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Crise na Europa e alta do dólar elevam preço da soja

A crise na Europa e a consequente valoriza ccedil; atilde;o do d oacute;lar podem estar configurando um cen aacute;rio favor aacute;vel para a soja, cujo pre ccedil;o j aacute; reagiu ontem (07) no mercado regional de Marechal C acirc;ndido Rondon. A cota ccedil; atilde;o da saca de 60 quilos passou de R$ 31,80 (quinta-feira) para
R$ 32,30 (sexta). As informa ccedil; otilde;es s atilde;o do chefe regional da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab/Toledo), Jo atilde;o Luis Raimundo Nogueira. Segundo ele, o aumento do d oacute;lar reflete na valoriza ccedil; atilde;o da soja por ser um produto de exporta ccedil; atilde;o. ldquo;Acredito que vamos enfrentar uma escalada de alta na cota ccedil; atilde;o da soja rdquo;, prev ecirc;.
Conforme o profissional, nos uacute;ltimos dois dias o d oacute;lar subiu em fun ccedil; atilde;o da crise que est aacute; acontecendo na Gr eacute;cia e atingiu toda a Europa. ldquo;O fator d oacute;lar est aacute; influenciando, neste momento, o pre ccedil;o das commodities em geral. Os pap eacute;is no mercado americano se valorizaram e com isso tamb eacute;m o mesmo ocorreu com o d oacute;lar, que tem sido buscado pelos investidores europeus como um porto seguro rdquo;, explica.
Um dos pontos que favoreceu o Brasil foi um problema envolvendo a restri ccedil; atilde;o da compra de oacute;leo de soja da Argentina pela China. ldquo;Isso tamb eacute;m afeta o mercado interno de soja rdquo;, afirma. Antes disso, mesmo com valoriza ccedil; atilde;o externa sustentada, no Brasil a soja estava em queda. ldquo;Agora come ccedil;a a ter um suporte interno em fun ccedil; atilde;o do d oacute;lar rdquo;, diz.
Na vis atilde;o de Jo atilde;o Luis, neste momento o produtor deve ficar atento com rela ccedil; atilde;o ao mercado mundial, principalmente quanto agrave; demanda na China. ldquo; Eacute; preciso observar como a China vai se comportar diante desse quadro, pois na medida em que o d oacute;lar come ccedil;a a valorizar e o pre ccedil;o das commodities come ccedil;a a subir, quem precisa fazer compra tem que pensar em faz ecirc;-la rapidamente. E quanto mais r aacute;pido isso acontece, tamb eacute;m pressiona o pre ccedil;o para cima, o que desencadeia uma s eacute;rie de vari aacute;veis que favorecem o pre ccedil;o do produto. Essa eacute; uma situa ccedil; atilde;o nova que estamos vivendo em fun ccedil; atilde;o da crise na Europa rdquo;, refor ccedil;a.
Segundo o chefe da Seab regional, como o mercado eacute; regulado pela rela ccedil; atilde;o entre oferta e demanda, tamb eacute;m existe expectativa relacionada agrave; safra americana, que est aacute; sendo semeada com clima favor aacute;vel.
Atualmente, existem grandes estoques e uma boa oferta de soja em fun ccedil; atilde;o da safra Sul-americana (Brasil e Argentina principalmente). ldquo;O fato novo eacute; a crise, que afeta o c acirc;mbio e se este se torna a t aacute;bua de salvamento para a soja no momento, n atilde;o resolvendo, no entanto, o problema do milho rdquo;, avalia, mencionando que o cereal precisaria de uma expectativa maior de exporta ccedil; atilde;o, que atualmente n atilde;o existe. ldquo;Por isso nesse momento dependemos de recursos do governo para comercializa ccedil; atilde;o, mais do que para soja rdquo;, comenta.

Infla ccedil; atilde;o
Em n iacute;vel nacional, apesar do aumento no pre ccedil;o dos alimentos ter refletido em alta da infla ccedil; atilde;o em abril, Jo atilde;o Luis n atilde;o cr ecirc; que a valoriza ccedil; atilde;o da soja possa refletir em nova eleva ccedil; atilde;o do iacute;ndice em maio. ldquo;Espero que isso n atilde;o aconte ccedil;a porque acaba afetando o custo da economia como um todo e no pr oacute;ximo ano esse quadro muda, enquanto o custo da infla ccedil; atilde;o fica na economia rdquo;, observa.
O chefe da regional acredita ser um momento prematuro para prever influ ecirc;ncia de uma maior valoriza ccedil; atilde;o da soja no mercado como um todo. ldquo;Se existe uma demanda maior por oacute;leo de soja, por exemplo, e o mercado externo se mostrar favor aacute;vel, n oacute;s podemos ter algum reflexo interno, mas eacute; prematuro demais trabalhar com a ideia de que o aumento de pre ccedil;o possa ter influ ecirc;ncia na infla ccedil; atilde;o. O importante eacute; que o produto nosso tem valor e existe consumo interno rdquo;, pondera.
Ele acredita ser mais relevante se preocupar com a estrutura log iacute;stica prec aacute;ria do pa iacute;s. ldquo;Isso foi visto durante a safra, pois faltaram armaz eacute;ns para armazen aacute;-la. Temos uma amplitude de aacute;reas para produzir e abastecer outros pa iacute;ses que v atilde;o elevar seu consumo de alimentos nos pr oacute;ximos dez anos rdquo;, declara.
Jo atilde;o Luis acredita que o pa iacute;s ainda n atilde;o est aacute; preparado para atender toda a demanda da China, por exemplo, que atualmente est aacute; em crise de negocia ccedil; otilde;es para compra de oacute;leo da Argentina. ldquo;Mas eacute; bom que n oacute;s comecemos a ficar preparados. Essa sinaliza ccedil; atilde;o j aacute; vinha acontecendo. Por isso eacute; bom que as empresas se preparem. Essas s atilde;o boas not iacute;cias, pois se gera aumento de pre ccedil;o, tamb eacute;m gera emprego e melhoria de renda rdquo;, salienta.

