Apesar de ser considerado por muitos uma boa oportunidade de adolescentes conseguirem o primeiro emprego, a Guarda Mirim de Marechal C acirc;ndido Rondon j aacute; n atilde;o tem a mesma atua ccedil; atilde;o de anos anteriores. Uma lei federal aprovada para disciplinar o emprego do menor fez com que o n uacute;mero de adolescentes beneficiados com a institui ccedil; atilde;o rondonense ca iacute;sse, em cinco anos, de 600 para 80. Destes, atualmente 27 t ecirc;m v iacute;nculo com o mercado de trabalho.
Segundo o presidente da Guarda Mirim, Victor Hugo Borgmann, contratar um menor aprendiz e um empregado normal eacute; uma diferen ccedil;a muito pequena. No entanto, o adolescente tem uma s eacute;rie de restri ccedil; otilde;es, sendo destinado basicamente a prestar servi ccedil;os administrativos. ldquo;O que precisamos eacute; basicamente a colabora ccedil; atilde;o do empres aacute;rio, que deveria pensar no lado social, em ajudar a retirar o adolescente da rua rdquo;, declara.
O dirigente admite que as dificuldades do menor aprendiz em conseguir emprego t ecirc;m feito com que a Guarda Mirim deixasse de ser atrativa. Isto porque, segundo ele, o adolescente fica desmotivado em s oacute; receber treinamento e n atilde;o conseguir uma vaga no mercado de trabalho. ldquo;Por isso, a Guarda Mirim est aacute; se readequando. Estamos fazendo parceria com a Faculdade Luterana Rui Barbosa (Falurb) e com o Sesc para que profissionais destas institui ccedil; otilde;es venham at eacute; a nossa entidade para que deem treinamentos, que eacute; uma obriga ccedil; atilde;o da legisla ccedil; atilde;o. Se n atilde;o fizermos isso, n atilde;o poderemos mais viabilizar a Guarda, porque o menor aprendiz tem que ser treinado no local de trabalho e fora do local, onde vai aprender uma s eacute;rie de quest otilde;es sobre o mercado de trabalho rdquo;, afirma.
Dificuldade
Borgmann ressalta que a maior dificuldade hoje eacute; em rela ccedil; atilde;o ao emprego. ldquo;Temos que apelar muito mais para o lado social para que haja uma conscientiza ccedil; atilde;o do empres aacute;rio e ele nos ajude nessa tarefa. O diferencial de um aprendiz e de um emprego normal eacute; muito pequeno. O empres aacute;rio tem que considerar este diferencial como um investimento social. Se formos agrave; delegacia analisar o iacute;ndice de infra ccedil; otilde;es envolvendo adolescentes, na eacute;poca que a Guarda tinha cerca de 600 jovens era muito menor do que hoje. Se o adolescente n atilde;o tem com o que se preocupar, acaba ficando na rua e fica vulner aacute;vel a a ccedil; otilde;es negativas rdquo;, opina.
Intermedia ccedil; atilde;o
A Guarda Mirim eacute; respons aacute;vel pela intermedia ccedil; atilde;o do emprego entre a empresa e o menor aprendiz. Para que isso seja vi aacute;vel a empresa tem que se prontificar a dar o treinamento da parte interna e a Guarda, atrav eacute;s de conv ecirc;nios, tamb eacute;m oferece capacita ccedil; atilde;o. ldquo;Com isso a Guarda viabiliza o menor no mercado de trabalho. E o adolescente pode ser inserido de duas formas: uma delas eacute; a empresa contratar o menor. A segunda op ccedil; atilde;o eacute; o menor ser contratado pela Guarda Mirim, com todas as garantias previstas em lei, e ele vai ficar dispon iacute;vel para a empresa que n oacute;s firmarmos conv ecirc;nio rdquo;, detalha o presidente.
Reestrutura ccedil; atilde;o
A estrutura da Guarda Mirim j aacute; disp otilde;e de salas para treinamento e equipamentos. O objetivo agora eacute; firmar os conv ecirc;nios para que treinamentos sejam disponibilizados aos adolescentes. No passo seguinte, explica Borgmann, a inten ccedil; atilde;o eacute; procurar empres aacute;rios e inclusive a Acimacar como meio de firmar parceria e incentivar a contrata ccedil; atilde;o de menores aprendizes em Marechal Rondon. ldquo;Como j aacute; tivemos a colabora ccedil; atilde;o de quem trabalha com a educa ccedil; atilde;o, como a Falurb e o Sesc, vamos pedir a colabora ccedil; atilde;o da Acimacar porque esta entidade eacute; um elo entre os empres aacute;rios e a sociedade rdquo;, conclui.
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