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A face oestina na chapa majoritária

calendar_month 23 de maio de 2026
16 min de leitura

Forjado na cultura associativista do Oeste, Vasconcelos aponta demandas logísticas e energéticas como principais desafios da próxima gestão à frente do Palácio Iguaçu

Sérgio Moro (dir.) e Edson Vasconcelos, pré-candidatos a governador e vice na chapa desafiante: dupla evitará confronto direto com Ratinho Junior

O engenheiro civil Edson José Vasconcelos é paranaense de Cascavel. Quando convidado para vice do candidato que vem liderando as pesquisas de intenção de votos ao Governo do Paraná, Sergio Moro, reagiu entre incrédulo e surpreso: “Não tenho perfil político”, disse.

Dada a insistência do ex-juiz e após consultas aos seus liderados na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), da qual é presidente licenciado, Vasconcelos decidiu compor a chapa majoritária ao Palácio Iguaçu.

Não se trata de um neófito no meio. O cascavelense percorreu vários degraus associativistas até chegar à presidência da principal federação empresarial do Estado. Presidiu o Sinduscon-Oeste, da construção civil, segmento em que atua, liderou a Acic e atuou no poder público, na condição de presidente do Instituto de Planejamento de Cascavel (gestão Leonaldo Paranhos).

Foi linha de frente na criação do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD) e liderou em Cascavel a criação da “entidade das entidades”: o Conselho de Desenvolvimento Sustentável (Codesc), organismo que põe à mesa dirigentes de mais de 70 organizações da comunidade.

Raciocínio rápido e articulado, Vasconcelos surpreendeu a cúpula empresarial da capital ao vencer a eleição para a presidência da Fiep com quase 70% dos votos. A façanha ficou ainda maior ante a força do adversário, que era apoiado por “gente grande” do Palácio Iguaçu.

Até agora, sua gestão na entidade é marcada pela política industrial sob a perspectiva da logística rodoferroviária e aeroportuária, temas nos quais o engenheiro é reconhecido como notório especialista.

Vale lembrar que foi justamente por conta da modelagem das novas concessões de rodovias (os famigerados pedágios) que o clima entre a Fiep e o governo do Estado esquentou, ainda às vésperas da última eleição estadual.

Vasconcelos havia alertado, mais de um ano antes dos leilões, que a sobrecarga de obras no lote 6 – que abarca grandes porções do Oeste e do Sudoeste do Paraná – iria pressionar as tarifas para cima. “Deu ruim”, resumiu o engenheiro, listando as rodovias oestinas como detentoras do pedágio por quilômetro mais caro do Paraná.

ALMA OESTINA

“Cobra criada”, como se diz dos cascavelenses natos que aqui se constituíram na condição de self-made man, a trajetória de Vasconcelos mostra uma simbiose inata com as causas oestinas.

Posição semelhante de Cascavel aconteceu uma única vez, três décadas atrás, quando Mário Pereira foi eleito para a Vice-Governadoria. Ao final daquela gestão, foi governador do Paraná por 9 meses, com o mandato começando em um enigmático 1º de abril.

De fato, parecia mentira. O “sertão” do Oeste colocava pela vez primeira um dos seus naquela cadeira estofada do Palácio Iguaçu, de onde emanam todos os poderes. Vasconcelos construirá a condição de repetir o feito?

O Pitoco inicia nesta edição uma série de reportagens com os postulantes ao Palácio Iguaçu. O conteúdo a seguir traz recortes da participação do pré-candidato a vice de Sergio Moro, Edson Vasconcelos, na reunião da Codesc no último dia 30 de abril.

BILHÕES DO AGRO

As 255 cooperativas do Paraná, com as maiores delas aqui, no Oeste, faturaram R$ 220 bilhões em 2025. A Ocepar projeta para 2030 três cenários e, no pior deles, faturamento de R$ 349 bilhões. No cenário mediano, R$ 501 bilhões, e, no mais favorável, quase R$ 600 bilhões. Não foi o governo que disse: agora nós vamos deixar de vender commodities de baixo valor agregado, milho e soja, para vender carne, agregando valor ao produto. Foram as empresas do agro, o povo daqui. Ou seja, esse segmento vai crescer, e muito! E vai demandar logística, energia e recursos humanos.

