O Presente
Fátima Baroni Tonezer

Práticas de reconexão

calendar_month 29 de dezembro de 2025
4 min de leitura

Voltando para a casa em você!

Estamos a três dias ou 72 horas de fechar o ano de 2025. Hora de planejar o novo ano. E nas últimas semanas conversamos sobre “viver no modo aleatório”, isto é, com o piloto automático ligado, repetindo rotinas e emoções requentadas e dolorosas.

E a proposta com estes artigos foi entregar algumas práticas para tornar a reconexão consigo um retorno à casa, ensinando alguns passos gentis para ajudar a sair do automático e habitar sua casa, seu corpo e tomar as “rédeas” de sua vida.

O CAMINHO É PROGRESSIVO: GENTILEZA CONSIGO MESMA

É importante dizer: sair do modo aleatório não acontece de um dia para o outro. Você passou anos, talvez décadas, construindo esses padrões. Eles têm raízes profundas. E tudo bem que a transformação seja gradual.

Haverá dias em que você vai se pegar no automático de novo. Dias em que as crenças antigas vão gritar mais alto. Dias em que você vai ceder ao velho padrão porque é mais confortável que o desconhecido. E está tudo bem. Isso não é fracasso, é processo.

O que importa é que, cada vez mais, você vai perceber quando está no automático. E cada vez mais rápido, você vai poder escolher voltar para a consciência. Até que, um dia, você vai olhar para trás e perceber que a vida que está vivendo parece mais sua. Que você está mais presente. Que sua energia não está sendo drenada da mesma forma.

O RETORNO A SI MESMA

A energia feminina se recupera quando criamos espaço para ela. Quando honramos nossos ciclos, nossa intuição, nossa necessidade de presença e conexão. Quando paramos de tentar ser lineares e produtivas como máquinas e nos permitimos ser humanas, cíclicas, sensíveis e inteiras.

Você não precisa mudar tudo agora. Não precisa ter todas as respostas. Só precisa começar. Escolha uma coisa, apenas uma, do que conversamos aqui. Uma pausa sagrada. Uma crença para questionar. Uma prática para experimentar. E observe, sem julgamento, com curiosidade. Como se você fosse uma pesquisadora da sua própria vida, investigando: “O que acontece quando eu saio do automático, mesmo que por alguns minutos?”

Quando entendemos que, por exemplo, não temos “dedo podre”, só estamos repetindo emoções não resolvidas. Que ao olhar para trás e perceber como as situações terminavam, em qualquer tipo de relação, não era a “prova” da nossa incapacidade e do nosso “desmerecimento”. Era só nosso inconsciente tentando mudar a resposta que recebemos lá trás. É a repetição dos cenários, esperando um final diferente.

Talvez você tenha crescido escutando que era preguiçosa, chorona, desastrada… E isto ficou registrado em você como rejeição, abandono, humilhação, desamor. E essas dores foram registradas como mapas emocionais. E agora seu cérebro tenta corrigir isso, na busca de um desfecho diferente. Mas o resultado não muda porque a resposta é a mesma, a crença que dá suporte ao comportamento é a de sempre.

A criança ferida em você ainda quer provar que agora será amada, não será abandonada. Que finalmente será escolhida.

Enquanto nossas dores não são reconhecidas, nomeadas, sentidas, o padrão não é quebrado. Mudar sua vida não é parar de sentir as emoções desagradáveis e difíceis. É olhar para elas e dar novos significados a experiências antigas até que o corpo pare de reagir ao passado como se ainda estivesse lá. Não se rompe ciclos antigos fugindo ou negando. Não é esquecer. É cicatrizar, deixar de sangrar.

Sua energia feminina está esperando por você. Ela nunca se foi, apenas ficou quieta debaixo de todas as camadas de obrigações e expectativas. E ela está pronta para ressurgir, quando você criar espaço para ela. O caminho do automático para o consciente é um retorno. Um retorno a você mesma. Um retorno para casa. E você merece estar em casa. Você merece viver sua vida, não apenas cumpri-la.

Desejo que em 2026 você possa começar a fazer esse retorno para casa. Para encerrar, tenho um convite: vamos estar juntas em 2026? Neste espaço seguro de trocas e autoconhecimento?

Nos vemos dia 5 de janeiro para continuar nessa jornada de reconexão e vida, conversando sobre dores, exaustão, culpas e silêncios, ressignificação e vida leve. E siga @psicofatimabaroni para mais conteúdos sobre autoestima e relacionamentos.

Até o próximo ano.

Clique aqui e acesse todos os artigos desta coluna.

Fátima Sueli Baroni Tonezer é psicóloga, formada em Psicologia na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Sua maior paixão é estudar a psique humana. Atende na DDL – Clínica e Treinamentos – (45) 9 9917-1755

 
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