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Colocado à venda, hospital pode deixar de atender pelo SUS

Superintendente do Bom Jesus, médica Michelle Okano, membro majoritário, médico Jorge Okano, e presidente da Hoesp, médico Sandro Okano, durante coletiva de imprensa, ontem (07) (Foto: Maria Cristina Kunzler)

O m eacute;dico e membro majorit aacute;rio do Hospital Bom Jesus de Toledo, Jorge Okano, a superintendente da institui ccedil; atilde;o, m eacute;dica Michelle Okano, e o presidente da Associa ccedil; atilde;o Beneficente de Sa uacute;de do Oeste do Paran aacute; (Hoesp), mantenedora do Bom Jesus, m eacute;dico Sandro Okano, reuniram a imprensa, ontem (07), para anunciar oficialmente a inten ccedil; atilde;o de venda da unidade hospitalar.
A fam iacute;lia Okano det eacute;m 50,78% da cota do hospital. Em um primeiro momento, os outros 23 s oacute;cios t ecirc;m at eacute; o dia 27 deste m ecirc;s para se pronunciarem se t ecirc;m interesse na aquisi ccedil; atilde;o desta parte ou n atilde;o. Se n atilde;o houver interesse, a partir desta data a fam iacute;lia negociar aacute; com terceiros.
Segundo o m eacute;dico Jorge Okano, em qualquer neg oacute;cio sempre surgem coment aacute;rios que, agrave;s vezes, n atilde;o enfocam a realidade. Por isso a fam iacute;lia reuniu a imprensa para fazer o comunicado oficial. ldquo;J aacute; estou aposentado como m eacute;dico e durante 35 anos dei plant atilde;o permanentemente. Hoje estou partindo para um outro caminho. Ao consultar a fam iacute;lia, resolvemos colocar as nossas cotas agrave; aprecia ccedil; atilde;o de algum outro investidor que ainda tenha vontade de melhorar o hospital, atendendo principalmente a popula ccedil; atilde;o carente rdquo;, exp ocirc;s.
O s oacute;cio do Bom Jesus enfatizou ainda que enquanto a parte majorit aacute;ria da institui ccedil; atilde;o estiver nas m atilde;os da fam iacute;lia Okano, a unidade hospitalar nunca deixar aacute; de atender as pessoas carentes. ldquo;A finalidade maior do hospital sempre foi dar guarida e prote ccedil; atilde;o agrave;s pessoas com menos poder aquisitivo. A nossa fam iacute;lia est aacute; partindo para um outro ramo de neg oacute;cios e queremos dar oportunidade para que novos investidores venham e melhorem uma coisa que por tradi ccedil; atilde;o n oacute;s come ccedil;amos e que cumpra com a finalidade, que eacute; melhorar a qualidade de vida na aacute;rea de sa uacute;de de todos os habitantes da regi atilde;o rdquo;, salientou.

Propostas
A superintendente do Bom Jesus, Michelle Okano, disse que j aacute; existem propostas de compra da cota de 50,78%, mas n atilde;o concretas. No entanto, no momento a fam iacute;lia n atilde;o vai falar em nomes e muito menos em valores. ldquo;Em respeito aos outros s oacute;cios, n oacute;s enviamos uma carta a eles comunicando oficialmente a nossa inten ccedil; atilde;o em vender as nossas cotas. Eles t ecirc;m a prioridade de compra e devem nos dar um posicionamento at eacute; o dia 27 de maio. Ap oacute;s esta data, podemos ofertar a nossa cota para terceiros. Aguardamos a resposta dos s oacute;cios em primeira m atilde;o rdquo;, afirma.

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SUS
Questionada como ficar aacute; o atendimento prestado por meio do Sistema Uacute;nico de Sa uacute;de (SUS), se haver aacute; continuidade ou n atilde;o, Michelle foi enf aacute;tica: ldquo;O atendimento do SUS ser aacute; uma negocia ccedil; atilde;o deles (novos investidores) juntamente com os demais s oacute;cios. A continuidade do atendimento p uacute;blico ou torn aacute;-lo somente privado depender aacute; dos novos investidores. A nossa preocupa ccedil; atilde;o maior eacute; essa: saber quem ser aacute; o novo investidor e se dar aacute; continuidade ao atendimento agrave; popula ccedil; atilde;o carente. Isso (prosseguimento ao servi ccedil;o prestado pelo SUS) eacute; um desejo familiar, mas no mundo dos neg oacute;cios n atilde;o podemos prometer nada. At eacute; que se concretize, por exemplo, a vinda de um hospital regional para Toledo, nesse intervalo o que acontecer aacute; com a popula ccedil; atilde;o, infelizmente, eacute; uma resposta que n oacute;s n atilde;o temos neste momento rdquo;, destacou.

Hospital n atilde;o fechar aacute;
Conforme a superintendente do Bom Jesus, n atilde;o existe a inten ccedil; atilde;o de se fechar o hospital, apenas a fam iacute;lia tem outros projetos de vida, salientou. ldquo;Quem assumir as nossas cotas tem condi ccedil; atilde;o de potencializar o atendimento e investir ainda mais e abrigar toda a popula ccedil; atilde;o da 20 ordf; Regional. N oacute;s continuaremos com o atendimento at eacute; que seja efetivada a venda rdquo;, garantiu.
Questionada sobre a sa uacute;de financeira da unidade, Michelle menciona que como toda empresa h aacute; altos e baixos, mas os fornecedores e clientes est atilde;o sendo pagos em dia. ldquo;Todos os hospitais que atendem pelo SUS caminham com suas dificuldades, mas nada que estamos deixando a desejar. Estamos cumprindo com os nossos compromissos. O que o SUS paga realmente n atilde;o d aacute; para oferecer um atendimento de hotel cinco estrelas, mas o que eacute; poss iacute;vel da nossa equipe de funcion aacute;rios est aacute; sendo realizado rdquo;, conclui.

Infraestrutura
O hospital eacute; composto por 243 leitos, 275 funcion aacute;rios e um corpo cl iacute;nico com 101 m eacute;dicos e 25 especialidades. No entanto, mais do que estimativas num eacute;ricas, quem assumir a entidade ter aacute; como prov aacute;veis responsabilidades tamb eacute;m a manuten ccedil; atilde;o de seus servi ccedil;os tanto veiculados ao SUS, por exemplo, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, quanto aos de iniciativa pr oacute;pria – com o apoio da comunidade – como eacute; o caso do Banco de Leite Humano Doutor Jorge Nisiide.
A ccedil; otilde;es que, por sua vez, tornam o Hospital Bom Jesus uma refer ecirc;ncia em sa uacute;de aos 18 munic iacute;pios que comp otilde;em a 20 ordf; Regional de Toledo, o que estende o atendimento a mais de 350 mil habitantes.
Ainda na obten ccedil; atilde;o por melhorias em seus servi ccedil;os, a entidade tem buscado o credenciamento aos SUS em a ccedil; otilde;es ligadas a procedimentos de alta complexidade em cirurgias card iacute;acas e neurol oacute;gicas.

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