APAGÃO NO RH

O PIB do Paraná dobrou porque as empresas cresceram. Os CNPJs que fazem a economia crescer estão dizendo: queremos crescer mais. Podemos triplicar aqueles números das cooperativas? Qual é o desafio desse pessoal para crescer? Empregabilidade na veia! Não tem gente. E não é por falta de recursos humanos em faixa etária economicamente ativa. Alguns programas sociais não têm porta de saída. Eficácia de programa social se mede quando a pessoa auxiliada em momento de dificuldade é reintroduzida nas relações econômicas e laborais.

“DEU RUIM”

Eu quero dobrar a produção, mas não tenho gente. Então o caminho passa pela atualização tecnológica e isso requer qualidade de energia. Tecnologia sem energia não conversa com linearidade de produção. O desastre das indústrias é diário sem infraestrutura energética. 81% dos consumidores enfrentaram problemas de queda ou oscilação no último ano. 87% consideram o preço de energia caro. A percepção de incidentes no fornecimento na zona rural chega a 92%, e, na indústria, 72%. Ninguém percebeu que a infra de energia não acompanhava o crescimento econômico do Estado? Não é problema de um só governo, vem lá de trás. Deu ruim!

“MAIS OU MENOS”

Nós temos um problema grave para resolver. Se depender da Copel para fazer um planejamento estratégico energético do Estado, eles não vão fazer. Se o Estado não cobrar ou não fizer o planejamento estratégico, não sai. Se aparecer um investidor de outro estado aqui e perguntar: vocês têm energia? A gente fala assim: “Mais ou menos”. Fizemos na Fiep o Observatório da Energia. Decidimos não abrir os dados porque, se os abrisse ao público, empresa que estava falando em vir para cá não viria mais.

Na Acic, com o presidente e o vice da entidade, apresentando conceitos que irão nortear a campanha: Codesc abrirá espaço semelhante para todos os candidatos majoritários

PORTO ESTRESSADO

Alegam-se problemas ambientais para expandir o porto. Lógico, é preciso promover o desenvolvimento sustentável. Mas como é que a gente fala para esse povo, todas as cooperativas, que eles não podem crescer mais? A nossa infraestrutura portuária está estressada hoje. Nós temos um aumento de carga de 37%. E nós não temos mais espaço no Porto Paranaguá. A paranaense Coamo está fazendo um porto na catarinense Itapoá. Porto nem precisa ter dinheiro público, se conseguir licenciamentos, a iniciativa privada vai levar. Os portos de Santa Catarina estão batendo recorde, nós estamos batendo teto.

TAXÍMETRO NO NAVIO

O porto é como uma caixa-d’água. Tem cano que entra e cano que sai. O cano que sai é aquele que cria um problema, a fila de naviozinho no horizonte.

“Nós temos um problema grave para resolver. Se depender da Copel para fazer um planejamento estratégico energético do Estado, eles não vão fazer. Se o Estado não cobrar ou não fizer o planejamento estratégico, não sai. Se aparecer investidor de outro estado aqui e perguntar: Vocês têm energia? A gente fala assim: Mais ou menos.”

Se o cano de saída é maior que o cano que entra, você não tem fila de naviozinho. Navio parado é um táxi de taxímetro ligado. O setor de fertilizantes, este ano, vai pagar R$ 1 bilhão de taxímetro ligado. Quem paga isso? O produtor, porteira para dentro. Isso é custo Brasil, o preço da ineficiência. Alguém precisa ter coragem de dizer isso às empresas que cogitam dobrar de tamanho. Batemos no teto, gente!

“P#%@ QUE O PARIU!”

