Os preços dos contratos futuros de milho, trigo e soja ampliaram ontem a queda nas cotações em dólar registrada nos últimos dias. Entre os fatores que influenciaram a nova baixa estão a pressão da crise financeira global sobre o mercado de commodities e a chegada ao mercado de novos lotes de soja e milho da colheita norte-americana. Essa retração ocorre num momento em que o Paraná intensifica o plantio de verão.
O recuo na soja chegou a 17,5 pontos nos contratos para entrega em novembro e o bushel (27,2 kg) foi a US$ 11,6 na Bolsa de Chicago (CBOT). A queda foi menor para o milho. Nos contratos para entrega em dezembro, houve retração de 4,75 pontos, com o bushel (25,4 kg) a US$ 5,78. O trigo seguiu a mesma tendência. O bushel (27,2 kg) para entrega em dezembro caiu 15,5 pontos e fechou cotado a US$ 6,04.
No Paraná, os preços seguiram caminho paralelo, mas tendem a se alinhar. A soja subiu 0,5% e apresentou cotação média de R$ 43,3 a saca de 60 kg no mercado disponível. O milho sustentou preço de R$ 22,36/sc e o trigo de R$ 25,05, com cifras idênticas às da semana passada na maioria das praças. Os números são do Departamento de Economia Rural (Deral) do estado.
O temor internacional de que a crise afete a demanda por matéria-prima vem sendo precificado aos poucos no mercado paranaense, e pode ganhar maior expressão caso essa avaliação negativa se consolide nos próximos dias. Na semana passada, a soja caiu 2,5% no estado, enquanto o milho recuou 0,2% e o trigo perdeu 0,4% de valor nos preços pagos ao produtor.
Os produtores estão plantando a safra de verão rapidamente, mostra monitoramento das unidades regionais da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Na segunda-feira, as colheitadeiras já haviam percorrido 60% dos 901 mil hectares previstos para o milho e 13% dos 4,32 milhões de hectares reservados para a soja. Houve avanço de 16 e 9 pontos porcentuais, respectivamente, em sete dias. Isso significa que foram plantados 540 mil hectares na última semana nessas duas culturas. A colheita do trigo chegou a 60% e depende agora do andamento dos trabalhos em regiões como as de Ponta Grossa e Lapa. (Gazeta do Povo)