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“Conversar com as pessoas é minha matéria-prima”, afirma Beto Richa

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Beto Richa: A prioridade número um de nosso plano de governo na área de segurança é a ampliação e a readequação da Polícia Militar (PM), assim como a maior valorização e qualificação de seus efetivos. Esta perspectiva também se estende à Polícia Civil (Foto: Divulgação)

Nos uacute;ltimos tr ecirc;s meses, Beto Richa esteve em 199 munic iacute;pios do Estado. Vai percorrer todos at eacute; outubro. Na semana que passou, iniciou oficialmente sua campanha ao Governo do Paran aacute; ao lado de Jos eacute; Serra. Foi a dez cidades da regi atilde;o metropolitana de Curitiba na quarta-feira (07) e no dia seguinte j aacute; estava na estrada, percorrendo 19 munic iacute;pios da regi atilde;o de Campo Mour atilde;o. ldquo;Conversar com as pessoas eacute; minha mat eacute;ria-prima rdquo;, diz Richa, que promoveu mais de 300 audi ecirc;ncias p uacute;blicas com a popula ccedil; atilde;o quando esteve na Prefeitura da Capital. Candidato a governador pela coliga ccedil; atilde;o Novo Paran aacute;, que re uacute;ne 14 partidos, Richa respondeu a perguntas enviadas por jornais do Estado, a convite da Associa ccedil; atilde;o dos Jornais Di aacute;rios do Interior do Paran aacute; (ADI-PR). Confira algumas delas.

O PARAN Aacute;, CASCAVEL: O senhor eacute; a favor da constru ccedil; atilde;o do Aeroporto Regional do Oeste? Quais s atilde;o seus planos para viabilizar esta obra, que depende da integra ccedil; atilde;o de esfor ccedil;os com governo federal, aeron aacute;utica e outros setores?
Beto Richa: Sou favor aacute;vel agrave; constru ccedil; atilde;o do Aeroporto Regional do Oeste e entendo que o governador deve articular as for ccedil;as pol iacute;ticas do Estado junto ao governo federal para viabilizar os recursos necess aacute;rios. O Paran aacute; n atilde;o disp otilde;e, ainda, de um Plano Aerovi aacute;rio Estadual, que o habilitaria a obter recursos junto ao Minist eacute;rio da Defesa, dentro do Programa Federal de Aux iacute;lio aos Aeroportos. Nosso programa de governo prop otilde;e a cria ccedil; atilde;o do Plano Estadual de Transportes e Log iacute;stica, de car aacute;ter multimodal, no qual se insere o Plano Aerovi aacute;rio. Eacute; urgente a necessidade de retomada de investimentos em planejamento integrado e em projetos de engenharia estruturantes no Paran aacute;. Nossa proposta como um todo contempla o Aeroporto Regional do Oeste.

JORNAL HOJE, CASCAVEL: O Paran aacute; inteiro se ressente da falta de uma pol iacute;tica adequada na aacute;rea de seguran ccedil;a p uacute;blica. Faltam equipamentos em armas, viaturas, treinamento do pessoal. E falta, de forma muito forte, um maior efetivo. Como equacionar este problema?
Beto Richa: A prioridade n uacute;mero um de nosso plano de governo na aacute;rea de seguran ccedil;a eacute; a amplia ccedil; atilde;o e a readequa ccedil; atilde;o da Pol iacute;cia Militar (PM), assim como a maior valoriza ccedil; atilde;o e qualifica ccedil; atilde;o de seus efetivos. Esta perspectiva tamb eacute;m se estende agrave; Pol iacute;cia Civil, onde nos propomos a investir forte em capacita ccedil; atilde;o e equipamentos para a ccedil; otilde;es de intelig ecirc;ncia. Como j aacute; enfatizei anteriormente, eacute; essencial reestruturar o efetivo da PM. Fizemos isso com a Guarda Municipal de Curitiba, contratando 700 novos guardas por concurso p uacute;blico, com resultados relevantes no combate agrave; criminalidade. nbsp;

