Nada pode ser pior para uma Nação do que uma ditadura que empobrece, amedronta, agride, expulsa e maltrata os próprios cidadãos.
Logo, a queda e a maneira surpreendente como caiu o ditador da Venezuela Nicolás Maduro podem ter chocado muita gente, mas não deixa de ser boa por isso.
O que foi dito e prometido depois é preocupante, mas a esperança é que os venezuelanos que fugiram consigam voltar e ajudar a reconstruir seu país, talvez com menos autonomia sobre seu petróleo, autonomia que já não tinham, mas com liberdade.
Esse é o preço que custou a deposição de Maduro.
Ninguém faria isso de graça.
A Venezuela não precisa de tantas reservas de petróleo, para sentar em cima, sem capacidade de exploração e sem que essa riqueza seja distribuída para os venezuelanos.
Para se tornar uma grande Nação, com enormes oportunidades, basta ter um governo sério, de preferência sem ideologias e que seja minimamente capaz de promover a paz e o crescimento da economia que foi destruída nas últimas décadas.
Se isso acontecer de forma natural e sem interferências externas, será perfeito, mas provavelmente não será assim.
Haverá que existir uma espécie de padrinho para pacificar o país, um mediador de conflitos e um esforço internacional organizado para ajudar as famílias a retornarem e reconstruírem seus lares em solo pátrio.
É obvio que os Estados Unidos vão fazer isso e sem ninguém pedir e jamais permitirão que outros países, notadamente os que tentam restaurar o “chavismo bolivariano”, cumpram esse papel.
Mesmo aqueles que não querem comemorar a queda do ditador por causa da forma como aconteceu, haverão de reconhecer que foi melhor assim, e será melhor assim para a paz no continente, para os países vizinhos e principalmente para o povo venezuelano.
Por Arno Kunzler. Ele é jornalista. Fundador do Jornal O Presente, fundador da Editora Amigos e proprietário da Editora Gralha Azul
arno@opresente.com.br
@arnokunzler
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