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Esportes

Braatz é recebido com festa em Rondon

Com fogos e abra ccedil;os de amigos e familiares foi recepcionado na tarde de ontem (06), em Marechal C acirc;ndido Rondon, o rondonense Roberto Braatz, aacute;rbitro assistente que integrou o uacute;nico trio de arbitragem brasileiro na Copa do Mundo, junto com os ga uacute;chos Carlos Eug ecirc;nio Simon e Altemir Hausmann. O trio atuou em dois jogos (Inglaterra e EUA e Alemanha e Gana) e foi muito elogiado pela imprensa mundial.
ldquo;Meu cora ccedil; atilde;o est aacute; a 100 por hora. Estou tremendo de alegria. Sou uma pessoa realizada, tendo o filho visto por todo o mundo rdquo;, disse emocionada Arlise, m atilde;e de Roberto, ao abra ccedil;ar o filho. ldquo;Ele est aacute; de volta com n oacute;s. Est aacute; feliz e deixou muita gente feliz rdquo;, disse Reinaldo, pai do aacute;rbitro.
ldquo;L aacute; estava ele, de maneira perfeita, uma pessoa de nosso munic iacute;pio que chegou ao aacute;pice daquilo que se prop ocirc;s a fazer de sua vida rdquo;, comentou Anderson Picolo, secret aacute;rio de Esportes e Lazer de Marechal Rondon. ldquo;Os 48 mil rondonenses est atilde;o muito orgulhosos de voc ecirc; Roberto. Esse dia n atilde;o ser aacute; esquecido rdquo;, emendou o prefeito Moacir Froelich.
ldquo;Esse ano foi maravilhoso. Sou privilegiado em minha carreira de arbitragem, que s oacute; teve bons momentos, gra ccedil;as a Deus. Consegui trabalhar em duas partidas na Copa do Mundo, fiz um bom trabalho. O trio brasileiro foi muito bem rdquo;, comentou Roberto. ldquo;Foi algo inimagin aacute;vel estar desfilando na minha cidade num caminh atilde;o do Corpo de Bombeiros rdquo;, disse sorrindo Roberto, ao ser recepcionado na prefeitura do munic iacute;pio. nbsp;
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Mais um jogo
O retorno do trio brasileiro era esperado para mais tarde. Braatz diz que n atilde;o houve nada oficial, mas existiu a expectativa de que o trio brasileiro atuasse em mais um jogo na Copa. ldquo;No momento em que foram eliminadas tr ecirc;s equipes sul-americanas, sobrou apenas Uruguai, houve coment aacute;rios de bastidores, dos meios t eacute;cnicos, entre os pr oacute;prios aacute;rbitros, de que o trio brasileiro seria escalado para mais um jogo rdquo;, revela. ldquo;Num campeonato mundial n atilde;o conta somente a condi ccedil; atilde;o t eacute;cnica, f iacute;sica, s atilde;o outros fatores que n atilde;o ficaremos sabendo nem daqui a 20 anos rdquo;, despistou o rondonense, ao ser questionado porque os brasileiros n atilde;o ficaram mais tempo na Copa.
Ele citou o caso do su iacute; ccedil;o Massimo Busacca, considerado nos dois uacute;ltimos anos o melhor aacute;rbitro do mundo, que realizou uma partida na Copa desse ano; e do o italiano Roberto Rosetti, que teve um erro, mas realizou duas partidas, como exemplos il oacute;gicos de continuidade de aacute;rbitros nas Copas. ldquo;Ficamos at eacute; a pen uacute;ltima fase e criou-se uma expectativa, mas veio o corte e agimos com naturalidade, porque o normal seria ter sido cortado nas oitavas, quando o Brasil classificou e inexplicavelmente ficamos. Essas coisas s atilde;o naturais, acontecem em todas as Copas rdquo;, diz.

Carreira
Para aqueles aacute;rbitros que querem chegar a uma Copa, Braatz fala sobre a Associa ccedil; atilde;o de Aacute;rbitros de Marechal Rondon, existente h aacute; dez anos, como um dos caminhos. Para ele, a uni atilde;o atrav eacute;s de uma associa ccedil; atilde;o eacute; importante para atingir os objetivos. ldquo;Fa ccedil;o parte da Associa ccedil; atilde;o desde o come ccedil;o. Quando ela foi fundada um dos objetivos eacute; para que pud eacute;ssemos estudar, aperfei ccedil;oar mais t eacute;cnicas, dar mais oportunidades aos outros. A Associa ccedil; atilde;o d aacute; momentos de aprendizagem, discutindo toda semana regras de jogo, assistindo v iacute;deos, treinado os aacute;rbitros. Nossa Associa ccedil; atilde;o eacute; reconhecida at eacute; nacionalmente com uma das melhores do interior. Estive em n iacute;vel internacional, o Ito Rannov nacional, temos seis aacute;rbitros estaduais no futebol e mais 12 na primeira divis atilde;o do futsal paranaense rdquo;, informa.

Reconhecimento
Sobre a manifesta ccedil; atilde;o feita atrav eacute;s da imprensa de que havia ficado frustrado por n atilde;o ter tido o reconhecimento do Paran aacute; com sua indica ccedil; atilde;o para a Copa do Mundo, Braatz diz que foi um recado espec iacute;fico a sua Federa ccedil; atilde;o. ldquo;Falei aos meus dirigentes que faria esse manifesto publicamente, n atilde;o s oacute; por Roberto Braatz, mas por outros aacute;rbitros. Temos dois aacute;rbitros, al eacute;m de mim, que s atilde;o aacute;rbitros Fifa, s atilde;o os primeiros da hist oacute;ria do Paran aacute; que chegaram l aacute;. Temos o H eacute;ber Roberto Lopes que tem condi ccedil; otilde;es e eacute; um candidato da Copa do Mundo de 2014. O Paran aacute; fala pouco de seus valores. N atilde;o era porque se tratava de Roberto Braatz, era porque era algu eacute;m do Paran aacute;. Por isso brigo para que o Paran aacute; seja bem representado. Isso valoriza seu trabalho e aumenta seu reconhecimento, fica mais f aacute;cil trabalhar numa competi ccedil; atilde;o nacional quando se eacute; reconhecido em seu Estado rdquo;, explica.

ldquo;Aposentadoria rdquo; nbsp; nbsp; nbsp;
Tendo em vista que a Copa do Mundo tem espa ccedil;o para aacute;rbitros at eacute; 45 anos e Braatz tem 42, essa foi a primeira e uacute;ltima vez que ele participa de um Mundial. Mesmo tendo atingido seu objetivo, o rondonense diz que continuar aacute; atuando. ldquo;Ainda faltam alguns torneios pra mim. Temos mais alguns anos e vou atr aacute;s disso. Enquanto voc ecirc; tem esse sonho de algo melhor, tem que continuar, quando n atilde;o tem mais sonho, tem que parar. Eu ainda busco algumas coisas, como a Copa Am eacute;rica. Quero participar de mais decis otilde;es. No ano passado participei de uma decis atilde;o da Copa do Brasil, esse ano tamb eacute;m quero participar. Vou continuar at eacute; o meu limite de 45 anos rdquo;, garante.

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