Os recentes casos confirmados de febre aftosa registrados no país vizinho, o Paraguai, colocaram em alerta toda a região de fronteira do Paraná. Em virtude disso o prefeito em exercício de Marechal Rondon, Silvestre Cottica, convocou uma reunião nesta quarta-feira, com o chefe do escritório local da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (SEAB), Nilson de Freitas Gouveia, e com o Secretário de Agricultura, que também preside o Conselho Municipal de Desenvolvimento Agropecuário, Urbano Mertz, para deliberar sobre o assunto.
Durante o encontro foi decidido por algumas medidas que serão tomadas no intuito de prevenir que a doença possa atingir a região. Inicialmente a administração municipal, em conjunto com o Conselho de Desenvolvimento Agropecuário, encaminhará documento a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, para que aumentem o efetivo na região, para que a fiscalização seja mais abrangente. A Polícia Militar também foi solicitada, para que façam a fiscalização junto às embarcações que chegam em Porto Mendes.
Cottica ressaltou que o objetivo principal é alertar a população para que não tragam produtos de origem animal do país vizinho e que evitem transitarem nas regiões afetadas. Conforme Silvestre, mesmo a vacinação contra a doença ter atingido 99% do rebanho da região, as medidas preventivas devem ser adotadas e cumpridas. Tomamos a iniciativa de convidar o chefe local da SEAB e o secretário de Agricultura, para definir algumas ações. O objetivo é fazer um mutirão de prevenção ao foco de febre aftosa, evitando desta forma problemas e prejuízos aos nossos produtores rurais. Também teremos o apoio da Polícia Militar, enfatizou o prefeito.
O foco da doença foi confirmado em uma fazenda no Departamento de San Pedro, a cerca de 230 quilômetros da divisa de Marechal Cândido Rondon. O chefe da SEAB local, Nilson de Freitas Gouveia, menciona que o incremento na vigilância na região de fronteira é muito importante. Ele destaca também que a orientação aos produtores e a colaboração dos mesmos é fundamental. O produtor deve estar ciente dos problemas que a aftosa pode trazer, por isso deve obedecer as normas estabelecidas, como para o transporte e comercialização de animais. Não podemos aceitar a entrada de produtos de origem animal do país vizinho. Todos devem ter esta consciência. Os prejuízos econômicos para o país, caso a região seja afetada pela doença, serão muito grandes, acrescenta Gouveia.