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Comercializa ccedil; atilde;o
Atualmente, de acordo com o chefe da regional, a maior parte da safra j aacute; est aacute; no mercado e n atilde;o mais em poder do agricultor. ldquo;Neste ano os produtores foram mais r aacute;pidos, comercializaram bem a safra e alguns at eacute; mesmo fizeram contratos futuros, protegendo-se da oscila ccedil; atilde;o de pre ccedil;o que acabou ocorrendo rdquo;, constata, classificando a antecipa ccedil; atilde;o como um avan ccedil;o.
Por outro lado, alguns n atilde;o comercializaram nos momentos mais favor aacute;veis e, mesmo com perspectiva de eleva ccedil; atilde;o do pre ccedil;o, Jo atilde;o Luis n atilde;o cr ecirc; que seja poss iacute;vel obter negocia ccedil; otilde;es melhores do que os produtores que fizeram contrato futuro para comercializar a produ ccedil; atilde;o a cerca de R$ 40 a saca. ldquo;Quem fez contrato em outubro do ano passado j aacute; recebeu o recurso, j aacute; aplicou ou comprou insumo e n atilde;o tem mais como ganhar o mesmo rdquo;, frisa. Por outro lado, ele menciona que a soja eacute; um produto de alta liquidez no mercado internacional e sofre influ ecirc;ncia da pol iacute;tica e economia do mundo todo, raz atilde;o pela qual ao longo do ano deve ter uma volatilidade muito grande.

Trigo
No caso do trigo, conforme Jo atilde;o Luis, existe atualmente uma oferta mundial muito acima das m eacute;dias dos uacute;ltimos anos, mas h aacute; um fator pr oacute;prio do Brasil. ldquo;Em raz atilde;o da crise interna vivida pela Argentina, o governo est aacute; impondo cotas de exporta ccedil; atilde;o de v aacute;rios produtos, inclusive o trigo. Esse pa iacute;s j aacute; reduziu a sua produ ccedil; atilde;o de trigo no ano passado de 16 para sete milh otilde;es de toneladas; e a expectativa eacute; de que produzam menos ainda este ano, sobrando muito pouco para vir para o Brasil rdquo;, adianta.
A Argentina eacute; o maior fornecedor de trigo para o Brasil. ldquo;Vamos precisar de outros fornecedores. Esse seria o momento de o governo desenvolver uma pol iacute;tica de est iacute;mulo ao plantio de trigo, o que n atilde;o vem acontecendo rdquo;, opina, ressaltando que trata-se de um produto importante e estrat eacute;gico para o pa iacute;s.
Do ponto de vista do profissional, o Brasil adota uma pol iacute;tica equivocada em rela ccedil; atilde;o ao trigo. ldquo;Enquanto deveria importar a partir da produ ccedil; atilde;o, o pa iacute;s produz a partir da importa ccedil; atilde;o. O Brasil eacute; o uacute;nico pa iacute;s do mundo que adota essa pol iacute;tica rdquo;, salienta, acrescentando que essa pr aacute;tica gera um quadro extremamente ofertado, o que define o pre ccedil;o do trigo.
A oferta de trigo em n iacute;vel mundial atualmente eacute; alta. Os grandes fornecedores de trigo como Canad aacute;, Estados Unidos e Austr aacute;lia permitem ao Brasil ainda ter um certo conforto com rela ccedil; atilde;o ao abastecimento interno. ldquo;Mas n atilde;o sabemos o que pode acontecer ao longo dos pr oacute;ximos dois anos, por exemplo, com a crise na Argentina rdquo;, reflete.
Considerando a meta de infla ccedil; atilde;o do governo de 4,5%, ele acredita que um produto estrat eacute;gico como o trigo deveria ter uma pol iacute;tica mais definida para o abastecimento. ldquo;O Brasil se colocar como o segundo maior importador de trigo do mundo (atr aacute;s somente do Egito) eacute; um grande equ iacute;voco. N oacute;s importamos mais trigo do que todo o conjunto de pa iacute;ses da Europa rdquo;, enfatiza. Conforme Jo atilde;o Luis, o Brasil possui um dos menores consumos per capta do mundo, de 45 quilos, enquanto a m eacute;dia eacute; de 70 quilos e na Argentina se consome 125 quilos per capta, por isso existe uma preocupa ccedil; atilde;o muito grande dele com o abastecimento interno. ldquo;Somos os menores consumidores e n atilde;o produzimos nem perto do suficiente para o abastecimento interno! rdquo;, conclui.

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