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Geral

Cresce diversidade de animais no Lago Municipal

calendar_month 10 de setembro de 2013
3 min de leitura
Gladis Leduc
Por enquanto o quati tem se mantido em meio à mata junto
ao Lago Municipal e eventualmente pode ser visto por quem
percorre a trilha do local

O Lago Municipal de Marechal Cândido Rondon possui cada vez mais atrativos para os visitantes que gostam de apreciar a fauna e a flora. Além das capivaras, que se tornaram a maior atração, o público que frequenta o Parque Ecológico Adolfo Rieger ainda pode visualizar patos, tartaruga, peixes, pássaros exóticos e também quatis, sem contar outros bichos que podem estar ocultos na mata.

Em geral, o que atrai os animais é a abundância de alimento, informa a bióloga da Itaipu, Rosana Pinto de Almeida – o que pode ter contribuído para o aumento da diversidade da fauna no local.

Indagada pela reportagem de O Presente sobre o que representa a presença de animais silvestres em uma área urbana, a bióloga afirma que a indicação é de que a população tenha cuidado com eles, pois eventualmente podem oferecer o risco de atacar as pessoas, além do risco sanitário.

É o caso, principalmente, do mais novo morador do lago, o quati. “Esse animal pode atacar uma pessoa se ele se sentir ameaçado ou se for molestado. E a mordedura dele é bem violenta, pois tem dentes muito afiados”, alerta.

Carina Ribeiro/OP
Uma tartaruga-trigre-d’água avistada há poucos dias na beira no lago chamou a atenção de quem estava nas proximidades

Conforme Rosana, o quati pode transmitir doenças como a raiva. Por esse motivo, é recomendado que não se ofereça alimento a ele, já que vive somente onde encontra condições alimentares. “Ele é um animal onívoro e, portanto, pode se alimentar de outros animais, como de insetos, ovos e frutas”, explana.

Por outro lado, o quati também costuma ser atraído por alimentos que as pessoas levam no parque. “Se as pessoas acostumarem a oferecer lanches para ele, o animal passará a preferir esse tipo de comida. Isso acontece com frequência no Parque Nacional, em Foz do Iguaçu, onde os turistas dão até refrigerante para os bichos. Além disso, se eles percebem que o visitante tem algum lanche na mochila, atacam as pessoas para roubá-lo, pois é um animal muito oportunista”, relata a bióloga.

Carina Ribeiro/OP

Apesar de serem animais silvestres, as capivaras do parque são consideradas mansas

A profissional explica que o quati é um animal de hábitos diurnos. Geralmente eles vivem em bandos, formados por 30 a 50 indivíduos, sendo a maioria deles fêmeas. No entanto, com o passar dos anos, o macho “alfa” é expulso do grupo, passando a viver sozinho. Este, procura outro local com abundância de alimentos, seja em meio à mata ou em outro lugar como próximo a lixeiras, acrescenta Rosana. “É uma espécie que se reproduz com facilidade e por isso é abundante”, afirma.

Como não existe um plano de manejo indicado para a espécie, a bióloga reforça que a permanência ou não deles em uma determinada área vai depender da disponibilidade de alimento. “Ao não alimentar os quatis, acabando o alimento naquela área eles vão procurar outra”, resume.

 
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