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Comércio deve se manter aquecido no segundo semestre

calendar_month 11 de julho de 2013
3 min de leitura
Carina Ribeiro/OP
Números mostram que o comércio e a busca ao crédito estão aquecidos, ao mesmo tempo que não houve aumento da inadimplência

Os bons resultados esperados para a safra de grãos que está sendo colhida atualmente devem refletir positivamente no comércio rondonense e da região. A previsão é do vice-presidente de Informações Cadastrais da Associação Comercial e Empresarial de Marechal Cândido Rondon (Acimacar), Eduardo Berndt, segundo o qual, a economia está favorável ao consumo consciente.

É o que mostram os dados estatísticos do Sistema de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil, bem como as medidas do Banco Central adotadas para equilibrar a concessão de crédito. Conforme o representante da Acimacar, os números do SPC referentes ao primeiro semestre deste ano apontam que houve diminuição de 0,37% no número de registros feitos no sistema por falta de pagamento de dívidas no comércio local, em comparação com o mesmo semestre do ano passado.

Enquanto o percentual de inadimplência recuou, houve um acréscimo muito grande no número de consultas realizadas ao sistema pelas empresas, que foi de aproximadamente 27%. “Significa que as pessoas estão buscando concessão de crédito, portanto, representa que o consumo continua aquecido, o que é positivo para o empresário”, constata Berndt.

A partir do equilíbrio desses números ele constata que as pessoas estão mais dispostas a comprar e, ao mesmo tempo, os comerciantes estão realizando consultas como forma de realizar vendas mais seguras. “Se não está aumentando a inadimplência é porque os consumidores estão tendo mais cuidado com suas contas pessoais”, analisa.

O movimento de baixas de registros no sistema SPC, por sua vez, se manteve estável no período, já que o volume de retiradas de nomes do serviço foi o mesmo em 2012 e 2013. “Nos quatro primeiros meses do ano as pessoas pagaram mais as contas, pois o número de baixas de janeiro a abril foi positivo”, ressalta Berndt.

Já em maio e junho houve redução nas baixas em comparação ao ano passado. “Isso acontece todos os anos, pois o início do ano ainda reflete o recebimento de 13º salário e férias, enquanto depois disso começam a vencer impostos e demais contas anuais e a falta de pagamento aparece a partir de maio no sistema de proteção ao crédito”, explana.

Já nos últimos 60 dias caiu quase 20% ao mês a busca das pessoas de resolver o problema de débito já existente. “Tudo indica que esse movimento tende a continuar assim nos próximos dois meses”, supõe Berndt.

(Leia a matéria completa na edição impressa do Jornal O Presente)

 
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