Os bancários e os empresários negociaram ontem (10) por 16 horas até chegarem a um acordo sobre o reajuste salarial deste ano. A decisão será levada às assembleias locais para ser votada na próxima segunda-feira (14) e, se aprovada, a greve chegará ao fim.
Pela proposta, a categoria terá aumento de 8% (aumento real de 1,82%) o índice de reajuste sobre os salários e as verbas, para 8,5% sobre o piso salarial (ganho real de 2,29%) e 10% sobre o valor fixo da regra básica e sobre o teto da parcela adicional da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A proposta também eleva de 2% para 2,2% o lucro líquido a ser distribuído linearmente na parcela adicional da PLR.
O principal impasse nas negociações da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), era quanto ao dias parados. Os bancários queriam anistia, enquanto os bancos queria a reposição em 180 dias. O acordo final determinou que seja feita a compensação de duas horas diárias até o dia 15 de dezembro, com um hora extra.