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Bancários deflagram greve a partir de hoje em todo o país

calendar_month 19 de setembro de 2013
3 min de leitura
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A greve foi iniciada hoje (19) e deve ser por tempo indeterminado

Após decisões tomadas em assembleias gerais promovidas em todas as bases sindicais do país, os bancários deflagram greve geral hoje (19), por tempo indeterminado. O motivo é a falta de um acordo entre os sindicatos dos trabalhadores e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) quanto ao reajuste salarial da categoria, bem como em relação a outras reivindicações da classe.

Em reunião entre as partes, a Fenaban propôs reajuste salarial de 6,1%, enquanto a proposta do sindicato dos funcionários era de 11,93%, o que desagradou os empregados. De acordo com o presidente da base de Toledo do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Sintraf), João Carlos Padilha, a pauta de reivindicações ainda abrange melhores condições de trabalho, mais contratações de funcionários, mais segurança nas agências bancárias e o fim das metas abusivas.

“Também queremos que sejam contratadas pessoas negras, pois atualmente é muito difícil haver negros nas entidades bancárias”, complementa o presidente. Os sindicalistas ainda querem que as instituições cumpram o índice de contratação de 5% de funcionários portadores de deficiência.

A preocupação central, segundo o presidente, é a melhoria das condições de trabalho, pois a clientela dos bancos é grande e o número de funcionários é considerado reduzido. “Muitas vezes se observa que o banco possui dez guichês, mas somente duas pessoas atendendo. Isso gera fila e o bancário não consegue atender bem o cliente, muitas vezes ficando doente e produzindo menos ainda”, relata Padilha.

Por outro lado, o presidente aponta que no primeiro semestre os seis maiores bancos do país tiveram um lucro de R$ 30 bilhões. “Isso sem contar o provisionamento de inadimplência, cujo valor não conta como lucro mesmo quando a inadimplência não se confirma”, ressalta.

Impacto

Na visão do presidente, a adesão à greve deve ser maciça na maioria dos 12 municípios abrangidos pela base sindical de Toledo. Atualmente, conforme Padilha, existem em torno de 470 bancários na região. “O contingente deverá ser de no mínimo dois bancários e no máximo 10%, até cinco pessoas. Nenhuma agência da região tem mais de 60 funcionários, portanto, na agência do Banco do Brasil de Toledo, por exemplo, que tem 54 empregados, serão liberados cinco para trabalharem”, explica.

Muitas pessoas procuraram os serviços bancários na véspera do início da greve, ontem (18), para fazer frente às suas demandas financeiras, temendo ficar sem a prestação do serviço nos próximos dias. Já a aprovação da greve ocorreu durante assembleias realizadas nas bases sindicais no dia 12 de setembro.

O sindicalista lembra que a minuta foi entregue à Fenaban no dia 30 de julho, portanto houve mais de um mês para análise dos itens reivindicados. “A proposta deles se limitou ao valor de reajuste e não contemplou outros avanços”, lamenta Padilha, justificando a deliberação pela greve.

Os gerentes de agências bancárias de Marechal Cândido Rondon, tais como Caixa Econômica e Banco do Brasil, informam que, durante o período da greve, que é indeterminado, serão mantidos os serviços essenciais na internet, terminais de autoatendimento e correspondentes bancários.

 
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