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| Marlon disputou seis torneios no Egito, por intermédio do Sierra Savoy Internacional Tennis Open. Na foto, detalhe dos treinamentos realizados |
Entrar no ranking dos 400 melhores tenistas profissionais é a meta do rondonense Marlon Oliveira para 2014. Este era o objetivo dele para este ano, contudo, foi postergado em virtude de uma lesão. Marlon machucou as costas por overtraining, ou seja, devido à intensa rotina de jogos e treinamentos, ficando sem atuar por mais de cinco meses.
Há cerca de 15 dias, Marlon esteve em Marechal Cândido Rondon visitando os pais, familiares e amigos, e neste período participou em Toledo do torneio Prati-Donaduzzi Tennis Open, sagrando-se campeão na Primeira Classe, recebendo premiação de R$ 1,5 mil. Em sua estada na cidade, Marlon concedeu entrevista à reportagem de O Presente, ocasião em que falou sobre sua trajetória como atleta, conquistas, torneios, metas e a mudança para Curitiba.
A lesão que tirou o rondonense de campeonatos ocorreu no mês de fevereiro em uma maratona de jogos realizados no México, durante o 12º Berimbau Internacional Tennis Open, e ele só pôde voltar a jogar tênis em meados de agosto. Foram meses de grandes mudanças, aprendizado e reflexão para Marlon, que precisou rever planos e metas.
Não bastasse a lesão e o período de recuperação até voltar a treinar, o tenista teve outra mudança em sua carreira, dessa vez para melhor: recebeu uma proposta irrecusável do Clube Curitibano e mudou-se de Balneário Camboriú (SC), onde treinava há mais de cinco anos, para Curitiba, onde está há pouco mais de quatro meses.
De acordo com o rondonense, a saída de Balneário e a ida a Curitiba se deve a questões financeiras. Segundo o atleta, o custo de vida é muito alto em Camboriú e ele ainda não conta com patrocinadores. A fonte de sua renda vem das premiações nos torneios profissionais e da grande ajuda prestada pelos pais. Outro detalhe apontado pelo tenista é que o Clube Curitibano tem ótimos resultados, com maior número de jogadores campeões em disputas.
Torneios
Uma série de campeonatos foi disputada por Marlon Oliveira no Egito entre o final de agosto e o final do mês de setembro, por intermédio do Sierra Savoy Internacional Tennis Open. Foram seis torneios e vitórias em várias primeiras rodadas na categoria simples, porém ele não conseguiu avançar. Já nas duplas, fez três semifinais nos torneios future. O retorno do Egito ocorreu há cerca de quatro semanas.
Marlon comenta que neste ano ainda poderá participar de torneios profissionais no Paraná, nas cidades de Cascavel e Foz do Iguaçu, mas nada está decidido, uma vez que surgiu a oportunidade de participar de torneios sul-americanos que serão realizados no Brasil, Colômbia e Venezuela, sendo que nestes dois últimos países serão dois torneios seguidos.
A confirmação virá por parte de seu treinador, que dirá onde terá mais chance de vitória e crescimento. Todos esses campeonatos somam pontos no ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP).
Praticante da modalidade de tênis desde os dez anos de idade – hoje com 24 -, Marlon iniciou como todo esportista, vindo das bases. Participou de torneios no município e na região, em juvenis e de classes, até chegar ao nível profissional, categoria na qual conquistou inúmeros feitos, chegando ao pódio diversas vezes.
O rondonense projetava chegar ao final deste ano entre os 400 melhores tenistas profissionais, contudo o projeto de 2013 ficou para 2014, devido à lesão sofrida nesse ano e ao desgastante período de recuperação. Ocupando atualmente a posição 1.110 no ranking, Marlon já esteve entre os 700 melhores tenistas, sendo 711 na categoria dupla e 798 na categoria simples.
Sobre torneios mundiais como Wimbledon, Roland Garros e US Open, o tenista disse que é preciso figurar entre os 250 melhores no ranking para se classificar e ter o direito de participar desses campeonatos.
Apesar de distante e de ser um sonho, Marlon menciona que pretende um dia estar no Top 100 para poder participar de grandes torneios. Para o futuro, ele objetiva continuar no tênis e analisa se desenvolverá projeto profissional ou projeto social com crianças.
