Se é que podemos comemorar a paz, com quase 100 mil mortos e uma região que virou escombros. Ainda assim, é um momento que podemos aplaudir.
Comemorar jamais, mas aplaudir a iniciativa de quem tem o poder e soube usá-lo para acabar com a tirania e o terrorismo.
A miséria humana pode ser melhor obtida através das guerras e tem gente que insanamente prefere morrer atirando.
Os conflitos no Oriente Médio, há muito tempo, causam perplexidade diante da sua irracionalidade e disposição de morrer.
Agora que está tudo destruído vem a paz.
Paz para reconstruir tudo de novo e depois, provavelmente, quem sabe, destruir tudo de novo.
É difícil entender as razões pelas quais os povos se agridem, mas para eles basta alguém começar.
Infelizmente, isso sempre foi assim e provavelmente não será diferente no futuro.
São vizinhos inimigos que se odeiam e esperam a primeira oportunidade para matar.
O que ainda restou da Faixa de Gaza em ruínas pode servir de exemplo para os que no futuro pensam em novas disputas e novas ações violentas.
Com o advento das armas, destruição em massa e de alta precisão a distância, não há lugar seguro para desafiar o poder militar americano.
A recente destruição no Irã e os voos ultrassecretos e invisíveis da força aérea americana foram a gota d’água para promover um cessar fogo na Faixa de Gaza.
Donald Trump pode ser um falastrão – fala muito e ameaça coisas que não faz, mas nesse episódio da guerra na Faixa de Gaza funcionou bem.
Hoje, Trump espera elogios pela sua atuação como intermediador desse conflito. Se não queremos elogiar sua atuação, podemos, pelo menos, aplaudir a iniciativa.
A maior economia do mundo, com o maior potencial bélico, quando intervém, precisa resolver, e resolveu!
arno@opresente.com.br
@arnokunzler
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