JORNAL DE BELTR Atilde;O, FRANCISCO BELTR Atilde;O: Quais as perspectivas de se criar um curso de Medicina no Sudoeste, se o senhor for o pr oacute;ximo governador do Paran aacute;?
Beto Richa: Estive recentemente em Francisco Beltr atilde;o, e entendo que essa reivindica ccedil; atilde;o eacute; importante para que o Hospital Regional de Beltr atilde;o amplie e melhore seu atendimento, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida de toda a regi atilde;o. Assim como o Sudoeste, v aacute;rias outras regi otilde;es do Estado reivindicam a cria ccedil; atilde;o de cursos de Medicina na estrutura das universidades estaduais. Eacute; um pleito leg iacute;timo, que precisa ser analisado conforme crit eacute;rios sociais, demogr aacute;ficos e econ ocirc;micos. A cria ccedil; atilde;o de determinados cursos superiores, sobretudo nas aacute;reas tecnol oacute;gica e biol oacute;gica, j aacute; mostrou seu potencial para o desenvolvimento de regi otilde;es inteiras antes fadadas agrave; estagna ccedil; atilde;o. Mas tamb eacute;m eacute; fato que o governo federal precisa ajudar o Estado a financiar as universidades estaduais, pois comparativamente o Paran aacute; tem muito menos universidades federais que muitos Estados da Uni atilde;o.

GAZETA DO IGUA Ccedil;U, FOZ DO IGUA Ccedil;U: No que diz respeito agrave; infraestrutura de transportes, qual seu plano de governo para fazer a Ferroeste retomar sua proposta original, de dar vaz atilde;o ao escoamento de nossa produ ccedil; atilde;o agr iacute;cola?
Beto Richa: Nosso programa de governo prev ecirc; a elabora ccedil; atilde;o do Plano Estadual de Transportes e Log iacute;stica – o uacute;ltimo plano desta natureza foi feito em 1951, no governo de Bento Munhoz da Rocha. O cap iacute;tulo dirigido ao transporte ferrovi aacute;rio identificar aacute; os gargalos e as necessidades de expans atilde;o da malha ferrovi aacute;ria do Estado. Seus objetivos ser atilde;o fixados de acordo com crit eacute;rios t eacute;cnicos e as demandas. E uma delas, de import acirc;ncia crucial, eacute; a liga ccedil; atilde;o entre o Rio e o Porto de Paranagu aacute;. Para tanto, as liga ccedil; otilde;es Gua iacute;ra-Cascavel e Gua iacute;ra-Cianorte se destacam como prioridade do futuro governo. Tamb eacute;m identificamos o gargalo representado pela ferrovia entre Guarapuava e Ponta Grossa, com seu tra ccedil;ado antigo e sinuoso, que retarda o tr aacute;fego das grandes composi ccedil; otilde;es. O novo governo dever aacute; atuar no sentido de viabilizar um novo tra ccedil;ado, e uma das alternativas eacute; a recomposi ccedil; atilde;o do tra ccedil;ado j aacute; existente. A Ferroeste ser aacute; ator importante neste desafio, retomando seu prop oacute;sito original de garantir o escoamento da produ ccedil; atilde;o agr iacute;cola e cumprindo sua fun ccedil; atilde;o social como agente de desenvolvimento do Estado.

