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Biogás poderá suprir uma cidade inteira do Oeste do Paraná

calendar_month 24 de outubro de 2013
2 min de leitura

A partir de 2014, Entre Rios do Oeste, município de quatro mil habitantes, localizado em uma região de alta produtividade agrícola e pecuária, dará o primeiro passo para se tornar autossuficiente em energia elétrica, térmica e automotiva, com base na produção do biogás, gerado do aproveitamento de esgotos urbanos e dos dejetos gerados por suínos e gado.

O aproveitamento do biogás para produzir energia será um dos casos apresentados no 2º Fórum Mundial de Desenvolvimento Econômico Local, que discutirá o sucesso de modelos locais de características sustentáveis, capazes de gerar emprego e renda para a comunidade. Em torno de 2,5,mil pessoas de 55 países já confirmaram participação no evento, entre terça (29) e sexta-feira (1º), em Foz do Iguaçu.

Recursos garantidos

Depois de três anos de estudos, o projeto de saneamento de Entre Rios do Oeste, que prevê o aproveitamento dos dejetos de animais e dos esgotos urbanos para produção de biogás, recebeu sinal verde da Diretoria de Energia da Copel para ter a sua primeira fase financiada pelo Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que regulamenta o mercado de eletricidade.

O projeto, desenvolvido pela Plataforma de Energias Renováveis de Itaipu e Copel, deverá ser executado pela prefeitura e vai receber R$ 14 milhões em recursos para a implantação da primeira fase. Essa etapa compreende 63 das 93 propriedades rurais produtoras de suínos e gado de leite localizadas no município.

Estas propriedades podem produzir 12 mil metros cúbicos de biogás por dia, suficientes para gerar energia elétrica para atender toda a demanda dos prédios públicos municipais, incluindo as escolas, e suprir a iluminação pública. Haverá ainda uma sobra de 44% deste volume, que será utilizada para abastecer com energia térmica a maior olaria do município, substituindo o uso de lenha, cada vez mais escassa.

Uma autarquia municipal, criada por lei da Câmara de Vereadores, ficará responsável pela implantação e fiscalização das obras e ainda pelo gerenciamento das energias geradas no projeto, após a implantação.

 
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