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“Vamos tornar o Paraná o Estado mais sustentável do país”, afirma Ratinho Junior

Governador Ratinho Junior: “Hoje o projeto do biogás é um marco na visão de sustentabilidade, mostrando que o Estado é preocupado com o meio ambiente e acima de tudo que a população, autoridades, cientistas e técnicos que elaboraram o projeto desejam transformar o Paraná no Estado mais sustentável do Brasil” (Foto: Joni Lang/OP)

 

Ao cumprir agenda oficial no município de Entre Rios do Oeste na última quarta-feira (24), quando inaugurou a primeira minicentral termelétrica do país a gerar energia através da produção de biogás do tratamento dos dejetos de suínos, o governador Ratinho Junior (PSD) enalteceu a transformação do agente poluidor em energia limpa. O projeto pioneiro em nível de Brasil foi financiado pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), que investiu R$ 17 milhões.

Durante entrevista coletiva concedida à imprensa regional, o chefe do Executivo estadual ressaltou que a ação conta com parceria do Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás). “É impressionante fazer uma cidade se transformar em sustentável e autossuficiente em geração de energia. Acredito que Entre Rios do Oeste e o Paraná dão um exemplo ao país. O Governo do Estado vai ampliar este projeto a outras cidades para que deem esta mesma destinação e, acima de tudo, incentivem esta nova maneira de se pensar as cidades do Estado e do Brasil no sentido de ter um destino responsável dos dejetos”, afirmou.

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O governador também tratou sobre os projetos do governo, medidas de contenção de gastos, fim da greve dos professores estaduais, continuidade da greve na Unioeste e em relação ao Aeroporto Regional.

 

MARCO

Conforme Ratinho Junior, um programa que seu governo pretende implantar nos próximos meses é o Paraná sem Emissões, com o objetivo de que o Estado fique sem emissões a céu aberto e tenha aterro sanitário. “No início do mandato fiz um projeto de isenção de IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) para carros elétricos para que montadoras venham ao nosso Estado, bem como incentivar a compra deste automóvel, que passa a ser mais sustentável, pois isso o primeiro mundo tem feito”, salienta.

O governador expôs que a Europa coloca prazo para acabar com os carros movidos a combustão fóssil, o que também já ocorre na Califórnia, nos Estados Unidos. “A ideia é que o Paraná siga no ritmo dos países de primeiro mundo. Hoje o projeto do biogás é um marco na visão de sustentabilidade, mostrando que o Estado é preocupado com o meio ambiente e acima de tudo que a população, autoridades, cientistas e técnicos que elaboraram o projeto desejam transformar o Paraná no Estado mais sustentável do Brasil”, enalteceu.

O governador avalia que o mundo tem buscado alternativas de energia mais limpa, saindo do petróleo. “A geração de biogás ou biometano é uma opção para que o Paraná passe a ter ‘expertise’. Parabenizo o PTI, que desenvolve um projeto muito avançado que gera gás natural para alimentar os automóveis e ônibus através dessa tecnologia. Agora contamos com a parceria da Copel para investir em Entre Rios e fazer com que as cidades se transformem em sustentáveis”, enfatizou.

De acordo com o chefe do Executivo estadual, existe um conselho montado para dar velocidade neste modelo de parceria e tecnologia, buscando solução. “O que acontece aqui é um grande exemplo que deve ser replicado em outras cidades. Vamos criar um cronograma no qual a Copel e a Compagas (Companhia Paranaense de Gás) serão as responsáveis, enquanto o governo oferecerá estrutura para que isto seja possível”, salientou.

 

DIÁLOGO

Sobre o entendimento com os servidores estaduais, Ratinho Junior afirmou que o governo está disponível a dialogar com os sindicatos. “Nós temos cuidado para que o Paraná não entre na mesma situação financeira de outros Estados. Não podemos fazer com que o Paraná quebre ou deixe de honrar seus compromissos, de pagar os servidores, os aposentados. Tenho o compromisso de manter a saúde financeira do Estado, portanto o que apresentamos aos sindicatos, e muitos entenderam e deixaram de estar em greve, é de que tudo tem um limite, inclusive o investimento do governo com os servidores”, reforça.

Ele garantiu que sua equipe trabalhou para apresentar a proposta em cima do que era possível e os sindicatos entenderam. “Agora, as universidades recebem R$ 2,5 bilhões dos impostos pagos pelos paranaenses. Só pra ter ideia, gastamos 6% com segurança pública para atender os 11 milhões de habitantes, quando outros 5% vão às universidades para atender 100 mil alunos. Precisamos fazer com que as universidades se modernizem e melhorem sua gestão para que possam ter custo menor e, consequentemente, honrem seus compromissos”, evidenciou.

 

CONTENÇÃO

Em relação às medidas de contenção de gastos, o Governo do Estado diminuiu de 28 para 15 secretarias estaduais. “Cortamos o que era desnecessário e assim realizamos a maior redução de estrutura de governo de Estado do país, o que foi destacado na última terça-feira (23) em matéria transmitida pela Globonews, que citou o Paraná como exemplo no corte de custos”, frisou. “Damos prioridade àquilo que é essencial, como segurança, saúde e educação, setor no qual retomamos escolas que estavam envolvidas em escândalos de corrupção e vamos entregar à população. Fazemos uma administração com seriedade, eficiência e cortando mordomias, tanto que acabamos com a aposentadoria de ex-governador e entregamos o jatinho alugado. Tudo isso dá um volume que sobra dinheiro para investir no que a população realmente precisa”, emendou Ratinho Junior.

 

AEROPORTO REGIONAL

Ano passado foi anunciada a desapropriação da área para construir o Aeroporto Regional do Oeste do Paraná entre os municípios de Cascavel, Tupãssi e Toledo, no entanto a obra não foi iniciada. Ao ser questionado sobre o assunto, o governador disse se tratar de uma responsabilidade do governo federal. “Por parte da Secretaria Nacional de Aviação Civil fomos informados de que a prioridade do governo federal é realizar a concessão dos aeroportos existentes, uma vez que no curto prazo não há dinheiro para o investimento”, declarou, ampliando: “Eles alegam que o aeroporto de Toledo funciona muito bem, inclusive com ampliação da possibilidade de voos. Observam que o aeroporto de Cascavel, que recebe investimento de mais de R$ 30 milhões, também vai ter sobrevida na capacidade de aumento de transporte de passageiro, de maneira que o Aeroporto Regional ficaria para um segundo prazo quando o governo federal entender que há investimento para isto. O que o Governo do Estado faz é criar o ambiente e se preparar para receber este investimento tão logo o governo federal entenda que há recurso disponível”.

 

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