GAZETA REGIONAL, GOIOER Ecirc;: A agricultura brasileira tem apresentado bons iacute;ndices de produ ccedil; atilde;o e contribu iacute;do para a economia do pa iacute;s. O que mais eacute; preciso para melhorar o setor. E especificamente para Goioer ecirc;, quais principais a ccedil; otilde;es devem ser implementadas para impulsionar a agroind uacute;stria e o desenvolvimento da regi atilde;o?
Beto Richa: Gra ccedil;as agrave;s inova ccedil; otilde;es tecnol oacute;gicas, aos investimentos no solo, agrave; gest atilde;o mais eficiente e, sobretudo, ao esfor ccedil;o incans aacute;vel de nossos agricultores, a agricultura paranaense conquistou ganhos consider aacute;veis de produtividade nos uacute;ltimos 20 anos. Tornou-se uma das mais eficientes do mundo, ldquo;dentro da porteira rdquo;. N atilde;o h aacute; tanto espa ccedil;o para novos avan ccedil;os significativos na produtividade, ao menos com a tecnologia de que dispomos hoje. No entanto, os ganhos obtidos dentro da propriedade s atilde;o parcialmente perdidos por causa da prec aacute;ria infraestrutura de transporte e log iacute;stica. Ped aacute;gio caro, estradas rurais ruins, porto ineficiente, tributos demais – eacute; longa a lista dos entraves que subtraem ganhos do produtor. No caso espec iacute;fico de Goioer ecirc;, o fim do algod atilde;o, nos anos 1990, gerou uma dificuldade adicional. Nosso plano de governo reconhece a extraordin aacute;ria relev acirc;ncia da agricultura para a economia paranaense e contempla a ccedil; otilde;es que v atilde;o desde a melhoria das estradas rurais e investimentos em manejo e fertilidade do solo at eacute; uma agressiva pol iacute;tica de apoio agrave; agroindustrializa ccedil; atilde;o, como esfor ccedil;o para agrega ccedil; atilde;o de valor, com melhor remunera ccedil; atilde;o para o produtor. Se isso puder ser feito atrav eacute;s das cooperativas, tanto melhor, pois o produtor eacute; o propriet aacute;rio. Todas as cadeias de produ ccedil; atilde;o da regi atilde;o Centro-Oeste est atilde;o sendo analisadas para definir um plano de a ccedil; atilde;o espec iacute;fico, seja na disponibiliza ccedil; atilde;o de infraestrutura, apoio direto agrave; agroind uacute;stria, capacita ccedil; atilde;o t eacute;cnica de produtores e trabalhadores da ind uacute;stria, assist ecirc;ncia t eacute;cnica especializada e busca de oportunidades comerciais. O objetivo eacute; adensar cadeias produtivas e torn aacute;-las mais eficientes.

JORNAL DO OESTE, TOLEDO: A regi atilde;o Oeste tem gargalos preocupantes na aacute;rea de log iacute;stica. O senhor ir aacute; manter o mesmo discurso dos governadores at eacute; hoje ou efetivamente ir aacute; desenvolver projetos que n atilde;o sa iacute;ram do papel pela absoluta falta de vontade pol iacute;tica?
Beto Richa: Fui eleito prefeito de Curitiba com um programa de governo registrado em cart oacute;rio. Todos os compromissos que assumi foram cumpridos, exceto nas situa ccedil; otilde;es em que houve recomposi ccedil; atilde;o das prioridades administrativas. Acredito que os iacute;ndices de aprova ccedil; atilde;o agrave; minha gest atilde;o (acima de 80%) atestam o cumprimento das propostas previstas. N atilde;o haveria porque ser diferente agora: estamos consultando a popula ccedil; atilde;o, em todo o Estado, para elaborar um plano de governo que ser aacute; registrado em cart oacute;rio.
As diretrizes fundamentais do programa j aacute; foram entregues ao Tribunal Regional Eleitoral (TER), quando do registro de minha candidatura. N atilde;o s oacute; o Oeste, mas quase todo o Paran aacute;, de Foz do Igua ccedil;u a Paranagu aacute;, tem hoje problemas de log iacute;stica e infraestrutura de transporte. Gargalos que sufocam o crescimento econ ocirc;mico e comprometem nossa competitividade. As empresas e os trabalhadores paranaenses aumentaram sua produtividade ao longo dos uacute;ltimos anos, mas as defici ecirc;ncias nas opera ccedil; otilde;es de log iacute;stica e infraestrutura reduzem este ganho. Nossa infraestrutura de transporte precisa ser inteiramente repensada. Mas n atilde;o apenas para corrigir os gargalos atuais, e sim como parte de um novo plano de desenvolvimento social e econ ocirc;mico que integre todas as regi otilde;es do Estado. A Copel ter aacute; um importante papel neste programa, como empresa p uacute;blica de car aacute;ter estrat eacute;gico para o nosso desenvolvimento.

