-fino nas contas do Estado e, inclusive, licitações que não são prioritárias podem ser canceladas. “Há uma previsão de que o governo não tenha uma sobra de caixa confortável para começarmos o ano. Diante deste cenário, vamos ter que fazer muitos cortes”, informa o governador eleito. Confira.

 

Estamos próximos à sua posse. Como foi a transição até o momento?

Ratinho Junior (RJ): A transição começou tarde, por decisão do atual governo, algo que lamentamos, pois gostaríamos que começasse em seguida às eleições para que pudéssemos ter mais tranquilidade para levantar os contratos, licitações e projetos em andamento. O que nos preocupa muito é a questão financeira do Estado, porque muitas das informações nós não temos ainda consolidadas. Existe um problema inclusive com a Secretaria da Fazenda, com o software, mas estamos fazendo um levantamento. Há uma previsão de que o governo não tenha uma sobra de caixa confortável para começarmos o ano. Diante deste cenário, vamos ter que fazer muitos cortes, muitos ajustes, para que a gente consiga cumprir os compromissos neste início de ano, em especial nos primeiros 90 dias. Determinei que todos os contratos dos últimos 30, 40 dias, sejam revistos, aquelas licitações que não são prioridade para atender a população a gente pretende cancelar, o que juridicamente for possível. Vamos priorizar aquilo que é necessário, em especial a questão da saúde, a questão da educação, já que as aulas começam em fevereiro. Janeiro é um mês difícil por conta de epidemias como a da dengue. Precisamos estar preparados para o combate, precisamos ter dinheiro em caixa para isso e, obviamente, honrar os compromissos.

 

Nesta fase inicial o senhor pretende fazer uma espécie de pente-fino na primeira semana, junto com todos os secretários?

RJ: Vamos fazer um pente-fino. Começamos diminuindo as secretarias, de 28 para 15. É o Estado que mais cortou secretarias até agora, pelo que levantamos. A ideia é enxugar a máquina pública, fazer um pente-fino em todos esses contratos. Tivemos o caso da dragagem do Porto de Paranaguá, que vai custar R$ 400 milhões, cujo contrato foi assinado há poucos dias para terminar o ano. Esse é o tipo de coisa que deveria ter sido discutida com mais profundidade, jogada para o ano que vem para que a gente pudesse avaliar o contrato, que envolve milhões. A intenção é rever tudo isso. E vou determinar logo no início do mês de janeiro uma auditoria na folha de pagamento e também na previdência. Queremos realmente ver se as pessoas estão trabalhando de maneira correta, que não tenha gente recebendo em duplicidade, para que o dinheiro público possa ser bem aplicado.

 

O senhor reduziu de 28 para 15 secretarias. Qual foi o critério para chegar nesse modelo e como foi a composição dos indicados para assumir as pastas?

RJ: Foi a primeira vez na história do Paraná que foi contratada uma consultoria, uma das maiores empresas especializadas em gestão pública, que é a Fundação Dom Cabral, para fazer uma modernização do organograma do Estado e repensar o número de secretarias. Era um compromisso que eu tinha com os paranaenses em reduzir aquelas secretarias que foram criadas ao longo dos anos para acomodar amigos, parentes de políticos. Nós resolvemos acabar com todas elas e deixar só as que realmente são importantes para tocar o Estado. Então reduzimos de 28 para 15 secretarias. Elas foram todas analisadas e reorganizadas pela Fundação Dom Cabral e todos os secretários e secretárias foram indicados por um critério extremamente técnico. Se pegar o currículo de todos eles, você vai ver que são pessoas preparadas, formadas, pós-graduadas, alguns doutores. A nossa preocupação foi a de montar um time de excelência que possa prestar um bom serviço ao Estado.

 

Qual foi a orientação que o senhor deu aos secretários?

RJ: Primeiro muita lealdade ao povo do Paraná. Temos essa obrigação e o compromisso de sermos eficientes, aplicar da melhor maneira possível o dinheiro público e acima de tudo trabalhar muito. Eu não gosto de ter na minha equipe pessoas que não gostam de trabalhar. Escolhi pessoas que têm capacidade técnica e disposição para trabalhar.

 

O que o povo do Paraná pode esperar do governo Ratinho Junior a partir de 2019?

RJ: Pode esperar muita vontade de trabalho e muito planejamento. Vamos fazer do Paraná o melhor Estado do Brasil, eu tenho convicção disso. Vamos fazer do Paraná o Estado mais moderno do Brasil. Queremos colocar a educação entre as três melhores do país, fazer com que a segurança pública seja respeitada e até servir de modelo para outros Estados, utilizando para isso a tecnologia. Acima de tudo, queremos fazer do Paraná um Estado que possa gerar oportunidades. A nossa preocupação e a nossa missão será criar empregos. Para isso vamos trabalhar para atrair empresas do Brasil e também de fora para investir no Paraná e gerar emprego para a nossa gente. Este é o nosso compromisso.

 

Com assessoria

 
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