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Anderson Silva sobre o UFC Rio: “É o Brasil contra o resto do mundo”

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Anderson Silva, Dana White e Yushin Okami.

O presidente do UFC, Dana White, e seis dos maiores lutadores de MMA do mundo se encontraram no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (25) para a coletiva de imprensa do UFC Rio, o maior evento de MMA do país, a ser realizado no próximo sábado (27).

De um lado, os brasileiros Anderson Silva, Rodrigo Minotauro e Maurício Shogun. Do outro, seus respectivos adversários: o japonês Yushin Okami e os americanos Brendan Schaub e Forrest Griffin.

Como era de se esperar, a atenção dos repórteres estava voltada para Anderson Silva, considerado por muitos – Dana White entre eles – como o melhor lutador da história, peso por peso. Mesmo assim, respondendo a um repórter, Anderson disse que não tem a pretensão de ser tão grande quanto outros ídolos brasileiros, como Airton Senna e Pelé. “Estou longe disso. Não tem como ninguém comparar nenhum atleta brasileiro a Senna e Pelé. Estou apenas trabalhando para alcançar o meu lugar”, afirmou.

Anderson Silva foi recentemente contratado como atleta do Corinthians, seu time do coração, e também falou bastante sobre a parceria entre lutadores e times de futebol. “Usar a camisa do Corinthians no ringue será uma nova fase na minha carreira, e uma oportunidade de unir torcidas. O Minotauro já tem um time patrocinando ele, o Flamengo está interessado no José Aldo… Espero que as torcidas entendam isso, e torçam juntas por nós”, disse Anderson.

O futebol já é realidade nas lutas, mas também foi usado como metáfora por Anderson na hora de explicar a ansiedade de lutar em seu país. “É como Brasil e Argentina no Maracanã”, afirmou.

Para Rodrigo Minotauro, uma lenda do esporte, com mais de 40 lutas e condição de ídolo nos Estados Unidos e Japão, a noite de sábado será especial. “É a minha primeira luta no Brasil. Nunca tive a chance de lutar com a torcida inteira do meu lado, com a minha filha, meu pai e meus alunos na platéria. Será emocionante”, disse.

A torcida por Minotauro será importante. Entre os brasileiros, sua posição é a mais delicada no evento. Se perder para seu adversário, o perigoso Brendan Schaub, é provável que saia do UFC. Dana White fez questão de deixar clara a pressão. “Tudo depende de como for a luta”, afirmou.

O brasileiro menos falante durante a coletiva foi Shogun, ex-campeão de sua categoria e uma das maiores revelações brasileiras no esporte. “Não estou pensando no cinturão ainda. Estou focado na luta, focado no Forrest Griffin”, afirmou.

Brendan Schaub, adversário de Minotauro, revelou que esteve em uma favela da Zona Oeste em sua última visita ao Brasil e que, como tinha prometido, voltou com equipamentos para doar aos meninos e meninas fãs de lutas. “Foi uma experiência incrível. Essas crianças não têm nada. Elas têm ídolos brasileiros, mas não têm equipamentos para treinar. Vim pessoalmente com esses equipamentos e vamos entregar hoje à noite”, afirmou Schaub.

Forrest Griffin, que enfrenta Maurício Shogun, disse que não tinha medo da pressão “de todo mundo” na arena, como afirmou uma repórter. “Não é ‘todo mundo’. É só o Rio de Janeiro, seis milhões de pessoas”, disse, provocando risadas. Mais para o fim da coletiva, Anderson corrigiu a impressão de Griffin. “É o Brasil contra o resto do mundo”, disse. (Globo)

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