TRIBUNA DO POVO, UMUARAMA: Sua maior for ccedil;a pol iacute;tica est aacute; na Regi atilde;o Metropolitana de Curitiba. O que conhece do interior do Paran aacute; para saber suas reais necessidades?
Beto Richa: J aacute; visitei cerca de 200 munic iacute;pios do Estado para recolher sugest otilde;es ao nosso programa de governo, cujas propostas se combinam de forma integrada e articulada ao Paran aacute; como um todo, sem discriminar Capital ou interior. Mas meu conhecimento do interior paranaense vem de muitos anos. Sou nascido e criado em Londrina, onde vivi at eacute; a adolesc ecirc;ncia. Tenho orgulho das minhas origens de p eacute;-vermelho e, sempre que poss iacute;vel, vou agrave; regi atilde;o visitar amigos e conhecidos. Quando exerci as fun ccedil; otilde;es de deputado, em dois mandatos, representei dezenas de munic iacute;pios, com cujos cidad atilde;os e lideran ccedil;as mantive contato permanente. De forma geral, procuro saber das aspira ccedil; otilde;es e das necessidades do Estado e da popula ccedil; atilde;o. E tenho a humildade necess aacute;ria para ouvir as pessoas, aprender com elas e saber como fazer. Por uacute;ltimo, mas n atilde;o menos importante, temos uma equipe de colaboradores, entre eles engenheiros, economistas, soci oacute;logos, professores, m eacute;dicos, arquitetos, bi oacute;logos e muitos outros profissionais, que nos prestam inestim aacute;vel apoio na consolida ccedil; atilde;o do plano de governo, paralelamente agrave;s sugest otilde;es que temos recebido de entidades de classe, sindicatos, ONGs, universidades e outras institui ccedil; otilde;es que pensam o futuro do Paran aacute; e a solu ccedil; atilde;o de seus problemas mais urgentes. Quem mais entende de uma cidade eacute; quem vive nela. E eacute; essa opini atilde;o que precisa ser ouvida pra definir as prioridades do Estado.

TRIBUNA DE CIANORTE, CIANORTE: Quais incentivos o senhor pretende oferecer para o setor de vestu aacute;rio, que movimenta a economia do Noroeste do Paran aacute; e emprega milhares de trabalhadores em Cianorte, um dos maiores polos de confec ccedil; otilde;es do Sul do pa iacute;s?
Beto Richa: O polo de confec ccedil; otilde;es de Cianorte eacute; da maior import acirc;ncia para o Noroeste do Estado. Uma das medidas em estudo em nosso plano de governo eacute; a cria ccedil; atilde;o de mecanismo tribut aacute;rio para incentivar a moderniza ccedil; atilde;o tecnol oacute;gica na ind uacute;stria do vestu aacute;rio, em moldes semelhantes ao ISS Tecnol oacute;gico que aprovamos em Curitiba e que gerou a amplia ccedil; atilde;o do setor de tecnologia da informa ccedil; atilde;o e a cria ccedil; atilde;o de novos postos de trabalho. O investimento em capacita ccedil; atilde;o profissional eacute; fundamental para a cont iacute;nua moderniza ccedil; atilde;o do setor de vestu aacute;rio, e pode ser feito em parceria com entidades como o Senai, sindicatos e munic iacute;pios na sua esfera de influ ecirc;ncia. Isso requer uma Secretaria Estadual do Trabalho mais proativa nas iniciativas de profissionaliza ccedil; atilde;o, captando recursos junto ao FAT para desenvolver um Plano Setorial de Qualifica ccedil; atilde;o. A capacita ccedil; atilde;o do setor vai al eacute;m da qualifica ccedil; atilde;o de m atilde;o-de-obra, e deve incluir ainda a especializa ccedil; atilde;o de empreendedores, tal como vem sendo feito em Curitiba atrav eacute;s do Bom Neg oacute;cio, programa que j aacute; capacitou mais de dez mil pequenos e microempres aacute;rios. Tamb eacute;m defendemos apoio ao setor t ecirc;xtil na cria ccedil; atilde;o de moda e na divulga ccedil; atilde;o dos eventos de moda, al eacute;m da necessidade inadi aacute;vel de fortalecer os centros de log iacute;stica integrada, os shoppings de atacado existentes no munic iacute;pio. Nossa proposta contempla ainda os anseios de fortalecimento do chamado Corredor da Moda, entre Cianorte e Maring aacute;, pontilhado de empresas de vestu aacute;rio. nbsp;

