| Giuliano De Luca/OP |
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| A Integrada está utilizando 80 silos com capacidade de 180 toneladas cada para armazenar milho safrinha |
Criatividade pode fazer toda a diferença em alguns setores. E em outros pode ser literalmente a salvação da lavoura. Pelo menos está sendo em Guaíra, a exemplo de várias outras regiões do Brasil. A Integrada Cooperativa Agroindustrial, cuja sede fica em Londrina, precisou de meios alternativos para solucionar na sua unidade de recebimento em Bela Vista do Oeste, em Guaíra, um problema que ocorre em todo o país.
Neste ano, a unidade recebeu, em curto período, um grande volume de milho safrinha e, para armazená-lo, optou pelo silo bag ou silo bolsa. A alternativa já é bastante conhecida no Mato Grosso, onde, muitas vezes, a produção acaba ficando por várias semanas a céu aberto.
Em Bela Vista, explica o coordenador das Unidades de Recebimento da Integrada, Edson Munhoz, houve dois motivos acumulativos para que a cooperativa optasse pelo silo bolsa. O primeiro deles foi o grande volume de milho recebido em um curto período, bem mais do que em 2012, o que extrapolou a capacidade local.
Quando isso acontece, a Integrada costuma deslocar os grãos para armazéns disponíveis mais próximos. E aí surgiu o segundo motivo. Munhoz explica que a produção foi recebida na época em que o frete fica mais caro, justamente em função da colheita da safrinha. Assim, o cálculo do custo-benefício foi óbvio. Teríamos que transportar a produção até Maringá e o frete ficaria muito mais caro do que armazenarmos nos silos bolsas, justifica o coordenador.
Produção
A Integrada está utilizando 80 silos bolsas com capacidade de 180 toneladas cada. A medida amenizou o déficit de armazenagem local. Segundo o gerente da unidade de recebimento de Bela Vista, Erivaldo Alves, neste ano, sua unidade recebeu dos produtores em torno de 32 mil toneladas de milho, mais cerca de 13 mil toneladas de transferência de outras unidades.
Bem mais que em 2012, quando foram recebidas 22 mil toneladas dos agricultores locais e mais 12,4 mil toneladas de transferência. Conforme Alves, o aumento nos índices se deve tanto ao aumento do número de produtores quanto da produtividade de cada um. Ele pontua que a média produtiva ficou em cerca de 210 sacas por alqueire, mas muitos agricultores registraram de 300 a 350 sacas por alqueire.