Falei esses dias com um prefeito do Sudoeste do Paraná. Ele defendeu a concessão das rodovias como único jeito de receber as obras que precisa. É um direito dele sonhar com o pedágio. Porém, a expansão da malha pedagiada trouxe um baita problema: a carga demasiada de obra traz consigo tarifas gigantes. Razoável seria que parte das obras fosse feita pelo poder público. Nossa região terá uma tarifa por quilômetro 70% superior aos lotes de outras regiões. E, concluindo a duplicação, vem mais 40% de reajuste no lombo! P#%@ que o pariu!

SYNGENTA E “MUFFATINHOS”

Não vamos atrair investimentos se não tiver infraestrutura aeroportuária. O Paraná tem três aeroportos regionais. Não coloco Foz na conta porque é ponto turístico internacional, outro público. Falo de aeroporto regional para negócios. Nós perdemos a Syngenta aqui por causa do ataque, mas também por falta de logística. Perdemos o centro administrativo dos Muffatinhos porque ninguém vai receber um diretor de uma empresa de classe mundial tendo que descer em Foz e depois pegar a pista simples para chegar aqui. E, se não tiver infraestrutura, nós não vamos conseguir ter uma empresa de classe mundial no interior. Vai tudo para a Região Metropolitana de Curitiba.

FUGA DE CÉREBROS

Território desenvolvido não é Cascavel com 1 milhão de habitantes. Território desenvolvido é Cascavel segurar aqui sua juventude, seus talentos, o principal ativo de qualquer cidade, de qualquer empresa: recursos humanos. É oferecer oportunidade de alto valor agregado, não emprego de salário-mínimo. Esse problema de fuga de cérebros e da juventude não é exclusivo de Cascavel. Por que a juventude quer ir embora do interior? Porque não tem infraestrutura básica nem perspectiva. Então, nós temos que entender o poder da transformação pela oportunidade.

PERFIL DO MORO

Será uma disputa duríssima. Será um embate grande, o uso da máquina do Estado será pesado, mas vale ressalvar: nós não somos contra o Governo Ratinho. Nós nunca atacamos o governador e não vamos atacá-lo. Tudo o que for bom no governo será mantido. Não tem isso de desfazer programa porque não fomos nós que lançamos. Isso não faz parte do perfil do Moro. Porém, a

“O Moro tem uma rejeição nas pesquisas, que é mais que rejeição, é ódio. O PCC tem ódio dele. Quer matá-lo.

O PT quer matá-lo.” hora da mudança chegou e alternância no poder é saudável para a democracia.

O ÓDIO DO PCC

A decisão de aceitar compor a chapa majoritária com o senador Sergio Moro não foi fácil. Não foi no primeiro pedido. Eu expliquei para ele, argumentei que não daria, que não tenho perfil político. O Moro tem uma rejeição nas pesquisas, que é mais que rejeição, é ódio. O PCC tem ódio dele. Quer matá-lo. O PT quer matá-lo. A rejeição dele é consolidada. Se eu tirar uma foto ao lado dele, se eu for visto, isso passa para mim, passa para os meus filhos, para a minha família. Não é fácil. Porém, ele é um cara que provou o que pode fazer pela nação. Convite feito e reiterado, eu não poderia me omitir. Eu me sinto honrado de estar ao lado do Moro.

QUEM É ELE?

Edson José de Vasconcelos é natural de Cascavel. Empresário e líder associativista, foi eleito em agosto de 2023 presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná. Graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná, com MBA em Gestão de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em Negócios Internacionais (International Business) pela Ohio University, nos Estados Unidos.

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Abaixo a ditadura das cores neutras!

“Vocês riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais” (Bob Marley)

Dona Irene, minha mãe, gostou do pistache, e Bob Marley respalda a decisão

Quatro cores dominam dois terços da frota nacional de carros no Brasil: branco, preto, cinza e prata. O quarteto é tão dominante que a aquisição de um veículo de qualquer outra cor é considerada imprudente, sob pena de perder valor de revenda.

É argumento forte. Eu mesmo aderi à “ditadura das cores neutras”. Nos últimos nove anos circulei com um Toyota prata, adquirido junto ao assinante 01 do Pitoco, Germano Zeni.

