Bancários de todo o país farão hoje (26) à noite assembleia para definir sobre o início da paralisação da categoria a partir de amanhã (27). Segundo informações da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), a greve valerá para bancos públicos e privados.
Essa [votar pela greve] é a orientação do comando nacional por conta do processo de negociação. Já tivemos cinco rodadas de negociação e a última proposta vai trazer 0,58% de aumento real para os bancários, menos de 1%, disse o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro.
Na sexta-feira (26) a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou uma proposta com índice de reajuste de 8%, não aceita pelos bancários que pedem um reajuste de 12,8%. O Comando Nacional de Greve também considerou que a proposta não contempla a valorização do piso da categoria nem prevê aumento na Participação dos Lucros e Resultados.
Os bancários pedem valorização do piso salarial, aumento do vale-alimentação, auxílio-educação com pagamento para graduação e pós-graduação, ampliação das contratações, combate às terceirizações e à rotatividade e aumento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Os trabalhadores também pedem mais segurança nas agências, pois, de acordo com Cordeiro, 31 pessoas morreram em frente a agência bancárias devido a ação de bandidos.
Hoje, o que acontece é um crime conhecido como saidinha, no qual os olheiros ficam do lado de fora dos bancos para ver quem está sacando e abordam essas pessoas depois. Temos uma proposta, que está sendo implementada em algumas capitais, que é a instalação de biombos entre a fila e a bateria de caixas, o que impede a visualização de quem está sacando o dinheiro, explicou.
Para evitar que mais crimes ocorram, eles pedem que haja isenção de tarifas para transferências entre bancos. Em muito casos, segundo Cordeiro, a pessoa saca o dinheiro em um banco para depositar em outro e não pagar a tarifa. (Agência Brasil)
Após o oferecimento da denúncia pelo MPF, os ministros do STJ analisarão se aceitam abrir ação penal contra os acusados. Caso isso ocorra, eles responderão ao processo na condição de réus. (Agência Brasil)