Avançar à fase de mata-mata da Copa do Mundo no primeiro lugar do grupo C é tratado como fundamental pela seleção brasileira. E isso não tem relação com maior ou menor grau de dificuldade dos possíveis adversários nas próximas fases.
Caso garanta a liderança de sua chave, o Brasil terá uma logística facilitada na fase final, manterá a sua base em Nova Jersey e ainda contará com mais tempo para treinos e recuperação física dos atletas antes das oitavas e das quartas de final.
Se continuar na primeira colocação (no momento está à frente do Marrocos pelo saldo de gols), a Seleção treinará no CT Columbia Park até o fim da Copa.
O moderno e recém-inaugurado complexo do New York Red Bulls é a casa do Brasil desde a chegada nos Estados Unidos, há três semanas. O grupo também seguirá hospedado no mesmo hotel, que recebeu uma série de adaptações da CBF para melhor atender aos atletas e funcionários.
Já se passar no segundo lugar, a Seleção ficaria distante de sua atual base – inclusive com uma viagem ao México -, de modo que a CBF entende não ser vantajoso retornar a Nova Jersey após cada um dos compromissos. Neste cenário, o Brasil ficaria itinerante, treinando e se hospedando nas cidades em que jogar.
A final da Copa do Mundo acontece em 19 de julho, no estádio de Nova York/Nova Jersey.
Caminho se passar em primeiro
- Segunda fase: 29 de junho – Houston
- Oitavas de final: 5 de julho – Nova Jersey
- Quartas de final: 11 de julho – Miami
- Semifinal: 15 de julho – Atlanta
Caminho se passar em segundo
- Segunda fase: 29 de junho – Monterrey
- Oitavas de final: 4 de julho – Houston
- Quartas de final: 9 de julho – Boston
- Semifinal: 14 de julho – Dallas
Caso avance até a final, o Brasil terá o mesmo tempo para descanso e treinamento nos dois cenários: 20 dias. Porém, a distribuição é diferente. Classificando-se em primeiro, terá um intervalo maior antes das oitavas e das quartas de final (seis dias), e menor antes da semi e da final (quatro dias). Passando em segundo, terá sempre cinco dias entre cada fase.
Nosso objetivo é passar em primeiro, estamos trabalhando para isso. É uma logística que favorece nas viagens, no tempo de descanso e na recuperação. É um objetivo nosso e vamos em busca disso – disse o meia Lucas Paquetá.
Não é possível prever o caminho em uma eventual classificação no terceiro lugar do grupo, já que isso dependeria dos resultados de outras chaves.
Para estar pronta para os diferentes cenários, meses atrás a CBF enviou uma comitiva a cada uma das cidades em que a Seleção pode jogar. Essa equipe contava com funcionários da área de logística, fisiologia e até mesmo um chef de cozinha. O objetivo foi conhecer as instalações que podem ser usadas e as especificidades de cada lugar, para evitar contratempos.
A gente vai em busca do que era o objetivo desde a nossa primeira partida, por inúmeras vantagens que a gente imagina ter na próxima fase, não em relação a adversário, mas na questão de logística – disse o diretor de seleções masculinas do Brasil, Rodrigo Caetano.
A gente tem plano B e C. Deixamos claro desde o início que a nossa intenção é que o plano A fosse confirmada, mas vai depender da última rodada. Primeiro de tudo temos que classificar bem, fazer outro bom jogo, vencer e esperar o resultado do nosso adversário – completou o dirigente.
O Brasil está empatado com Marrocos com quatro pontos. A Escócia tem três, enquanto o Haiti não pontuou e já está eliminado. Assim, é possível que a colocação final do grupo C seja definida em critérios de desempate (confronto direto, saldo de gols, gols marcados e cartões).
A Seleção encara a Escócia às 19h (de Brasília), na próxima quarta-feira, em Miami. Já Marrocos e Haiti se enfrentam no mesmo horário, em Atlanta.
Com ge
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