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Vaga na Libertadores vira “salvação” da Sul-Americana

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Pela primeira vez na hist oacute;ria, o campe atilde;o da Copa Sul-Americana ganhar aacute; uma vaga na Copa Libertadores da temporada seguinte. A novidade foi introduzida pela Conmebol e entra em vigor j aacute; em 2010, no torneio que come ccedil;a a partir do pr oacute;ximo dia 03 de agosto. Com isso, o campeonato ganha um atrativo a mais e deve ser o mais disputado dos uacute;ltimos tempos.
Desde 2002, ano de realiza ccedil; atilde;o da primeira edi ccedil; atilde;o do certame, o time que conquistasse o t iacute;tulo ao t eacute;rmino do torneio n atilde;o ganhava nada al eacute;m de um trof eacute;u e uma irris oacute;ria quantia em dinheiro. A competi ccedil; atilde;o n atilde;o conseguiu ganhar o status que tinha antes a Copa Mercosul, por exemplo, que at eacute; era valorizada por ser disputada apenas por grandes clubes sul-americanos.
Como a Libertadores sempre foi o principal sonho de consumo de todos os times da Am eacute;rica, a Sul-Americana chegou e n atilde;o conseguiu ficar nem em terceiro plano, j aacute; que muitas vezes as principais equipes entravam em campo com seus times reservas. O procedimento visava n atilde;o atrapalhar o desempenho dos clubes em seus respectivos campeonatos nacionais, pois estes sim garantem vaga no torneio n uacute;mero 1 do continente.
Por isso, a Conmebol mudou o regulamento para 2010 e isso deve fazer com que os clubes – principalmente os brasileiros, que na maior parte das vezes desdenharam da competi ccedil; atilde;o – tratem a Sul-Americana com outros olhos, j aacute; que agora este passa a ser o caminho mais r aacute;pido para a Libertadores.

Outra vis atilde;o
A mudan ccedil;a de regulamento deve mudar comportamento de brasileiros: as equipes do pa iacute;s v atilde;o olhar a competi ccedil; atilde;o de outro modo a partir de agora. Com a vaga na Libertadores ao campe atilde;o assegurada, os times brasileiros precisam de apenas dez jogos bem-sucedidos para levantar o trof eacute;u e garantir presen ccedil;a no principal campeonato do continente em 2011. Parece, principalmente para as equipes com menos recursos financeiros, muito mais simples do que ter que disputar exaustivos 38 partidas no Campeonato Brasileiro.
Al eacute;m disso, a S eacute;rie A eacute; marcada por imenso equil iacute;brio e todas as equipes entram com chances iguais de brigar pelas primeiras posi ccedil; otilde;es ou de lutar contra o rebaixamento. Pelo grande equil iacute;brio a dificuldade acaba sendo muito maior, o que n atilde;o acontece na Copa Sul-Americana, disputada por diversos times fr aacute;geis como o Trujillanos (Venezuela), a Universidade C eacute;sar Vallejo (Peru) e o Atl eacute;tico Huila (Col ocirc;mbia).
No caso de Gr ecirc;mio Prudente e Atl eacute;tico-MG, por exemplo. Quem avan ccedil;ar desse confronto encara, nas oitavas-de-final, Caracas (Venezuela), Deportivo Lara (Equador) ou Santa F eacute; (Col ocirc;mbia). Com nova vit oacute;ria, j aacute; est aacute; as quartas-de-final e a apenas seis partidas da vaga na Libertadores de 2011. Parece tarefa mais f aacute;cil do que ter que encarar dezenas de cansativas partidas no Brasileiro e ainda contar com os trope ccedil;os dos rivais, que geralmente possuem equipes equivalentes.
Por isso, possivelmente veremos Palmeiras, Gr ecirc;mio, Santos, Atl eacute;tico-MG, Gr ecirc;mio Prudente, Ava iacute;, Vit oacute;ria e Goi aacute;s devem tratar o campeonato com mais seriedade do que a maioria de seus antecessores, que disputaram a competi ccedil; atilde;o com times reservas. Eacute; prov aacute;vel ent atilde;o que possamos ver mais de um clube brasileiro entre os quatro finalistas do torneio, fato que jamais aconteceu nos oito anos de disputa da Copa Sul-Americana.

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