Agência EFE

Legenda
Ao disparar uma bomba, de pé esquerdo, contra a França, Neymar fez o 43º gol dele pela Seleção Brasileira e se igualou a Jairzinho e Rivellino na quinta posição do ranking histórico de artilheiros. Isso aos 23 anos. Ou seja, há tempo suficiente para ele chegar aos 95 gols de Pelé, maior artilheiro do país. Dunga, seu atual técnico na Seleção, acha que é questão de tempo.
“Apostamos que isso aconteça, mas o recorde que queremos que ele bata é o de campeão da Copa do Mundo. Quanto aos gols, acho que não terá muito problema”, afirma.
Ou seja, o treinador apoia a corrida de seu capitão, que ainda precisará superar Romário (56), Zico (66) e Ronaldo (67), porém quer mais. Obcecado pela conquista do Mundial, Dunga, sempre que pode, faz questão de ressaltar que esse objetivo deve estar acima de qualquer outro individual.
Técnico e jogador fracassaram nas chances que tiveram. Em 2010, Dunga caiu nas quartas de final para a Holanda. Em 2014, Neymar, machucado, viu o Brasil levar 7 a 1 da Alemanha. Com a experiência de quem venceu, como jogador, e erguei a taça de campeão em 1994, Dunga não se cansa de encher a bola do artilheiro.
Em entrevista concedida hoje (28), na véspera do amistoso contra o Chile, questionado sobre o que Neymar precisa para chegar ao nível de Messi, o técnico afagou seu craque.
“O Neymar chegou muito jovem ao Barcelona, diferente do Messi que praticamente cresceu lá. E, mesmo assim, já consegue ter um papel tão importante. Tantos que as pessoas veem o Neymar. Antes, só viam o Messi no Barcelona, agora também veem o Neymar”, declara. Brasil e Chile se enfrentam às 11 horas de amanhã (29).