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| Com o aumento de até 100% nos preços de verduras e frutas, o consumidor já está sentindo no bolso a alta nos preços: todo o verão a situação é a mesma (Foto: Maria Cristina Kunzler) |
Todo o ver atilde;o eacute; a mesma coisa, e neste n atilde;o poderia ser diferente. As intemp eacute;ries afetaram diretamente a produtividade de hortali ccedil;as e frutas, especialmente no Sudoeste e Sul do Brasil. Enquanto que em algumas regi otilde;es houve excesso de chuva, em outras foram as altas temperaturas as grandes vil atilde;s. Como consequ ecirc;ncia, al eacute;m da qualidade inferior do produto tamb eacute;m h aacute;, principalmente, alta nos pre ccedil;os.
Em Marechal C acirc;ndido Rondon, produtores rurais j aacute; est atilde;o sentindo no bolso o preju iacute;zo. Para se ter uma ideia, a Associa ccedil; atilde;o Central dos Produtores Rurais Ecol oacute;gicos (Acempre), que normalmente disp otilde;e de cerca de 150 produtos, entre coloniais e hortali ccedil;as e frutas org acirc;nicas, atualmente tem dispon iacute;vel somente em torno de 60. Balc otilde;es e refrigeradores que sempre estavam cheios hoje est atilde;o praticamente vazios. ldquo;O tomate que foi plantado primeiro sofreu com o excesso de chuva e depois com o calor, e por isso acabou apodrecendo tudo. O calor faz com que n atilde;o se produza rdquo;, mencionam a vendedora Irene Cordeiro de Gois e a auxiliar administrativa Franciele Aline Fries, segundo as quais nem houve reajuste de pre ccedil;o, pois n atilde;o h aacute; produto a oferecer ao consumidor.
Com a falta de hortali ccedil;as e frutas, o movimento na Acempre tamb eacute;m diminuiu. Clientes nem procuram mais a associa ccedil; atilde;o, pois est atilde;o optando em ligar diretamente para saber se o estoque j aacute; est aacute; reposto ou n atilde;o. ldquo;S oacute; temos alface, tempero verde, pepino e mandioca. J aacute; em rela ccedil; atilde;o aos produtos coloniais o abastecimento est aacute; normal rdquo;, comentam. ldquo;Se j aacute; eacute; dif iacute;cil para o produtor convencional, imagina para o org acirc;nico rdquo;, acrescentam.
Alta nos pre ccedil;os
O encarregado do setor de compras de frutas e verduras do Supermercado Cercar, Gilberto Duarte de Andrade, explica que no estabelecimento a qualidade de hortali ccedil;as e frutas n atilde;o foi t atilde;o afetada. No entanto, o pre ccedil;o dos produtos aumentou bastante. ldquo;Percebemos que no caso da couve-flor, repolho, chuchu, cenoura, laranja, melancia, dentre outros, o reajuste do pre ccedil;o foi de 60% a 70%. Em alguns casos, como estamos na entressafra, naturalmente a qualidade diminui rdquo;, aponta.
Por enquanto, no supermercado rondonense n atilde;o est aacute; havendo falta de algum produto espec iacute;fico pela quest atilde;o do clima. ldquo;A uacute;nica diferen ccedil;a eacute; quanto ao pre ccedil;o rdquo;, declara, acrescentando que 90% das hortali ccedil;as e frutas s atilde;o compradas de outros Estados, como S atilde;o Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.
Aumento geral
O gerente geral do Allmayer Supermercado, Luiz Alberto Orth, por sua vez, ressalta que em regi otilde;es com muita chuva o produtor est aacute; perdendo muita verdura, o que ocasiona em baixa na qualidade e alta no pre ccedil;o. ldquo; Eacute; algo que acontece todos os anos. A laranja teve um reajuste de 50% no pre ccedil;o que era comercializado antes e agora, assim como no chuchu. Para se ter uma ideia, somente o tomate continua com o pre ccedil;o bom, que chegou at eacute; a cair, pois acreditamos que o fornecedor est aacute; trazendo o produto de uma regi atilde;o que n atilde;o foi afetada pelo clima. O restante subiu tudo rdquo;, revela.
De acordo com Orth, no caso da couve-flor, por exemplo, que antes o supermercado comprava por menos de
R$ 2, agora est aacute; custando
R$ 4. ldquo;O consumidor j aacute; est aacute; sentindo no bolso rdquo;, diz.
