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Clima seco favorece Síndrome Respiratória Aguda Grave

calendar_month 21 de agosto de 2013
3 min de leitura
Carina Ribeiro/OP
Medicamentos antivirais estão sendo disponibilizados em todas as unidades de saúde e hospitais, sendo fornecido ao paciente a partir de receita médica

O Setor de Saúde de todo o Paraná está se voltando para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que neste ano já atingiu em torno de 3,8 mil pessoas no Estado.

São caracterizados como SRAG os casos de síndrome gripal que evoluem com comprometimento da função respiratória, sem outra causa específica. Podem ser causados por vírus respiratórios, dentre os quais predominam Influenza; ou por bactérias, fungos e outros agentes. Do total de casos registrados de janeiro até 16 de agosto, houve 332 mortes (8,5%). Do total de óbitos, somente 53 (ou 15,9%) foram por Influenza (vírus da gripe).

Conforme boletim emitido pela Secretaria de Estado da Saúde, a faixa etária mais acometida foi a infantil, de zero a dois anos, que teve 973 casos da Síndrome (26%), vindo em seguida a terceira idade, já que houve 703 casos (18,8%).

Na 20ª Regional de Saúde de Toledo, que abrange 18 municípios, foram registrados 45 casos de SRAG, das quais sete foram por Influenza. No entanto, não houve caso de morte, já que o único óbito por gripe foi contabilizado para a cidade de Castro por motivo de origem da paciente.

Na 20ª Regional foram contabilizados até agora 19 casos de Influenza, sinal de que a maioria não evoluiu para quadro grave. Dos casos de gripe, dez (52%) foram diagnosticados como gripe A (H1N1).

De acordo com o chefe da 20ª Regional, Odacir Fiorentin, o baixo número de casos da Síndrome registrados na região de Toledo se deve à cobertura vacinal contra a gripe realizada durante a campanha oficial, já que foi atingido um índice de aproximadamente 96% em relação ao público-alvo (crianças até cinco anos, gestantes, idosos, indígenas, profissionais de saúde, portadores de doenças crônicas e população carcerária).

“Mesmo considerando que as pessoas que foram vacinadas não estão isentas de contrair a gripe, ainda assim possuem menor probabilidade. O índice de cobertura acima do preconizado pelo Ministério da Saúde foi um fator positivo para que conseguíssemos não registrar caso de óbito”, analisa Fiorentin.

Na visão dele, a maior parte das mortes registradas no Estado ocorreram entre as pessoas mais vulneráveis. “Em 90% dos casos de óbito no Paraná se tratam de pessoas que estavam no grupo prioritário para receber a vacina contra a gripe, mas que não procuraram receber a imunização”, salienta.

Prevenção

A prevenção da síndrome, expõe Fiorentin, ocorre tal qual a prevenção da gripe, por meio de hábitos de higiene como lavar bem as mãos frequentemente com água e sabão; evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies; não compartilhar objetos de uso pessoal; cobrir a boca e o nariz com o antebraço ou lenço descartável ao tossir ou espirrar; manter os ambientes arejados, com portas e janelas abertas.

 
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