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Rondonense quer entrar no ranking dos 400 melhores tenistas

calendar_month 24 de outubro de 2013
4 min de leitura
Arquivo Strada
Marlon disputou seis torneios no Egito, por intermédio do Sierra Savoy Internacional Tennis Open. Na foto, detalhe dos treinamentos realizados

Entrar no ranking dos 400 melhores tenistas profissionais é a meta do rondonense Marlon Oliveira para 2014. Este era o objetivo dele para este ano, contudo, foi postergado em virtude de uma lesão. Marlon machucou as costas por overtraining, ou seja, devido à intensa rotina de jogos e treinamentos, ficando sem atuar por mais de cinco meses.

Há cerca de 15 dias, Marlon esteve em Marechal Cândido Rondon visitando os pais, familiares e amigos, e neste período participou em Toledo do torneio Prati-Donaduzzi Tennis Open, sagrando-se campeão na Primeira Classe, recebendo premiação de R$ 1,5 mil. Em sua estada na cidade, Marlon concedeu entrevista à reportagem de O Presente, ocasião em que falou sobre sua trajetória como atleta, conquistas, torneios, metas e a mudança para Curitiba.

A lesão que tirou o rondonense de campeonatos ocorreu no mês de fevereiro em uma maratona de jogos realizados no México, durante o 12º Berimbau Internacional Tennis Open, e ele só pôde voltar a jogar tênis em meados de agosto. Foram meses de grandes mudanças, aprendizado e reflexão para Marlon, que precisou rever planos e metas.

Não bastasse a lesão e o período de recuperação até voltar a treinar, o tenista teve outra mudança em sua carreira, dessa vez para melhor: recebeu uma proposta irrecusável do Clube Curitibano e mudou-se de Balneário Camboriú (SC), onde treinava há mais de cinco anos, para Curitiba, onde está há pouco mais de quatro meses.

De acordo com o rondonense, a saída de Balneário e a ida a Curitiba se deve a questões financeiras. Segundo o atleta, o custo de vida é muito alto em Camboriú e ele ainda não conta com patrocinadores. A fonte de sua renda vem das premiações nos torneios profissionais e da grande ajuda prestada pelos pais. Outro detalhe apontado pelo tenista é que o Clube Curitibano tem ótimos resultados, com maior número de jogadores campeões em disputas.

Torneios

Uma série de campeonatos foi disputada por Marlon Oliveira no Egito entre o final de agosto e o final do mês de setembro, por intermédio do Sierra Savoy Internacional Tennis Open. Foram seis torneios e vitórias em várias primeiras rodadas na categoria simples, porém ele não conseguiu avançar. Já nas duplas, fez três semifinais nos torneios future. O retorno do Egito ocorreu há cerca de quatro semanas.

Marlon comenta que neste ano ainda poderá participar de torneios profissionais no Paraná, nas cidades de Cascavel e Foz do Iguaçu, mas nada está decidido, uma vez que surgiu a oportunidade de participar de torneios sul-americanos que serão realizados no Brasil, Colômbia e Venezuela, sendo que nestes dois últimos países serão dois torneios seguidos.

A confirmação virá por parte de seu treinador, que dirá onde terá mais chance de vitória e crescimento. Todos esses campeonatos somam pontos no ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP).

Praticante da modalidade de tênis desde os dez anos de idade – hoje com 24 -, Marlon iniciou como todo esportista, vindo das bases. Participou de torneios no município e na região, em juvenis e de classes, até chegar ao nível profissional, categoria na qual conquistou inúmeros feitos, chegando ao pódio diversas vezes.

O rondonense projetava chegar ao final deste ano entre os 400 melhores tenistas profissionais, contudo o projeto de 2013 ficou para 2014, devido à lesão sofrida nesse ano e ao desgastante período de recuperação. Ocupando atualmente a posição 1.110 no ranking, Marlon já esteve entre os 700 melhores tenistas, sendo 711 na categoria dupla e 798 na categoria simples.

Sobre torneios mundiais como Wimbledon, Roland Garros e US Open, o tenista disse que é preciso figurar entre os 250 melhores no ranking para se classificar e ter o direito de participar desses campeonatos.

Apesar de distante e de ser um sonho, Marlon menciona que pretende um dia estar no Top 100 para poder participar de grandes torneios. Para o futuro, ele objetiva continuar no tênis e analisa se desenvolverá projeto profissional ou projeto social com crianças.

 
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