Não posso me queixar. O Prius foi valente, rodamos juntos mais de 200 mil quilômetros, com insignificante índice de intercorrência.

Na troca, disse um “rotundo não” – bordão consagrado pelo ex-governador Leonel Brizola – à ditadura do branco, preto, cinza e prata. E radicalizei: escolhi logo um Geely pistache, marca recomendada pelo amigo Marcos Urio (Grupo Open) e pelo desempenho de vendas: modelo líder no “Planeta China”, desprovido de petróleo, barulho e fumaça.

Não faltou quem estranhasse: – O quê, você comprou um elétrico verde? Não tinha cinza, branco ou prata?

Eu poderia argumentar que nunca fui afeito ao “efeito manada” – fenômeno psicológico e social que ocorre quando indivíduos em grupo reagem de forma coordenada, seguindo as ações ou decisões da maioria, sem uma análise racional própria.

Romper com a ditadura dos neutros significa um grito de liberdade, colorir as ruas, refutar o “mais do mesmo”. Ser diferente não nos torna melhor que ninguém, nem pior. E, para ficar em uma frase feita, “gosto não se discute”.

E ainda posso citar a frase atribuída a Bob Marley para contrapor “haters” indignados com o pistache: “Vocês riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais”.

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Nova era: motéis focam em conforte e tecnologia

De “rapidinha” a experiência inesquecível: empresária detalha transformação do setor e investimentos

A cena lembra um resort de luxo: camas box king size, salmão no cardápio, carta de vinhos com rótulos como Angélica Zapata, Chandon no frigobar, som ambiente com 14 mil músicas, fragrância ambiente acolhedora e até máquina de ozônio para garantir a desinfecção total das suítes. Não, o cenário não é um hotel cinco estrelas. É um dos motéis mais tradicionais de Cascavel, o Fascínio, um dos três empreendimentos administrados por Larissa Cogo Berto na cidade.

Há 20 anos no ramo, Larissa é protagonista de uma silenciosa e profunda revolução no setor de hospitalidade para curta permanência. “Nosso foco hoje são os casais com relacionamento estável, fugindo totalmente do que as pessoas imaginam de que motel é um local para se trair”, afirma. “O motel é um local para sair da rotina de casa e viver uma experiência inesquecível. Para isso, pensamos em mil detalhes…”

A declaração da empresária, que também administra os motéis Sedución e Blue Inn, resume a mudança de comportamento que atinge o setor em todo o País percebida pela própria Associação Brasileira de Motéis (AB Motéis), que realizou uma pesquisa e descobriu que o público majoritário dos estabelecimentos passou a ser o de casais em relacionamento estável, representando cerca de 95% da frequência. “O motel é aliado para que o casal não caia na rotina. É uma opção fantástica, porque você está perto de casa, não precisa pegar a estrada nem perde o dia de trabalho.”

MPACTOS (IN)VISÍVEIS

A transformação do setor exige conhecimento, bom gosto e, claro, muito investimento. Antes mesmo de os olhos se acostumarem à iluminação da suíte, há um detalhe que todos sentem: o cheiro do ambiente. Ao contrário do imaginário popular, que ainda associa motéis a odores de mofo, produtos químicos agressivos ou tentativas frustradas de disfarçar resquícios de ocupações anteriores, o hóspede que entra em uma das unidades reformadas por Larissa é recebido por um perfume suave, intencional e acolhedor.

Esse cuidado é parte da estratégia de “hotelização” dos motéis. “A gente pensa em tudo: da presilha de cabelo que a mulher pode usar até o cheiro do quarto”, resume Larissa. “É um cuidado invisível, mas que faz toda a diferença na experiência.”

Larissa revela um dado interessante sobre os bastidores do motel: a limpeza das suítes é feita com produtos da marca Diversay – os mesmos utilizados em hospitais – e há máquinas de ozônio que eliminam 99% dos germes e neutralizam odores sem mascarar. “Cheirar a nada” ou “cheirar bem”, nesse contexto, é o maior dos luxos.

