O autor do requerimento de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MEC, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), anunciou na semana passada ter reunido 31 assinaturas, quatro a mais que o necessário, de acordo com o Regimento Interno.
Porém, após a leitura do requerimento em Plenário, ainda é possível a retirada de assinaturas antes de sua publicação.
O Executivo estaria trabalhando para convencer pelo menos cinco senadores a retirar seus apoiamentos, inviabilizando a instalação. Foi o que ocorreu em abril, quando três senadores retiraram assinaturas para a criação da mesma CPI.
Membros da base governista também propuseram a instalação de uma CPI alternativa, que se contraponham à do MEC. Uma das CPIs propostas, já protocolada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), investigaria obras inacabadas em creches, escolas e universidades, no período de 2006 a 2018.
Nos últimos dias, senadores se manifestaram sobre a questão nas redes sociais.
“A CPI do MEC é urgente, não podemos deixar esses escândalos passarem como se nada tivesse acontecido”, publicou Jean Paul Prates (PT-RN).
“O que a oposição busca nada mais é do que uma forma de antecipar o embate eleitoral, da mesma forma que fizeram com a CPI da Pandemia. Não vamos permitir! Seguimos atuantes, em defesa do governo e do presidente Jair Bolsonaro”, escreveu Marcos Rogério (PL-RO).
“Serei 100% sem revanchismo!”, garantiu Jorge Kajuru (Podemos-GO), um dos nomes especulados para compor a eventual CPI.
Agência Senado