O Presente
Fátima Baroni Tonezer

Os padrões que você repete sem perceber

calendar_month 26 de janeiro de 2026
3 min de leitura

Entendendo seus vínculos

Padrões são comportamentos que você repete inconscientemente. Você já se pegou dizendo “nunca mais vou aceitar isso” e, meses depois, estava exatamente na mesma situação? Já jurou que não se envolveria com alguém emocionalmente indisponível, só para descobrir que, de novo, está dando demais para quem dá de menos?

Não é falta de força de vontade. Não é burrice. Não é masoquismo. Não é “dedo podre”. É o poder invisível dos padrões de vínculo que foram gravados em você antes mesmo de você ter palavras para nomeá-los.

O QUE SÃO VÍNCULOS E POR QUE IMPORTAM?

Nos primeiros anos de vida, você não aprendeu sobre amor através de palavras ou conceitos. Você aprendeu através de experiências. Quando chorava, alguém aparecia? Quando tinha medo, encontrava conforto? Quando precisava, era atendida ou ignorada?

Essas experiências formaram um modelo interno sobre como funcionam os relacionamentos. Um tipo de “mapa emocional” que diz se eu posso confiar nos outros; se eu sou digna de cuidado; como o amor funciona e o que esperar das pessoas.

Este mapa se chama padrão de apego. E ele continua operando em você, nos bastidores, influenciando cada relacionamento que você constrói na vida adulta.

O PADRÃO ANSIOSO “EU PRECISO DEMAIS”!

Talvez você tenha crescido em um ambiente inconsistente. Às vezes havia afeto, outras vezes frieza. Você nunca sabia exatamente o que esperar. Aprendeu que precisava estar sempre vigilante, sempre tentando agradar, sempre ajustando seu comportamento para conseguir migalhas de atenção.

Na vida adulta, isso se manifesta como medo constante de abandono, necessidade de reasseguramento frequente, sensação de que você ama mais do que é amada, dificuldade em estar só sem ansiedade, tendência a se anular para manter o relacionamento e hipervigilância aos sinais de rejeição. Você não é “grudenta” ou “carente”. Você está operando a partir de um sistema nervoso que aprendeu que amor é imprevisível e precisa ser conquistado continuamente.

O PADRÃO EVITATIVO “EU NÃO PRECISO DE NINGUÉM”!

Talvez você tenha aprendido que precisar era perigoso. Que expressar necessidades levava à rejeição, crítica ou indiferença. Que a única pessoa confiável era você mesma. Então você construiu muros, não por ser fria, mas por proteção.

Na vida adulta, isso aparece como desconforto com intimidade emocional profunda, tendência a se afastar quando alguém se aproxima demais, valorização excessiva da independência, dificuldade em pedir ajuda ou mostrar vulnerabilidade, sensação de sufocamento em relacionamentos próximos e crítica interna quando sente que precisa de alguém. Você não é “fechada” ou “incapaz de amar”. Você está protegendo uma criança interna que aprendeu que depender é sinônimo de decepção.

Na próxima semana vou mostrar mais um padrão e como ele se manifesta hoje na sua vida.   Se este artigo tocou você, guarde e releia quando o cansaço bater forte. E compartilhe com outra mulher que também precisa saber. E siga @psicofatimabaroni para mais conteúdos sobre autoestima e relacionamentos.

Até a próxima.

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Fátima Sueli Baroni Tonezer é psicóloga, formada em Psicologia na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Sua maior paixão é estudar a psi

 
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