| O Presente |
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| Na rodoviária, passageiros e visitantes acabam se deparando com papelões, colchões e outros objetos pessoais em ambiente aberto, além de serem abordados pelos moradores de rua: situação incômoda |
Uma reclamação recorrente de comerciantes chegou à reportagem de O Presente nesta semana: a presença de moradores de rua na área aberta da rodoviária de Marechal Cândido Rondon. Segundo empresários que possuem estabelecimentos nas redondezas, estima-se que de três a seis pessoas instaladas no local público estariam importunando clientes e passageiros que circulam pelo local, pedindo dinheiro e intimidando a população, urinando em áreas abertas, fazendo fogo na rodoviária, além de beber e possivelmente consumir substâncias ilícitas.
Os comerciantes relatam que têm ouvido queixas de clientes sobre a abordagem dos mendigos, o que preocupa, tendo em vista a possibilidade de afastamento da clientela.
De acordo com relatos de pessoas que preferem ter a identidade preservada, no início os moradores dispunham somente de papelão para se abrigar, mas agora já contam com dois colchões de casal. Algumas pessoas e entidades fazem doações de roupas e marmitas para eles e desta forma eles permanecem no local, observa um dos preocupados com a situação. Ele acredita que quanto mais aspectos favoráveis encontrarem, mais difícil será para os moradores de rua deixarem esta condição degradante.
Nesta semana uma fumaça teria chamado ainda mais a atenção dos comerciantes. Parece que eles fizeram um churrasco na rodoviária, ligaram som alto em um carro e consumiram bebidas alcoólicas. Algumas pessoas até chamaram de Rock in rio de Rondon, relata uma empresária. Ela ainda se manifesta preocupada com o possível consumo de drogas que ocorreria no ambiente público. Há quem já chame o local de cracolândia de Rondon, alerta.
Imagem
Alguns trabalhadores de empresas de ônibus avaliam que a imagem do município fica prejudicada com a presença de mendigos na rodoviária. Os viajantes chegam à cidade e já se deparam com esta situação, prejudicando o conceito que eles têm de Marechal Rondon, acredita um deles.
Eles contam que algumas vezes costumavam deixar os veículos abertos por alguns instantes, porém agora existe receio de que possa haver algum tipo de supressão de objetos dos passageiros dos ônibus. Por enquanto ainda não aconteceu, mas não podemos descuidar, expõe.
Movimentação
A movimentação de pessoas no acampamento dos moradores da rodoviária gera curiosidade e apreensão nos comerciantes, já que um carro preto estaria frequentemente estacionado próximo ao local onde ficam os mendigos, além de uma moto preta. Os donos dos veículos convivem durante o dia, compartilham bebida e depois vão embora, contam algumas pessoas, desconfiadas de tráfico de drogas.
Segundo os reclamantes, a presença dos moradores de rua já seria de longa data. O problema teria iniciado já no ano passado. Por volta de julho deste ano a situação ganhou proporções maiores, porém, o setor de Assistência Social da prefeitura realizou o encaminhamento dos então presentes na rodoviária para as suas cidades de origem, repassando a responsabilidade de acompanhamento para o Poder Público de cada um dos respectivos municípios. No entanto, conforme trabalhadores do entorno da rodoviária rondonense, cerca de 15 dias após a resolução do caso alguns moradores de rua retornaram ao local.
Providências
Tanto comerciantes como trabalhadores ligados ao segmento de transporte coletivo relataram já ter comunicado o problema ao Departamento de Assistência Social, e estão no aguardo de uma solução.
A secretária de Assistência Social do município não foi encontrada ontem (30) pela reportagem em razão de compromissos assumidos por ela anteriormente, no entanto deverá ser comunicada pela equipe do setor público visando agendar contato para um possível pronunciamento sobre o caso.
