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Alan Parker, diretor de Evita e Mississippi em Chamas, morre aos 76 anos

(Foto: Divulgação)

Morreu, em Londres, aos 76 anos, o cineasta britânico Alan Parker. Alan Parker nunca ganhou Oscar de melhor diretor, mas seus filmes já levaram dez em várias categorias. Ele faleceu na sexta-feira (31). Ele começou a vida profissional como redator publicitário e fez da versatilidade a sua marca.

A estreia foi com “Quando as Metralhadores Cospem”, um filme sobre crianças gangsters. Parker não achou que a ideia fosse funcionar. Mas Hollywood enxergou um texto afiado. O diretor foi escalado para adaptar o roteiro do livro “O Expresso da Meia-Noite”, de Oliver Stone. A história de um estudante americano preso por tráfico na Turquia deu a ele a primeira indicação para o Oscar de melhor direção. Mais tarde, o diretor mostrou arrependimento pela forma como retratou os turcos.

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A essa altura, Alan Parker já era famoso, tudo o que os personagens do seu primeiro filme de música queriam. Vieram outros depois, como “The Wall”, um roteiro baseado no álbum da banda Pink Floyd.

No fim dos anos 1980, ele dirigiu “Mississippi em Chamas”. O roteiro mostra uma investigação do desaparecimento de três ativistas dos direitos civis na década de 1960. Dez anos depois da primeira indicação, Alan Parker voltou a disputar o Oscar de melhor diretor.

Ao longo de 40 anos no cinema, ele dirigiu estrelas como Diane Keaton e Robert De Niro. Alan Parker disse que Madonna “não foi a pessoa mais fácil com quem ele trabalhou. “Evita” foi um dos seus filmes de maior sucesso de público, mas não de crítica.

“A Vida de David Gale”, de 2003, foi o último filme do diretor. A história de um ativista contra a pena de morte e condenado à pena de morte encerrou uma carreira que não fugiu de temas sensíveis.

Longe das telas, ele foi ainda uma das principais figuras do cinema britânico, como presidente do British Film Institute. Ele doou toda a coleção de fotografias, de roteiros, de cartas para essa instituição que incentiva o desenvolvimento das artes audiovisuais. Alan Parker recebeu, ainda, o título de cavaleiro da Rainha Elizabeth II.

O diretor começou a pintar no fim da vida. Ele achava revigorante fazer algo criativo sem a ajuda de outras cem pessoas. O quadro de saúde de Alan Parker se agravou nos últimos tempos. O porta-voz declarou que ele morreu por causa de uma doença prolongada, sem informar qual.

O Bafta, a academia de cinema britânico, lamentou com profunda tristeza a morte do diretor de filmes que nos trouxeram alegria. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que organiza o Oscar, chamou Parker de “camaleão”: era um homem que usou suas várias cores para pincelar arte na grande tela.

 

Com G1

 

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