Número 58 do mundo, o sul-coreano Hyeon Chung é um dos belos exemplos de jogadores cujo nível de tênis é muito mais alto do que seu ranking. Aos 21 anos, o tenista oriental impressiona pela velocidade, serenidade, habilidade e regularidade.
E essas quatro armas foram fundamentais para ele conquistar a maior vitória da carreira, nesta segunda-feira, nas oitavas de final do Aberto da Austrália: 7/6 (7/4), 7/5 e 7/6 (7/3), contra o sérvio Novak Djokovic (14º), numa batalha de 3h21m. É a primeira vez na história que um representante, no masculino ou feminino, da Coreia do Sul alcança as quartas de final de um Grand Slam.
Curiosamente, Chung começou a jogar aos seis anos e seu ídolo na adolescência era justamente Djokovic, por seu 'fantástico jogo e força mental', segundo seu perfil no site da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais).
Logo após a partida, ainda na quadra, o sul-coreano fez questão de falar da sua admiração pelo sérvio, recordista de títulos (seis) na Era Aberta (desde 1968), em Melbourne:
– É um sonho. Estou muito feliz, foi um prazer jogar com Novak. Eu me espelho nele – disse o fenômeno oriental, quando questionado sobre sua incrível flexibilidade.
"When I was young I just tried to copy Novak (Djokovic) because he was my idol."
– Hyeon #Chung