P Aacute;GINA UM, CASTRO: A duplica ccedil; atilde;o Ponta Grossa – Guarapuava e Castro – Jaguaria iacute;va est aacute; h aacute; muito tempo congestionada junto agrave;s pra ccedil;as de ped aacute;gio, sem qualquer resultado pr aacute;tico. O senhor pretende assumir uma postura mais enf aacute;tica junto a essas empresas, para que as necessidades dos trechos regionais sejam atendidas?
Beto Richa: Houve muito alarde e muitas amea ccedil;as in oacute;cuas em torno do ped aacute;gio, mas nenhuma solu ccedil; atilde;o. Disseram que baixava ou acabava, n atilde;o aconteceu nem uma coisa nem outra. Ao contr aacute;rio, at eacute; criaram mais um novo trecho pedagiado no Sul do Estado. O problema do ped aacute;gio exige um encaminhamento t eacute;cnico, n atilde;o pode mais ser politizado. Eacute; preciso chamar as concession aacute;rias para discutir efetivamente n atilde;o apenas a quest atilde;o das tarifas, que s atilde;o altas, mas tamb eacute;m as obras previstas nos contratos, como a duplica ccedil; atilde;o Ponta Grossa-Guarapuava e a Castro-Jaguaria iacute;va. Um novo governo, com disposi ccedil; atilde;o para o di aacute;logo, ter aacute; legitimidade para conduzir um entendimento que compatibilize tarifas razo aacute;veis com boas estradas. Acredito que n atilde;o seja do interesse das concession aacute;rias comprometer a produtividade das empresas paranaenses, que tem sido onerada com as tarifas atuais. E n atilde;o passa pela cabe ccedil;a de algu eacute;m voltar agrave; situa ccedil; atilde;o antiga, deixando as rodovias federais sem conserva ccedil; atilde;o. Ningu eacute;m quer retrocesso.

TRIBUNA DO VALE, SANTO ANT Ocirc;NIO DA PLATINA: Em estudo realizado em 2009 pelo Ipardes, a regi atilde;o do Norte Pioneiro foi – mais uma vez – classificada como aacute;rea de economia depressiva. Como deputado, filho de Jos eacute; Richa, um homem com profundas ra iacute;zes nesta terra, o senhor conhece a realidade regional e de suas excepcionais potencialidades. O que seu governo poder aacute; fazer de concreto e de forma emergencial para reverter o quadro vigente no Norte Pioneiro?
Beto Richa: O Norte Pioneiro experimenta estagna ccedil; atilde;o socioecon ocirc;mica desde o fim do ciclo do caf eacute;, situa ccedil; atilde;o que exige medidas que revertam este processo no mais curto prazo poss iacute;vel. Tenho estado na regi atilde;o com frequ ecirc;ncia para ouvir a popula ccedil; atilde;o e suas lideran ccedil;as, inclusive participando de uma reuni atilde;o do Instituto Teot ocirc;nio Vilela em Jacarezinho. Acredito que, de pronto, eacute; preciso promover uma presen ccedil;a mais efetiva do Estado, na regi atilde;o, nas aacute;reas de sa uacute;de, educa ccedil; atilde;o, seguran ccedil;a p uacute;blica e saneamento. Em alguns munic iacute;pios, o efetivo policial eacute; cr iacute;tico, abaixo do m iacute;nimo necess aacute;rio. A a ccedil; atilde;o do Estado vai favorecer um processo de melhoria dos indicadores de desenvolvimento humano. Mas a quest atilde;o central eacute; o desenvolvimento econ ocirc;mico: identificar voca ccedil; otilde;es e nichos de mercado que, atrav eacute;s de arranjos produtivos locais, alavanquem atividades geradoras de emprego e renda, seja pela agroindustrializa ccedil; atilde;o ou pela atra ccedil; atilde;o de novas ind uacute;strias, apoiadas pelo Estado com est iacute;mulos fiscais e capacita ccedil; atilde;o profissional, sobretudo nas aacute;reas t eacute;cnica e tecnol oacute;gica, em coopera ccedil; atilde;o com os munic iacute;pios e a sociedade. O Norte Pioneiro tem um extraordin aacute;rio potencial, al eacute;m de localiza ccedil; atilde;o geogr aacute;fica estrat eacute;gica, pr oacute;xima ao poderoso mercado consumidor do interior paulista. Eacute; mais que hora de fomentar suas potencialidades.

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