“MIL DETALHES”

Como resume Larissa, são “mil detalhes” para serem pensados. Com a proposta de oferecer uma hospedagem confortável e experiência única, os quartos são dotados de diversos “detalhes”, que vão desde kits de higiene de marcas tradicionais, dispensers com xampu e condicionador de boa qualidade, até jogos de taças para que os hóspedes realmente relaxem e curtam o momento.

Do “motel de esquina” à experiência completa

A transformação dos motéis é física, tecnológica e gastronômica. Enquanto motéis antigos fecham as portas, os que sobrevivem e crescem são aqueles que abraçaram o que Larissa Cogo Berto chama de “nova motelaria”.

“Todo o mundo evoluiu em suas casas. A pessoa tem Smart TV, robô aspirador, ar-condicionado… Por que ela vai sair da própria casa para ir a um lugar inferior?”, questiona. “Os motéis que estão fechando são os que não seguiram esse caminho de investimento e modernização.”

No Blue Inn, por exemplo, o investimento em andamento é aplicado na modernização de suítes, troca de camas de courino por camas box, instalação de pisos vinílicos para conforto térmico e acústico, além da reforma da fachada e da criação de novas unidades com espelhos orgânicos e sistema de som iSound. “A gente preza pela experiência do hóspede. Ele vem ao motel e tem uma experiência completa: gastronomia, vinho, um bom banho, cama confortável, Smart TV, Wi–Fi de qualidade”, enumera. “Não é só para o ato. É para depois poder assistir a uma série, conversar, dormir bem…”, diz Larissa.

Outro movimento crescente é o de eventos, segundo Larissa. Suítes com piscina hoje sediam chá de lingerie, despedida de solteiro, festa junina e até “noite do skincare” entre amigas. “As pessoas estão perdendo o preconceito e descobrindo que o motel é um local onde se pode fazer absolutamente de tudo.”

Vantagens: motéis x hotéis

Se a proposta se aproxima cada vez mais de um hotel de alto padrão, as vantagens competitivas de um motel são claras. Entre os diferenciais apontados por Larissa Cogo estão:

Check-in e check-out ágeis – sem burocracia de documentos ou fichas.

Estacionamento incluso e na porta da suíte – item raro em hotéis de centro.

Preço mais acessível – “muito mais barato do que um hotel”, garante. Para se ter uma ideia, um pernoite em uma suíte moderna e aconchegante (sem banheira) custa R$ 230.

Diárias e pernoites – o motel já não é mais apenas por horas. Larissa chega a receber hóspedes que ficam 15 dias seguidos, inclusive viajantes a caminho de Foz do Iguaçu, Argentina ou Paraguai. “Ontem mesmo atendi um casal americano hospedado aqui”, conta. Segundo ela, a procura tem sido cada vez maior pelo Booking.com.

Cascavel no mapa da nova motelaria nacional

A empresária Larissa Cogo Berto revela que o Blue Inn é fruto de uma sociedade com outros quatro investidores de grandes centros – Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Porto Alegre -, que escolheram Cascavel para expandir o negócio. O grupo já possui empreendimentos em Goiânia e planeja investir no Brasil inteiro. Por ora, Cascavel conta com 13 motéis em operação – incluindo os três de Larissa, que são responsáveis por 82 leitos.

O FUTURO CHEGOU

Ao final do tour pelas suítes reformadas, Larissa Cogo Berto resume sua filosofia de gestão: “Motel é composto de um milhão de detalhes. E a gente não para de investir. Se parar, perde o conforto e o cliente.”

Com Smart TV em todos os quartos, cardápio com salmão, champanhe, bomba de calor para garantir água quente de qualidade, gerador para energia elétrica, perfume de boas-vindas e um investimento milionário, a empresária mostra que a “nova era dos motéis” é uma realidade sensorial, em pleno funcionamento, de portas fechadas (e garagem privativa), em constante crescimento.

Por Jairo Eduardo. Ele é jornalista, editor do Pitoco e assina essa coluna semanalmente no Jornal O Presente

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