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“Me chamaram de petista, velho e comunista, só não me chamaram de ladrão”, desabafa Alcino Biesdorf

Ex-presidente da Cercar quebra o silêncio. Ele lamenta as retaliações que sofreu durante a campanha eleitoral de 2022 e afirma que a sua não reeleição na cooperativa teve viés político. "A questão de renovação foi história pra boi dormir"


calendar_month 24 de abril de 2023
3 min de leitura

O Jornal O Presente recebeu, nesta segunda-feira (24), a visita do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marechal Cândido Rondon e ex-presidente da Cooperativa de Eletrificação e Desenvolvimento Econômico de Marechal Cândido Rondon (Cercar).

Depois de 42 anos na presidência da Cercar, Alcino se despediu do cargo, há cerca de dois meses e meio, em um bate-chapa histórico e inédito, perdendo a eleição para o até então seu vice-presidente, Celso Prediger. Na entrevista, Alcino faz considerações sobre esse tema e lamenta que tudo ocorreu da forma como foi, na opinião dele, por ideologias políticas.

Ele também desabafou sobre as retaliações que recebeu na época da campanha eleitoral de 2022, das ameaças e julgamentos, e fez críticas sobre algumas posturas.

Mencionou ainda sobre momentos marcantes na sua trajetória enquanto presidente da Cercar e comentou sobre as demandas do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, entidade que preside há mais de 40 anos.

Alcino também opinou sobre o que espera dos governos federal e estadual e fez considerações a respeito de outros assuntos.

CLIQUE AQUI e assista.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e ex-presidente da Cercar, Alcino Biesdorf: “70% da minha vida foi dedicada à Cercar” (Fotos: Sandro Mesquita/OP)

“Não existe uma empresa tão estável como era a Cercar até anteontem, hoje não sei como está, porque eu tô fora quase 90 dias. Tenho a consciência tranquila porque sai de lá com as contas em dia, não deixei dívida para trás. Tive um quadro de funcionários que me ajudou muito”

Alcino Biesdorf: “O que aconteceu (mudança na diretoria da Cercar) foi uma ideologia política, não uma ideologia administrativa”

“A questão da mudança foi um momento político. Se isso tivesse sido um ano atrás (a eleição da Cercar), não teria acontecido o que aconteceu. Esse palavreado de patriota, de PT e não sei o que. Me chamaram de tudo, de petista, velho, comunista, só não me chamaram de ladrão”

Alcino Biesdorf participou de um bate-papo com a jornalista Ana Paula Wilmsen
Alcino falou sobre a sua saída da Cercar, depois de 42 anos na presidência, e enalteceu as demandas do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marechal Rondon

“Nunca fizemos mal para ninguém e agora fui amaldiçoado, coagido, inclusive tenho os áudio guardados. Recebi ameaças, incitações à violência”

“A Cercar hoje está numa posição muito confortável, é só manter as instalações. Deixei o ninho pronto”, ressaltou o ex-presidente
Alcino Biesdorf: “A Cercar hoje é administrada por empresários”

“É uma vergonha, mas infelizmente aconteceu. O que me ameaçaram, o que me julgaram. E eu nunca fiz campanha política pra ninguém. Se você ir lá na Cercar, que tem 150 funcionários, e pedir se eu pedi para alguém votar em fulano ou ciclano, se disse que sim, vai estar mentindo. No Sindicato a mesma coisa. Sempre evitei política, regilião essas coisas, porque o nosso foco era a sociedade, não a política. Mas deixa como está, o tempo vai dizer o que fizeram comigo”

Alcino Biesdorf: “Manifestei a minha vontade de continuar na diretoria da PCH Moinho (a eleição é amanhã), mas a chapa foi formada e meu nome não consta lá. Me excluíram de lá também”

“Não podem acreditar que a gente é tão bobo e sai engolindo tudo quietinho ou achar que a gente é papel higiênico. Eu tenho as minhas considerações, a minha visão do que eu fiz ao longo desses anos para preservar o bem da comunidade”

Alcino Biesdorf: “Estamos no Sindicato para atender, no dia a dia, o trabalhador rural, o produtor, sempre à disposição, sem fazer distinção de cor, raça e partido político”

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